Dizer o que?

Um blog sobre cotidiano, vida e direito

Rumo a New York – parte 5


Foto: WanderingtheWorld

A idéia dessa série de posts é ajudar aqueles que, como eu, pretendem viajar. Tenho encontrado muitos sites e blogs de brasileiros que, através de suas experiências pessoais, dão dicas para outros viajantes. Acredito que posso dar minha contribuição nesse universo de informações.

No post anterior falei sobre agentes/consultores de viagens. Nesse post falarei sobre pacotes turísticos, embora minha viagem não envolva nenhum pacote.

Pessoalmente, não gosto de pacotes turísticos porque acho que tiram a espontaneidade do passeio. Mas devo reconhecer que nenhuma das viagens que fiz na vida foi feita dessa forma, por isso não sei como é realmente.

No entanto, reconheço que os pacotes podem ser muito bons/úteis em certas situações.

Se você pretende viajar para um local onde não fala a língua, o pacote pode ser necessário, já que haverá um guia e você não ficará perdido, sem saber como se comunicar.

Gostaria muito de um dia conhecer o Oriente. Se isso acontecer (espero que sim), certamente me juntarei a um grupo, pois não falo chinês, tampouco japonês ou coreano.

Viajar em grupo também pode ser econômico, se você tem flexibilidade de datas, o que não é o meu caso. No site da CVC, por exemplo, existe uma viagem de 8 dias e 6 noites para passar Natal e Reveillon em New York, com saída do Rio de Janeiro, por cerca de 9 mil reais (casal). Paguei quase 5 mil apenas pelas passagens para a minha viagem (casal). Certamente uma viagem em outra época do ano sai até mais em conta. (Nunca utilizei os serviços da CVC, informei essa viagem apenas como exemplo, não como indicação)

Outra vantagem é o parcelamento do pagamento. É possível parcelar passagens aéreas, mas em apenas 5 vezes. Já para pagar hotel parcelado, você ficará sujeito às regras (e juros) estabelecidos pelas administradoras de cartões de crédito. Enquanto isso, as empresas de viagens oferecem parcelamentos maiores e sem juros.

Se você possui algum programa de milhages de companhia aérea, vale também considerar a possibilidade de esquecer o pacote turístico e utilizar as milhas acumuladas.

Semana passada vi uma reportagem na TV sobre consumidores que não conseguem utilizar suas milhas. Mas também na semana passada descobri no Dia de Folga que a Lu Monte conseguiu viajar para a Argentina esse ano utilizando milhas.

Até o próximo post!

Rumo a New York – parte 4


Foto: Dom Dada

A idéia dessa série de posts é ajudar aqueles que, como eu, pretendem viajar. Tenho encontrado muitos sites e blogs de brasileiros que, através de suas experiências pessoais, dão dicas para outros viajantes. Acredito que posso dar minha contribuição nesse universo de informações.

No post anterior contei como conseguimos vistos de entrada nos Estados Unidos. Houve momentos em que duvidei que fossemos conseguir viajar, mas de posse dos vistos, metade do caminho já estava percorrido.

Passamos então à segunda fase: comprar as passagens.

Voltei a ligar para minha consultora de viagens, avisei que já tínhamos os vistos e informei as datas em que planejávamos ir e voltar. Minutos depois ela me ligou de volta dizendo que já tinha conseguido fazer reservas em um vôo Rio – New York direto. Me passou os valores das passagens e avisou que eram mais baratas por não darem direito a remarcação de datas.

Pedi a ela que verificasse o valor das passagens com direito a remarcação. Como a diferença não era tão grande assim, optei por estas.

Aqui vale uma consideração sobre compra de passagens e agentes/consultores de viagens.

Nos tempos atuais de “faça você mesmo pela Internet”, temos a sensação de que não precisamos mais de agentes de viagens. Não é bem assim.

Para começo de conversa, encontrar os melhores preços, as companhias mais confiáveis e conciliar tudo isso com a data em que pretendemos viajar é trabalhoso. Sei porque eu mesma comprei as passagens para a viagem do ano passado.

