Posts Tagged “esclarecimento”

Minha avó sempre me mandou pentear o cabelo e levar um casaquinho. Para me convencer que era feio menina falar palavrão, me explicou o significado de cada um quando comecei a dize-los. Minha avó sempre me mandou apagar a luz e tomar banho, mas eu nunca fiz nada disso. Mentira. Banho eu tomo, desde que ela me deu uma surra por me recusar a ir para o chuveiro. Foi a única vez que ela me bateu. Ela foi uma mulher paciente, criou duas netas sem precisar bater.

Minha avó não era cozinheira de mão cheia, mas estava sempre disposta a preparar as comidinhas que as netas gostavam. A minha era pudim de leite. Ela sempre levava as netas para passear: praia, pracinha, bondinho de Santa Teresa, até Metrô, quando foi inaugurado no Rio de Janeiro. Mas acho que esse passeio foi mais pra ela do que para as netas, porque ela achava que não viveria para ver o Metrô pronto.

Como toda avó faz, ela me mimava. Trazia um copo d´água e pegava as coisas pra mim, não que eu não pudesse levantar e pegar sozinha, claro. E sempre que eu pedia, fazia cafuné até eu pegar no sono.

Depois que cresci ela achava que eu fazia muitas coisas erradas, mas mesmo assim me acolheu na casa dela, com marido, gato e tudo mais. Aí foi o tempo de retribuir tudo que tinha feito por mim. Cozinhei pra ela, servi água e levei pra passear de carro. Ela sempre ficava impressionada como eu dirijo bem.

Agora ela tem Alzheimer e não sabe mais quem eu sou. Mesmo assim, vou amá-la para sempre.

(Post originalmente publicado aqui nesse blog, em 04/12/2008.)

Minha avó faleceu essa noite, aos 92 anos.

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Bruno

Quando ganhei o Galileu, eu não tinha meu pet shop. Quando ele fez 5 meses precisou fazer a primeira tosa. Até então eu dava banho em casa. Marquei a tosa numa veterinária aqui perto e detestei o resultado. Então a amiga que me deu o Galileu recomendou uma tosadora, que ela garantiu ser ótima. Comecei a levar meu filhote no pet que ela trabalha (até hoje). No entanto, como EU tinha ficado traumatizada pela primeira tosa, não tive coragem de deixar o Galileu lá e ir embora, como todo mundo faz. Levava e ficava por lá, com a desculpa de que morava meio longe pra caminhar até em casa e caminhar de volta meia hora depois. Acabei ficando amiga da Josi, que ainda me ensinou muitas coisas sobre grooming (cuidado com a pelagem). Depois de um tempo já confiava nela plenamente, mas ficava no pet pra bater papo. Aí veio o Bruno, que era (ainda é) muito difícil de controlar. O banho ela conseguia fazer sozinha, mas para tosar eu precisava estar junto para botar moral com o meu barbudo. Acabei aprendendo a tosar schnauzer.

Quando a Josi saiu de licença para ganhar neném, não gostei da técnica do tosador que ficou no lugar dela. Nessa altura eu já estava até entendendo de tosa! Aí procurei outro pet para frequentar. Encontrei um tosador excelente aqui perto, mas voltei a ter medo de deixar os cães e ir embora. A sala de tosa era toda envidraçada, mesmo assim eu ficava de olho do lado de fora. E até “ajudava”, de certa forma rsrs. O Bruno, esse barbudo aí na foto, ficava o tempo todinho olhando pra mim. Enquanto eu estava dentro da loja, o tosador conseguia secar e pentear um lado do cachorro, que me olhava pelo vidro. Pra conseguir secar o outro lado, eu ía para fora da loja e o Bruno virava pra me olhar do outro lado rsrs

Antes que terminasse a licença da Josi, veio o meu pet shop e, naturalmente, passei a levar meus cães lá. Se o meu pet acabasse, voltaria para a Josi, primeiro porque me tornei muito exigente com a técnica de tosa, segundo porque teria receio de confiar meus cães a um desconhecido.

(continua …)

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Esse lance de inferno astral existe no mundo digital, sabia? Eu descobri isso essa semana.

Na semana passada recebi um e-mail do meu serviço de hospedagem, informando que seria feita uma manutenção no servidor, entre 4ª e 6ª feira. No sábado fui ao BlogCampRJ e de lá cheguei a publicar três posts, depois meu site saiu do ar. Como o outro site que tinha hospedado com a mesma empresa também estava fora do ar, conclui que não era eu a causadora do problema. No sábado à noite o site voltou a funcionar, mas de modo instável.

Já andava insatisfeita com a empresa em razão do modo que promove a cobrança da mensalidade e já vinha considerando a possibilidade de trocar de hospedagem. Depois da instabilidade experimentada no final de semana, quando consegui acessar o painel de controle, resolvi fazer um backup total. Achei que havia concluído o backup com sucesso, uma vez que não recebi nenhuma mensagem de erro.

Ainda no domingo preparei offline dois posts sobre o BlogCampRJ, um para publicar imediatamente e o outro para o dia seguinte. Na verdade terminei os posts já nas primeiras horas da segunda-feira. Quando tentei subi-los, meu servidor estava fora do ar. Fui dormir mais chateada ainda. Na segunda pela manhã fui verificar se o serviço havia sido normalizado e constatei que não. Então solicitei suporte. Ao chegar no escritório vi que havia recebido um e-mail resposta automática, avisando que entrariam em contato o mais rápido possível. E isso foi tudo. Como assim foi tudo? Foi tudo mesmo, não recebi mais nenhum contato. Enviei ao longo do dia mais duas solicitações de suporte, que não foram respondidas. Tentei o “chat” oferecido no site da empresa, mas estava off line. Adicionei o usuário da empresa no Skype, mas também estava off line.

Única conclusão possível: a empresa fechou. Só pode ser, não tem outra explicação plausível.

Na tarde de ontem resolvi desistir de vez dessa hospedagem e contratei a Brasil Hosting. Fui super bem atendida e à noite meu acesso já havia sido liberado e pude trocar o DNS do site no registro.br. Acordei hoje achando que meu inferno astral digital havia terminado. Fiz upload do meu backup certa de que bastaria restaurá-lo e ninguém notaria a mudança. Ao descompactar o arquivo do backup começaram as novas más notícias: vários arquivos corrompidos, inúmeros problemas. Resultado: não tenho meu banco de dados, ou seja, tudo que havia escrito até hoje sumiu.

Toda essa sucessão de problemas me levou a escrever esse esclarecimento. Achei que devia uma explicação a você, leitor.

Ainda não perdi as esperanças de recuperar meus posts. Não consegui acessar o painel de controle da antiga hospedagem pela web, mas à noite tentarei acessar o servidor pelo programa de FTP. Quem sabe conseguirei recuperar alguma coisa? Caso contrário, começarei tudo de novo. Por isso não estranhem se nos próximos dias o blog não voltar a ter a cara que tinha antes.

Afinal, sou brasileira e não desisto nunca.

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