Dizer o que?

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10 brinquedos que usei até cansar

Outro dia vi no blog da Lu Monte um post com esse título. Achei legal a brincadeira e fiquei esperando o Dia das Crianças para brincar também. Aí vai.

manequinho

1 – Manequinho

O boneco vinha com um penico e uma mamadeira. A gente dava água com a mamadeira, depois colocava o bichinho sentado no penico, apertava um tosco botão nas costas e ele fazia xixi. Até onde sei, foi esse boneco que deu nome à famosa estátua que fica em frente ao Botafogo (clube de futebol). Nos idos da década de 70, esse boneco chocou muitas das minhas tias puritanas kkkkkk

susi

2 – Susi

No meu tempo a Barbie ainda não havia chegado ao Brasil. Eu tive foi uma Susi. Podem me chamar de velha kkkkkk A Susi nos anos 70 não era como a versão atual. E era uma boneca cara! Ganhei uma só, que guardei por muitos anos. Se bobear, ainda está em alguma caixa no armário.

fofolete

3 – Fofolete

A bonequinha tinha cabeça de plástico duro e corpo macio, com enchimento. Vinha numa caixa apenas um pouco maior que uma caixa de fósforos. Hoje em dia não sei dizer qual era a graça dessa boneca, mas na época era uma febre. A idéia do fabricante era que as meninas fizesse coleção, por isso havia Fofoletes de várias cores. Ganhei uma só, com roupinha rosa bebê, se não me falha a memória.

recreio

4 – Revista Recreio

Não sei como é a versão atual, mas sei que a da minha infância era muito divertida. Trazia jogos de lógica, instruções para montar brinquedos de papel, desafios. Mas minha mãe só comprava a edição mensal se minhas notas na escola fossem boas.

boneca

5 – Bonecas de papel

Eu era simplesmente maluca por essas bonequinhas! Elas vinham numa revista. A boneca era impressa na capa, de papelão, e as roupas, nas páginas da revista. A gente cortava a boneca e cortava as roupas, que tinham abas para serem presas à boneca. Depois trocava por outra roupa, trocava por outra, trocava por outra…

DanielAzulay

6 – Desenhar

Não, Daniel Azulay não era um brinquedo, era um cara que, num programa na TV, ensinava a desenhar. Eu adorava (adoro) desenhar e comecei a aprender com ele. Desenhava complusivamente, em qualquer pedaço de papel que tivesse nas mãos, com qualquer coisa que produzisse um traço. Uma curiosidade: há alguns anos vi o Daniel Azulay pessoalmente numa livraria. O cara devia passar formol na cara, porque continuava igualzinho a quando eu era criança!

plimplim

7 – Dobraduras

Havia um outro programa na TV, apresentado pelo Plim Plim, o mágico do papel. Ele ensinava a fazer dobraduras. Não perdia um episódio. Um dos melhores presentes que minha mãe me deu na vida foi esse livro dele. Eu era fanzoca do cara e na 5a série a professora levou a turma pra um passeio, nem lembro onde, e dei de cara com o Plim Plim. Saí correndo pra abraçar e beijar, bem tiete mesmo. Fui sacaneada pelos colegas por um bom tempo.

caloi

8 – Bicicleta

Antes do Dia das Crianças e do Natal sempre passava uma propaganda na TV com esse slogan: “não esqueça a minha Caloi”. Eu tive duas Calois. Eu amava minhas bicicletas. Custei um pouco pra aprender quando tiraram as rodinhas, mas depois andar de bicicleta se tornou tão fácil pra mim quanto andar a pé. Usei a primeira até não caber mais nela. Depois ganhei outra, que durou até a idade adulta. Acabou comida pela ferrugem (snif).

patins

9 – Patins

Minha irmã ganhou um patins de ferro. A gente calçava um tênis qualquer e amarrava os cadarços do patins sobre o tênis. Não consegui aprender com aquilo. Era muito instável. Aí ganhei um patins de bota. Quatro rodas e um freio de borracha sob uma bota. No começo era grande para os meus pés, mas eu calçava uma meia grossa, enchia a ponta de algodão, e usava assim mesmo. Durante um certo período da minha vida os patins se tornaram uma extensão dos meus pés. Ficava de patins o tempo todo, até dentro de casa. Depois a bota ficou pequena no meu pé e com dó abandonei os patins.