Depois vem a questão dos detalhes. Recentemente um amigo teve problemas com uma companhia aérea porque não leu as “letras miúdas”. Comprou passagens numa promoção e quando precisou remarcar, descobriu que a taxa de remarcação era mais cara do que a passagem.

O (bom) agente de viagens irá informar todos os detalhes ANTES de te vender as passagens, assim você evitará furadas. Foi o que a minha consultora fez, evitando que comprasse uma passagem um pouco mais barata, mas que não me daria direito a remarcação, ou seja, se na época da viagem tivesse algum problema e não pudesse embarcar, perderia o dinheiro (sim, isso existe).

Em seguida tem a questão do know-how. O consumidor tende a procurar passagens na Internet pelas datas em que pretende ir e voltar. O (bom) agente de viagens saberá que às vezes um dia a mais ou a menos no destino fará uma diferença grande no valor a ser pago. Mais uma vez foi o que me aconteceu. Pretendia embarcar dia 17 de dezembro, mas minha consultora encontrou passagens mais em conta no dia 16.

Finalmente, agentes/consultores de viagens não significarão uma despesa a mais no seu orçamento. Na realidade, a comissão do agente de viagens já está embutida no valor da passagem, você irá pagar utilizando ou não o serviço.

Até o próximo post!

Rumo a New York – parte 3


Foto: Stuck in Customs

A idéia dessa série de posts é ajudar aqueles que, como eu, pretendem viajar. Tenho encontrado muitos sites e blogs de brasileiros que, através de suas experiências pessoais, dão dicas para outros viajantes. Acredito que posso dar minha contribuição nesse universo de informações.

No post anterior contei sobre o desespero que bateu quando agendei entrevista para o visto de entrada nos Estados Unidos. A data conseguida era posterior à data em que pretendia viajar.

Como não me deixo abater por contratempos, fui atrás de alguém que pudesse ajudar. Falei com uma prima que viajou para New York há pouco tempo e descobri que a filha dela conhecia um despachante. O azar foi que a filha ESTAVA nos Estados Unidos. Precisei esperar que ela voltasse para conseguir o telefone do cara.

Liguei pra ele, contei que já havia pago os R$ 38,00 e que já tinha um agendamento. Ele me pediu uns dados pessoais e disse que voltaria a entrar em contato. Dias depois ele me ligou. Disse que já havia cancelado o agendamento para 29/12 e que teria que pagar novamente a taxa de R$ 38,00, com o que concordei. Dias depois ele ligou novamente para informar que havia agendado nossas entrevistas para outubro. Uhu!

Nos enviou por e-mail um questionário com as informações que necessitaria para preencher o formulário exigido pelo consulado e pediu que enviássemos fotos 5x7cm digitalizadas. Fizemos tudo e depositamos na conta dele o valor da taxa cobrada pelo consulado para as entrevistas.

No dia marcado, encontramos o despachante na porta do consulado às 7:15h e ele explicou que dali para a frente estaríamos por nossa conta. Não havia nada que ele pudesse fazer para garantir que conseguiríamos os vistos. Às 7:30h vieram funcionários de uma empresa prestadora de serviços, retirando da fila todos que estavam agendados para aquele horário. Lá fomos nós, com o comprovante do agendamento, foto e comprovante do pagamento em mãos.

É permitido entrar no consulado com bolsa/mochila, mas não é permitido entrar com celular. Todos que portavam volumes tiveram que passar a bolsa pelo raio-x. Todas as pessoas passaram pelo detetor de metais.

Numa espécie de auditório, recebemos uma senha e aguardamos o atendimento. Passamos por um guichê em que foram registradas nossas impressões digitais, depois fomos para a fila da entrevista. O entrevistador era americano. Perguntou qual era a relação entre eu e meu marido e dissemos que somos casados. Perguntou se já havíamos visitados os Estados Unidos e o que fazemos para viver. No final informou que nossos vistos haviam sido concedidos. Notei que as perguntas são diferentes, talvez conforme o entrevistado, talvez conforme o entrevistador.

