Posts Tagged “advogado”

Recebi por e-mail e não sei quem é o autor (se alguém souber me avise para que eu possa dar o merecido crédito), mas PRECISAVA compartilhar. Rolei de rir!

Casal de Juristas Discutindo a Relação

Desajeitado, o magistrado Dr. Juílson tentava equilibrar em suas mãos, a cuia, a garrafa térmica, um pacotinho de biscoitos e a pasta de documentos.

Estava se dirigindo para o seu gabinete, quando deparou-se com sua esposa, a advogada Dra. Themis, que já o observava há minutos. O susto foi tal que cuia, erva e documentos foram ao chão. O juiz franziu o cenho, pronto para praguejar, quando viu que a testa da mulher era ainda mais franzida que a sua.

Por se tratarem de juristas experientes, o diálogo litigioso que se seguiu
obedeceu aos mais altos padrões de erudição processual.

– Juílson! Eu não agüento mais essa sua inércia. Eu estou carente, carente de ação, entende?

– Carente de ação? Ora, você sabe muito bem que, para sair da inércia, o Juízo precisa ser provocado e você não me provoca, há anos. Já eu dificilmente inicio um processo sem que haja contestação.

– Claro, você preferia que o processo corresse à revelia. Mas não adianta, tem que haver o exame das preliminares, antes de entrar no mérito. E mais, com você o rito é sempre sumaríssimo, isso quando a lide não fica pendente… Daí é que a execução fica frustrada.

– Calma aí, agora você está apelando. Eu já disse que não quero acordar o apenso, no quarto ao lado. Já é muito difícil colocá-lo para dormir. Quanto ao rito sumaríssimo, é que eu prezo a economia processual e detesto a morosidade. Além disso, às vezes até uma cautelar pode ser satisfativa.

– Sim, mas pra isso é preciso que se usem alguns recursos especiais. Teus recursos são sempre desertos, por absoluta ausência de preparo.

– Ah, mas quando eu tento manejar o recurso extraordinário você sempre nega seguimento. Fala dos meus recursos, mas impugna todas as minhas tentativas de inovação processual. Isso quando não embarga a execução.

Mas existia um fundo de verdade nos argumentos da Dra. Themis. E o Dr. Juílson só se recusava a aceitar a culpa exclusiva pela crise do
relacionamento. Por isso, complementou:

– Acho que o pedido procede, em parte, pois pelo que vejo existem culpas concorrentes. Já que ambos somos sucumbentes vamos nos dar por reciprocamente quitados e compor amigavelmente o litígio.

– Não posso. Agora existem terceiros interessados. E já houve a preclusão consumativa.

- Meu Deus! Mas de minha parte não havia sequer suspeição!

– Sim. Há muito que sua cognição não é exauriente. Aliás, nossa relação está extinta. Só vim pegar o apenso em carga e fazer remessa para a casa da
minha mãe.

E ao ver a mulher bater a porta atrás de si, Dr. Juílson fica tentando
compreender tudo o que havia acontecido. Após deliberar por alguns minutos, chegou a uma triste conclusão:

– E eu é que vou ter que pagar as custas…

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bebe

Hoje um rapaz que conheço me fez uma consulta jurídica. Infelizmente, não pude dizer o que ele gostaria de ouvir.

Embora seja casado, ele saiu com uma mulher apresentada por um amigo, que já tinha saído com ela antes. Agora ela está dizendo que ele é o pai da criança e ameaça entrar com ação de investigação de paternidade.

Ele jura de pés junto que não é o pai. Eu até acredito, mas precisei explicar o que pode acontecer. Disse a ele que o juiz pode fixar pensão logo no primeiro momento, se ficar convencido que ele tem possibilidade de ser o pai. Aí ele perguntou: “mas e quando o exame de DNA mostrar que não sou o pai?” Eu disse que ele pode entrar com ação cobrando da tal a restituição dos valores pagos, mas que duvido que ela tenha condição de pagar (lembram quando falei sobre isso?)

Ele ficou muito pu** e avisou que vai dizer ao juiz que não concorda, que isso é um absurdo. Expliquei que se desacatar o juiz, será preso na hora; se não pagar a pensão fixada, será preso depois. De qualquer forma, preso.

Vai sobrar pra mim tirá-lo da cadeia.

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advogado

Hoje, 11 de agosto, é o Dia do Advogado. Essa data foi escolhida por ser o dia em que foram criados os cursos de Direito no Brasil.