pulapula

10 – Pogobol

Vi esse pula-pula da foto numa propaganda na TV e disse: EU PRECISO TER UM! Mas o danado era muito caro e minha mãe arrumou um jeito inteligente  para se livrar dos meus pedidos. Me levou na extinta Sears e disse que se eu conseguisse pular, ela comprava. Eu era menina pequena ainda e, claro, não consegui. Minha frustração acabou o dia que meu irmão ganhou um Pogobol. Eu já era adolescente, mas descontei tudo que não pulei no pula-pula, pulando com o Pogobol dele.

E você? Quais brinquedos usou até cansar? (faz um post e coloca o link nos comentários)

Dia do Livro

Hoje, 29 de outubro, é comemorado o Dia do Livro.

Concordo com meu amigo Sérgio Vieira sobre não acreditar na significância das “datas comemorativas”. Na minha opinião Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Avó, etc, só servem para movimentar o comércio; Dia da Mulher é completamente carregado de machismo e discriminação (se homens e mulheres são iguais em direitos e deveres, deveria haver também Dia do Homem). No entanto, discordo no ilustre blogueiro com relação ao Dia do Livro. É fato incontroverso que o Brasil ainda está longe de ser um país que valoriza a cultura, no entanto, esta é uma boa data para lembrar às pessoas que o livro existe e que tem seu valor, principalmente no ambiente escolar, onde são formados os brasileiros de amanhã.

Concordâncias e discordâncias à parte, o propósito deste post é participar de um Meme que recebi hoje do Ricardo Macari. Para quem não sabe o que é meme, a Wikipédia explica.

A idéia é que eu diga quais os 3 livros mais importantes na minha opinião.

Minha primeira escolha pode parecer piegas e muito óbvia, mas fiz assim mesmo:

1 – A Bíblia

Ainda que o leitor não acredite em Deus ou na Bíblia como Palavra de Deus, a importância histórica deste documento não pode ser negada. No meu caso, além de reconhecer a Bíblia como documento histórico, reconheço também como Palavra d’Ele.

A segunda e a terceira escolhas são de cunho estritamente pessoal:

2 – Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll

3 – As Aventuras do Sr. Pickwick, Charles Dickens

O livro 2 é importante porque foi o primeiro livro de verdade que li na vida (estou excluindo os livros infantis de poucas páginas que toda criança começa a ler quando é alfabetizada). O engraçado é que levei um ano e meio para terminar (foi meu record de leitura mais demorada, no de leitura mais rápida levei 3 horas). Dêem um desconto, eu só tinha uns 7 anos quando comecei e não gostava de ler naquela época. Quem diria que anos mais tarde me tornaria uma devoradora de livros.

O livro 3 é importante porque nunca cheguei a ler. Minha avó, pouco depois que nasci, me deu um exemplar capa dura vermelha com letras douradas, com uma bonita dedicatória, dizendo que aquele era o primeiro livro para começar minha biblioteca. Claro que ela não esperava que eu lesse tão novinha. No entanto, quando cheguei na idade de le-lo, não consegui. Tentei, admito, várias vezes, mas nunca consegui passar das primeiras páginas porque achei muito chato. Vai ter gente me chamando de ignorante por achar Charles Dickens chato, mas eu achei. Fazer o que? Ainda tenho o livro, está de fato com os outros da minha pequena biblioteca particular, como minha avó esperava, só não foi lido. Quem sabe um dia…

Para terminar o Meme, eu deveria indicar mais 5 pessoas para continua-lo, mas passei o dia muito ocupada e só tive tempo de arrumar 1 pessoa para indicar:

Bruno Amaral

Agora vou para a cama, ler um pouco de 1808, de Laurentino Gomes. Recomendo a todos os brasileiros.