Me haviam aconselhado a levar documentos que comprovassem nossos laços com o Brasil e nosso propósito de voltar. Levamos contracheques de todos os empregos do meu marido, certidão de nascimento da filha dele, minha declaração de renda, documento do carro, financiamento do apartamento, etc, etc, mas o entrevistador não pediu nenhum documento.

Antes de sair fomos ao balcão da TNT para deixar paga a taxa para devolução dos passaportes. Não é permitido retirar o passaporte no consulado.

Saímos do consulado por volta de 10 horas. O despachante nos esperava do lado de fora. Fizemos o pagamento do serviço dele e agradecemos.

Passo a passo do visto, retirado do site da Embaixada Americana:

1 – Pague a taxa de R$38,00. Essa taxa é obrigatória e permitirá que faça o seu agendamento para a entrevista e tenha acesso à informações gerais. O pagamento dessa taxa pode ser feito através do website www.visto-eua.com.br 

2 – Obtenha as informações e faça o seu agendamento através do website www.visto-eua.com.br

3 – Preencha o formulário de solicitação de visto DS-160

4 – Pague a taxa de solicitação de vistos no Citibank, em espécie e apenas em Reais. Clique aqui para determinar o valor a ser pago

5 – No dia da entrevista compareça à Embaixada ou ao Consulado com a página de confirmação do formulário DS-160, uma foto 5×5 ou 5×7 cm e os documentos recomendados

6 – Dependendo do tipo de visto, pode ser que você precise pagar uma taxa extra. Se esse for o caso e seu visto for aprovado, você deverá pagar essa taxa, imediatamente após a entrevista, no Caixa da Embaixada ou do Consulado. O valor dessa taxa dependerá do tipo de visto solicitado e de sua cidadania. O pagamento pode ser feito em espécie (dólares ou reais) ou cartão de crédito internacional

7 – Pague a taxa de envio de seu passaporte ao serviço de entrega expressa antes de sua saída da Embaixada ou Consulado

Até o próximo post!

Rumo a New York – parte 2


Foto: andrew mace–

A idéia dessa série de posts é ajudar aqueles que, como eu, pretendem viajar. Tenho encontrado muitos sites e blogs de brasileiros que, através de suas experiências pessoais, dão dicas para outros viajantes. Acredito que posso dar minha contribuição nesse universo de informações.

Como contei no post anterior, em agosto mesmo conseguimos que meu marido tirasse passaporte. Uns dias depois que ele foi atendido na Polícia Federal, voltamos ao Posto para retirar o documento. Não havia horário marcado, apenas dia. Chegamos lá no início da tarde de uma 3ª feira e o lugar estava lotado! Eram distribuidas senhas numeradas para quem iria retirar o passaporte. Meu marido pegou um número e havia cerca de 300 pessoas antes dele!

Achei que seria coisa rápida, por isso levei Galileu comigo para depois levá-lo direto ao laboratório para fazer exame de urina. A fim de utilizar melhor o tempo, almoçamos, deixei o maridão no aeroporto e fui com Galileu para o laboratório. Ele fez o exame e o deixei em casa. Voltei para o aeroporto e ainda faltavam muitos números. Fizemos um lanche e continuamos esperando. Já era noite quando chegou a vez dele.

Dica: a entrega do passaporte não é feita a terceiros, somente ao próprio, que deve apresentar documento de identidade.

Depois de um dia cansativo no aeroporto, ao chegar em casa fui animadamente ao site http://www.visto-eua.com.br/agendamento-web/index.jsp?locale=pt_BR a fim de fazer o agendamento para o visto de entrada nos Estados Unidos.