Infelizmente, ninguém lembra que esse é o Dia do Advogado. Os telejornais noticiam o Dia do Pendura, quando os estudantes de Direito, seguindo uma antiga tradição, comem, bebem e deixam o restaurante sem pagar a conta. Em 10 anos de formada não me lembro de jamais ter recebido um simples parabéns de um cliente.

Isso é reflexo do descaso com que a sociedade trata o advogado.

O advogado tem função essencial na democracia. Por esse motivo a Constituição Federal estabelece:

Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.

Um antigo adesivo da OAB já dizia: “Não há Democracia sem Justiça. Não há Justiça sem Advogado”. O que significa tudo isso?

A Democracia é o sistema de governo que dá voz ao povo. É o povo que exerce o poder através dos seus representantes eleitos. Nesse sistema em que o cidadão tem voz, a ele é garantido o direito de recorrer ao Poder Judiciário sempre que se achar injustiçado em alguma questão. Se não existisse o Judiciário, o cidadão que se sentisse injustiçado teria que resolver essas questões por si próprio, até caindo na porrada com seu opositor, se necessário. Na democracia, o advogado tem função essencial no equilíbrio das relações. É ele quem patrocina a causa do cidadão, ou seja, toma para si a defesa do interesse do cliente como se fosse seu próprio interesse.

Mas não é nessa nobre função que as pessoas pensam quando falam em advogados. Mesmo quem jamais precisou contratar um na vida, sabe pelo menos duas ou três piadas em que advogados são chamados de ladrões e/ou aproveitadores. Não tenho qualquer problema com piadas de advogados, muito pelo contrário, morro de rir com elas. No entanto, é fato que difundem o PRÉ-conceito.

Não vou negar que existem advogados desonestos, mas desonestos existem em todas as profissões. Por outro lado, um advogado pode fazer toda a diferença na vida de um cidadão. O trabalho de um profissional do Direito pode garantir a subsistência daquela senhora idosa que, ao perder o companheiro de anos, tem o pedido de pensão negado pela Previdência. O trabalho de um advogado pode garantir a uma criança o direito de ter um pai que se recusa a registrá-la. No entanto, as pessoas e a imprensa preferem lembrar apenas daqueles advogados que são flagrados levando armas para clientes presos, ou que se envolvem em golpes milionários.

Não é todo dia que a gente tem a chance de fazer a diferença na vida de uma pessoa. Na maior parte do tempo fazemos apenas aquelas coisinhas do dia a dia, como acontece em todas as profissões. Mas todos os momentos desagradáveis e desgastantes, as 10 ou mais horas de trabalho diário, as tardes sem almoço por falta de tempo, as horas passadas nos corredores dos fóruns aguardando as audiências, são recompensados quando a gente recebe um sincero “muito obrigado”.

Aproveite o dia de hoje para começar a se livrar do PRÉ-conceito com os advogados. Telefone para o seu advogado e dê parabéns pelo dia dele. Mesmo não sendo sua advogada, eu também ficarei feliz se quiser deixar um comentário me dando parabéns :)

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Encontrei o texto a seguir no blog “Mundo Pink”:

28 Sintomas de um Advogado Pobre

1. Depois de 5 anos de formado, descobrir que não vai ganhar dinheiro como advogado e prestar concurso para Oficial de Justiça;
2. ‘Incorporar’ ao escritório uma imobiliária, despachante, serviço de Junta Comercial ou de cópias xerográficas;
3. Convencer a mulher a trabalhar como secretária (para não ter de pagar salário), e a filha a fazer ‘Direito’ na USP, para estudar de graça (e depois também trabalhar de graça);
4. Ensinar à secretária a fazer as petições mais simples, para não ter de pagar estagiário;
5. Ir a casamentos, batizados ou festas de aniversário usando o anel de formatura e o broche da OAB, AASP ou do escritório preso na roupa;
6. Ir a qualquer evento social e distribuir o seu cartão para todo mundo (inclusive manobristas, garçons…);
7. Trazer garrafa térmica com água quente de casa e servir café solúvel aos clientes;
8. Aceitar fazer uma execução de 50 reais e tentar fazer um acordo;
9. Tentar a conversão de uma separação litigiosa em consensual para receber os honorários mais depressa;
10. Dizer ao estagiário: ‘O seu maior pagamento é o que você aprende aqui’;
11. Lembrar todos os dias ao estagiário que cursa quinto ano da faculdade que ‘gratidão é uma coisa muito importante’;
12. Perder prazo e colocar a culpa no estagiário;
13. Tentar convencer amigos e parentes que queiram prestar vestibular para Direito a não fazê-lo, alegando que o mercado já está muito saturado;
14. Economizar o dinheiro do almoço, passando vinte vezes na sala da OAB no Fórum para tomar café e comer bolacha de graça (a despeito da anuidade, mas esta também não é paga);
15. Quando se envolver em alguma discussão no trânsito, dizer: ‘Você sabe com QUEM está falando?’ – e mostrar a carteira da OAB;
16. Dar carteirada de OAB no guarda;
17. Ter dois ou mais adesivos de ‘Consulte sempre um Advogado’ nos vidros do carro;
18. Inscrever-se na assistência judiciária e ligar todo santo dia para o fórum, OAB ou Procuradoria para saber se ‘pintou’ alguma coisa;
19. Entulhar as prateleiras do escritório com um monte de livros que você nunca leu;
20. Ter aquela ‘balancinha’ de latão pintada de amarelo sobre a mesa do escritório;
21. Gravar na secretária eletrônica de casa: ‘Residência do DOUTOR FULANO DE TAL…;
22. Ir visitar a mãe e orientar a secretária para dizer que você está em um congresso;
23. Ficar sem emprego por mais de um ano e dizer que está estudando para concurso da Magistratura;
24. Ficar de olho nos fotógrafos em eventos em uma foto que possa ser publicada no jornal (nem que seja atrás de alguém) e, se for mesmo recortá-la e colar na parede do escritório;
25. Garantir ao cliente que a causa está ganha e, quando a coisa ficar preta, substabelecer;
26. Comprar a ‘Agenda do Advogado’ e anotar os compromissos em guardanapos de papel;
27. Vender rifa e produtos da Natura e Avon no escritório;
28. Ofender-se com piadas de advogados.

Morri de rir com o sintoma 14. Já comi muita bolacha em Sala da OAB, mas porque no Fórum trabalhista em Caxias não havia ambulantes vendendo lanche e a bolacha da OAB era a única alternativa para tapear a fome entre as audiências rsrs

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Recebi por e-mail e achei que valia a pena publicar:

O ano é 2.209 D.C. – ou seja, daqui a duzentos anos – e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:

– Vovô, por que o mundo está acabando?

A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:

– Porque não existem mais advogados, meu anjo.

– Advogados? Mas o que é isso? O que fazia um advogado?

O velho responde, então, que advogados eram homens e mulheres elegantes que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, lutavam pela justiça defendendo as pessoas e a sociedade.

– Eles defendiam as pessoas? Mas eles eram super-heróis?

– Sim. Mas eles não eram vistos assim. Seus próprios clientes muitas vezes não pagavam os seus honorários e ainda faziam piadas, dizendo que as cobras não picavam advogados por ética profissional.

– E como foi que eles desapareceram, vovô?

– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, pois todo super-herói tem que enfrentar um supervilão, não é? No caso, para derrotar os advogados esse supervilão se valeu da “União” de três poderes. Por isso chamamos esse supervilão de “União”.

Segundo o velho, por meio do primeiro poder, a União permitiu a criação de infinitos cursos de Direito no País inteiro, formando dezenas de milhares de profissionais a cada semestre, o que acabou com a qualidade do ensino e entupiu o mercado de bacharéis.

Com o segundo poder, a União criou leis que permitiam que as pessoas movessem processos judiciais sem a presença de um advogado, favorecendo a defesa de poderosos grupos econômicos e do Estado contra o cidadão leigo e ignorante. Por estarem acostumadas a ouvir piadas sobre como os advogados extorquiam seus clientes, as pessoas aplaudiram a iniciativa.

O terceiro poder foi mais cruel. Seus integrantes fixavam honorários irrisórios para os advogados, mesmo quando a lei estabelecia limite mínimo! Isso sem falar na compensação de honorários.

Mas o terceiro poder não durou muito tempo. Logo depois da criação do processo eletrônico, os computadores se tornaram tão poderosos que aprenderam a julgar os processos sozinhos. Foi o que se denominou de Justiça “self-service”. Das decisões não cabiam recursos, já que um computador sempre confirmava a decisão do outro, pois todos obedeciam à mesma lógica.

O primeiro poder, então, absorveu o segundo, com a criação das ´medidas definitivas´, novo nome dado às ´medidas provisórias´ . Só quem poderia fazer alguma coisa eram os advogados, mas já era tarde demais. Estes estavam muito ocupados tentando sobreviver, dirigindo táxis e vendendo cosméticos. Sem advogados, a única forma de restaurar a democracia é por meio das armas.

– E é por isso que o mundo está acabando, meu netinho. Mas agora chega de assuntos tristes. Eu já contei por que as cobras não picam os advogados ?

Autoria Desconhecida

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