Para começo de conversa, literalmente, é necessário pagar uma taxa de R$ 38,00 APENAS para acessar o sistema de agendamentos. Paguei com cartão de crédito e imediatamente tive o acesso liberado. A boa notícia é que se você vai viajar com marido e filhos, não precisa pagar R$ 38,00 para cada um, paga uma vez só e faz um agendamento familiar (se não me falha a memória, até 5 pessoas no mesmo grupo).

Dias antes já tinha visitado o site e verificado que somente 4 cidades brasileiras possuem consulados/embaixada onde os vistos são emitidos: Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Se você vive em outra cidade, terá que viajar até uma delas. 

No site é informado o tempo médio de espera para agendamento em cada uma das cidades. O tempo médio no Rio era de quase 100 dias, o de São Paulo era de cerca de 30 dias. Por isso já estava considerando a possibilidade de agendar a entrevista em São Paulo e fazer um “bate-volta” por lá. Quando finalmente acessei o sistema para fazer o agendamento, descobri que o Consulado de São Paulo somente atende residentes naquele Estado e nos Estados do Sul. Vi que não teria outra saída além de agendar no Rio mesmo e torcer para dar sorte de conseguir uma data próxima.

Com passaportes à mão (é obrigatório informar o número de cada passaporte para iniciar o acesso), entrei no sistema. Imaginem qual não foi meu desespero ao descobrir que só havia horário disponível para agendamento em 29/12! Não poderia mais viajar na data pretendida, 16/12!

Atualmente, o tempo de espera para Brasília é de 93 dias, para Recife 79 dias, para Rio e São Paulo 108 dias. Portanto, programe-se para agendar a entrevista para o visto bem antes da data em que pretende viajar!

Dica: o visto de turista é válido por 10 anos, portanto, se você pretende um dia viajar, tire o passaporte e requisite o visto quando tiver uma graninha sobrando, mesmo que não esteja com a viagem programada. Quando resolver/puder viajar, não terá que correr contra o tempo.

Até o próximo post!

Rumo a New York – parte 1


Foto: Grufnik

Em agosto deste ano surgiu a idéia de passarmos, eu e meu marido, férias em New York.

Há 12 anos passei férias em Washington/New York com meu pai, e nunca mais voltei. É uma viagem cara, mas como esse ano temos hospedagem com amigos, tornou-se viável.

A primeira coisa que fiz foi ligar para minha consultora de viagens. Antes de me arrumar passagens, ela disse que deveríamos primeiro conseguir os vistos de entrada nos Estados Unidos. Aí começou a parte difícil da viagem.

A idéia dessa série de posts é ajudar aqueles que, como eu, pretendem viajar. Tenho encontrado muitos sites e blogs de brasileiros que, através de suas experiências pessoais, dão dicas para outros viajantes. Acredito que posso dar minha contribuição nesse universo de informações.

Se você, leitor, pensa um dia viajar para os Estados Unidos, precisará de um passaporte. Esse é o primeiro passo.

Quando viajei com meu pai, foi muito simples tirar passaporte. Descobri que não é mais tão fácil.

Hoje em dia a coisa toda começa na Internet, com o preenchimento da  solicitação on line e depois a impressão da GRU (que deverá ser paga antes do comparecimento à Polícia Federal). Em seguida é necessário fazer um agendamento para comparecimento à PF.

Como disse antes, tomamos a decisão de viajar em agosto, mas só consegui agendar meu marido (eu já tinha passaporte) para outubro! Perto demais da época da viagem!

Como no site consta a informação de que em caso de urgência é possível procurar diretamente o posto da PF, reunimos os documentos necessários e fomos ao Posto do Aeroporto. Lá descobrimos que uma viagem no final do ano não é considerada caso de urgência. Mas ao menos conseguimos antecipar o atendimento para setembro no computador disponível para o público, ligado diretamente à intranet da PF.

Antes de ir embora, resolvi voltar no balcão de informações e, como a atendente foi com a minha cara, deu uma dica de ouro! Era uma 3ª feira e ela nos disse para entrar no site novamente na 5ª feira, pois nesse dia a funcionária responsável abre novas datas para atendimento. Perguntei se deveria acessar o site logo cedo, mas ela disse que a funcionária abre as vagas quando chega no trabalho, às 10 horas, ou quando volta do almoço, às 14 horas.

Na 5ª feira voltei no site às 10h e não havia novas vagas. Precisava sair à tarde, mas antes, exatamente às 14h, entrei no site e havia vagas para uma data próxima em agosto. Estranhei os horários, que apareciam como 5:00, 5:15, 5:30… Achei que deveria ser um erro do sistema e recarreguei a página. Quando abriu, o horário de 5:30 já não estava mais disponível. Corri e agendei 5:15, mas resolvi ligar depois para confirmar se não era 17:15, e descobri que não.

No dia marcado, lá fomos nós para o aeroporto às 5 da manhã! Ao menos o Posto estava bem tranquilo, quase vazio, e o atendimento foi rápido. Às 6 horas já havia terminado.

Uma dica: não é preciso levar foto. Você será fotografado com uma câmera digital na hora. Meninas, não esqueçam de fazer uma maquiagem leve e pentear os cabelos :-)

Até o próximo post!

Confraternizações de final de ano

Já se tornaram praxe, quase obrigação, as confraternizações de final de ano. Todos os grupos que a gente freqüenta, trabalho, academia, curso de inglês, em dezembro resolvem usar o final do ano como pretexto para uma reunião social. A agenda dos finais de semana fica lotada. É difícil compatibilizar tantas reuniões.

Esses encontros podem proporcionar momentos agradáveis, mas na maioria das vezes são a maior furada, como a que eu me meti na 6ª feira.

Durante vários anos juntamos meu escritório e o da minha tia para fazer uma festinha. Escolhíamos uma noite após o expediente, eu encomendava um desses kits festas natalinos, e trocávamos presentes num amigo-oculto. Já no ano passado não aconteceu bem assim. Na última hora o amigo-oculto e o kit festa foram cancelados. Minha tia pediu ao meu pai para arrumar um lugar em que pudéssemos ir depois do expediente, missão impossível nessa época do ano. Resultado: meu pai arrumou o restaurante de um amigo, que fechava às 18h, mas concordou em nos receber após o horário. Nunca fui num lugar tão lúgubre. Só a nossa mesa estava ocupada, já que o local estava oficialmente fechado. Não tinha nem um rádio ligado com uma musiquinha de fundo. Enchemos o bucho de comida, sob os olhares ansiosos do gerente e do garçon, e fomos embora.

Desdenhei da tranqüilidade do lugar que meu pai arrumou ano passado e o castigo veio 12 meses depois.

O amigo-oculto e o kit festa acabaram indo pro espaço novamente esse ano, e um pequeno grupo, composto exclusivamente por mulheres, foi parar num daqueles bares do Centro do Rio, que ficam cheios nas 6ªs feiras, e lotados na última 6ª feira de trabalho do ano.

Só conseguimos mesa porque o garçon era baixinho e uma amiga minha grande e forte ameaçou bater nele. Não bebo chopp (que sorte), mas todas que beberam reclamaram que as tulipas chegavam na mesa quentes, quase fervendo. Um único garçon servia cerca de 30 mesas, daí vocês imaginam quanto tempo decorria entre o pedido e a entrega. Em quase todas as mesas à nossa volta havia colegas de trabalho brincando animadamente de amigo-oculto, gritando surpresos cada vez que um presente era entregue. Com o passar das horas as pessoas foram ficando bêbadas e por isso foram falando cada vez mais alto. Mas nada disso se comparou ao que aconteceu por volta das 20 horas. Até então havia um carinha com um violão tocando rock nacional. Ótimo, todo mundo estava gostando e cantando junto. Às 20 horas o carinha foi substituído por um grupo de pagode. Não gosto desse tipo de música, mas o que tornou o lugar insuportável foi o volume que colocaram no equipamento de som. Alto? Não. Ensurdecedor! Um absurdo! Coisa de enlouquecer qualquer um, aqueles caras cantando lá lá lá láááá (é só isso que se canta em pagode mesmo). Deviam achar que berrar deixava a música mais bonita, sei lá! Só sei que nessa hora eu disse categoricamente: VOU EMBORA (não que alguém tenha me ouvido com aquele som terrível sobrepujando qualquer outro).

Feliz Natal!

Minha avó

Minha avó sempre me mandou pentear o cabelo e levar um casaquinho. Para me convencer que era feio menina falar palavrão, me explicou o significado de cada um quando comecei a dize-los. Minha avó sempre me mandou apagar a luz e tomar banho, mas eu nunca fiz nada disso. Mentira. Banho eu tomo, desde que ela me deu uma surra por me recusar a ir para o chuveiro. Foi a única vez que ela me bateu. Ela foi uma mulher paciente, criou duas netas sem precisar bater.

Minha avó não era cozinheira de mão cheia, mas estava sempre disposta a preparar as comidinhas que as netas gostavam. A minha era pudim de leite. Ela sempre levava as netas para passear: praia, pracinha, bondinho de Santa Teresa, até Metrô, quando foi inaugurado no Rio de Janeiro. Mas acho que esse passeio foi mais pra ela do que para as netas, porque ela achava que não viveria para ver o Metrô pronto.

Como toda avó faz, ela me mimava. Trazia um copo d´água e pegava as coisas pra mim, não que eu não pudesse levantar e pegar sozinha, claro. E sempre que eu pedia, fazia cafuné até eu pegar no sono.

Depois que cresci ela achava que eu fazia muitas coisas erradas, mas mesmo assim me acolheu na casa dela, com marido, gato e tudo mais. Aí foi o tempo de retribuir tudo que tinha feito por mim. Cozinhei pra ela, servi água e levei pra passear de carro. Ela sempre ficava impressionada como eu dirijo bem.

Agora ela tem Alzheimer e não sabe mais quem eu sou. Mesmo assim, vou amá-la para sempre.

Vovó Helena e Rachel

Animais de Santa Catarina

Animais de SC pedem socorroEstou repassando aqui o apelo da Mel, uma yorkshire de Balneáreo Camboriu-SC:

“SANTA CATARINA ANIMAIS URGENTE!
Muitos cães têm sido encontrados mortos, presos a coleiras nos pátios de suas casas, gatos ficaram nos apartamentos, sem que seus donos tivessem conseguido salvá-los. Centenas seguem nos telhados e nas árvores sobre as águas.
Nosso apelo, neste momento, é para que, além da ajuda oferecida aos humanos, também se façam donativos para os grupos que estão tentando resgatar e tratar animais.
ITAJAÍ
O apelo da ONG Viva Bicho dá conta de que os animais não têm como pedir socorro e não conseguem se ajudar sozinhos. Muitos estão ilhados, sem comida, com medo, frio, à espera de ajuda. Cães e gatos sobreviventes vagam pelas ruas à procura de suas famílias e de alimentação. Apela-se aos moradores que tentem alimentar os animais que estão na rua.
Não há ração disponível para compra na cidade, precisando ser enviada de outros lugares. Qualquer doação reverterá na ajuda imediata para resgate e tratamento dos animais sobreviventes.

Contato: Bianca – Ong Viva Bicho
(47) 8425-1459 / 9903-5441
Banco do Brasil
Ag. 1489-3 cc 20793-4
Associação Viva Bicho
CNPJ 06 156 776 / 0001 – 81

BLUMENAU
Segundo informes da APRABLU – Associação Protetora de Animais de Blumenau, há muitos animais ilhados e também perdidos pela cidade, e a ONG pede que os moradores tentem alimentar e confortar os animais que encontrem. A Associação pede com urgência doações para compra de medicamentos, alimentação, condições de abrigagem, cordas e potes.
Contato para doações:
e-mail: aprablu@terra.com.br (Bárbara)
Caixa Econômica Federal (ou lotéricas)
Ag.411
Op. 013
C/C 187-5
Simone Ruth Stoltz”

Campanha: NESTE NATAL AJUDE UM FOCINHO CARENTE

Solidariedade

Cão NoelNo Monacast 42 as Monas falaram sobre o Espírito de Natal que, nessa época do ano, leva muitas pessoas a ajudarem o próximo.

Aí eu pensei: por que não aproveitar esse Espírito e fazer uma campanha para que as pessoas lembrem de ajudar também os bichinhos carentes e necessitados?

Todos os dias do ano animais são abandonados nas ruas das cidades brasileiras pelos mais diversos motivos. Muitos, além de abandonados, são maltratados, machucados, e ficam largados à própria sorte, tentando sobreviver.

Felizmente, em muitas cidades existem grupos que se dedicam a ajudar esses bichinhos. Alguns levam os animais resgatados para centros, outros os acolhem em lares temporários enquanto não encontram novos donos, outros ainda tentam ajudá-los a sobreviver no local mesmo em que foram abandonados.

Alguns desses grupos são organizados formalmente como instituições, é o caso da SUIPA – Sociedade União Internacional Protetora dos Animais. Outros são informais, um grupo de amigos que utilizam suas próprias casas como lares temporários. Em comum todos eles têm a constante falta de recursos. É preciso dinheiro para pagar veterinário, medicamentos, ração. E é aí que todo mundo pode ajudar.

Nesse ponto surge aquela dúvida: vou dar dinheiro a pessoas que não conheço, quem garante que será usado mesmo com os animais?

Muitos grupos aceitam doações na forma de itens. Você pode doar medicamentos comumente usados em tratamentos: vermífugos, Capstar (comprimido para matar pulgas em animais com infestação), antibióticos, etc; ou coisas como: ração para cão e gato (adulto e filhote), produtos de limpeza, bandeja higiência, e até mesmo jornal (para ser usado como banheirinho pelos cães). Assim não tem mais desculpa para não ajudar. Se não puder gastar comprando alguma coisa, você pode ao menos juntar jornais velhos em casa e doar. Não custa nada!

Agora que convenci você a ajudar focinhos necessitados nesse Natal, só falta saber onde levar sua doação. Como disse antes, muitas cidades têm grupos de protetores. No Rio de Janeiro indico a SUIPA, que se mantém trabalhando há anos não se sabe como diante de tanta falta de recursos, e o grupo Gatos do Campo de Santana, liderado pela Dra. Andrea Lambert.

Ela é veterinária e faz um trabalho de ajuda e resgate principalmente nesse parque, o Campo de Santana, mas também em outros locais da cidade. Conheço ela há anos e um amigo meu tem uma gatinha que foi resgatada lá, por isso posso garantir que esse trabalho é sério.

Você pode ajudar a Dra. Andrea de várias formas. Se você mora no Rio pode entrar em contato diretamente com ela e combinar a entrega da doação. Se preferir, pode deixar sua doação no meu pet shop ou em outros conveniados (informações no site do grupo), que faremos chegar às mãos dela (mesmo se for apenas jornal para o banheirinho dos peludos). Se não mora do Rio, pode fazer uma compra em algum pet shop virtual e mandar entregar no endereço dela, ou mesmo fazer uma doação em dinheiro através de depósito em conta. Só não pode é deixar de ajudar!

NESTE NATAL AJUDE UM FOCINHO CARENTE!

Em ritmo de Natal

Eu adoro Natal. Sempre fui assim, desde criança. É mais forte do que eu.

À medida que a data vai se aproximando, vou entrando no clima, e a decoração de Natal tem um papel muito importante nisso. É ela que desencadeia esse processo.

Hoje fui levar minha enteada em casa e no caminho cada janela decorada com pisca-pisca chamava minha atenção. No carro era eu que me comportava como criança, apontando e dizendo: “Olha aquela! Olha aquela lá!” Eu avisei, é mais forte do que eu.