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Em primeiro lugar quero pedir desculpas pela demora na divulgação do resultado da promoção Salvando um vira-lata. Todo final de ano é corrido no meu trabalho e esse ano a correria começou mais cedo, deixando pouco tempo para outras coisas.

Em segundo lugar quero agradecer a todos que enviaram e-mails, contando como são seus relacionamentos com seus bichinhos e o que os faz especiais.

Agora vamos ao que interessa. O e-mail mais emocionante, que ganhou o livro escrito por Mark R. Levin, apresentou a história da Magali e foi enviado pela Sabrina Rodrigues. Essa aí na foto é a Magali:
  
Magali

“Eu nunca gostei de animais. Minha irmã sempre amou os bichos e acabava convencendo meus pais de ter um animalzinho em casa. Eles não podiam chegar perto de mim que eu tinha pavor. A vida toda foi assim, tanto na minha casa como na casa de amigos, se tinha cachorro ou qualquer outro animal, eu já me apavorava.

Casei e até então não tinha filhos. Meu marido trabalhava e eu apesar de estudar, me sentia muito sozinha. Um dia voltando da faculdade na frente de um shopping tinha uma senhora com 2 cachorrinhos dentro de uma caixa de papelão. Como estava esperando meu marido para ir pra casa, não sei porque eu parei ali. Fiquei conversando com a senhora sobre os cachorros e tinha uma coisinha preta dentro da caixinha de laço na cabeça que não parava de chamar minha atenção. Fiquei vendo aquilo e não entendia porque aquilo me emocionou. Logo um cachorro, eu? Até que a senhora me perguntou: Não vai levar um cachorrinho? Na mesma hora já dei várias desculpas, que não tinha espaço, que não tinha paciência pra cuidar de um bicho… Mas eu não conseguia parar de olhar pro bichinho de lacinho. Fiquei imaginando como seria minha vida sabendo que não poderia mais viajar, sair sem ter hora pra voltar, tendo alguém dependendo de mim e me esperando em casa. E esperando com cocô e xixi pela casa toda. Não, isso não era pra mim.
Mas comecei a imaginar também se eu tivesse alguém que dependesse de mim, que estaria me esperando em casa e ficaria feliz da vida em me ver chegando. Eu nunca havia sentido uma coisa assim.

Quando meu marido chegou ficou espantado em ver que eu estava vendo e brincando com… cachorros? Eu? Então ele disse: Vamos embora. Na mesma hora me deu um aperto no coração, pensando que alguém levaria aquele ser tão pequeno pra sua casa. Eles tratariam bem o animalzinho? Apesar de eu nunca ter gostado, não admitia que alguém pudesse fazer alguma maldade com eles. Até que me vi perguntando pro meu marido: Vamos levar a de lacinho? Na mesma hora ele me olhou espantado e disse que não levaria porque eu não gostava de animais e que eu não cuidaria. Fora que não tínhamos espaço algum. Mas eu queria levar ela de qualquer jeito. Falei então que a gente daria um jeito, que eu cuidaria dela sim. Não sei de onde tirei isso, mas saiu naturalmente. Ele me olhou desconfiado, eu já chorando imaginando que iria me separar daquela coisinha linda. Logo eu. Meu marido se admirou e comprou a cachorrinha do lacinho. Ela cabia na minha mão. Fui então feliz da vida pra casa.

Logo arrumei uma cama pra ela e no dia seguinte fomos ao pet shop fazer compras para a nova integrante da casa. Foi uma festa.
Colocamos o nome de Magali, pois ela comia muito apesar do tamanho (poodle toy).

Magali aprendeu a subir na cama e de lá nunca mais saiu. Dorme conosco todas as noites. Nos mudamos para uma casa com bastante espaço para minha pequena. Além disso, levo ela pra cima e pra baixo em todos os lugares. Não consigo ficar longe dela. Hoje ela é a “pessoa” que mais amo, é minha filha de verdade. Pretendemos ter filhos, mas a Magali vai ser sempre a filha mais velha, a nossa princesa.

Amo tanto a minha coisinha preta que fiz uma tatuagem com as patinhas dela no seu tamanho original, pra ela ficar pra sempre comigo.

Ela tem 2 anos e 8 meses e foi a responsável por mudar a minha vida. Já temos mais 2 cachorros em casa.

Obrigada Magali, a mãe te ama!”

Sabrina Rodrigues

Quem não ganhou o livro, pode conhecer um pouco sobre ele no site http://www.salvandoumviralata.com.br.

Prometo que antes do final do ano haverá mais um livro e mais uma promoção. Fiquem preparados!

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Hoje, 29 de outubro, é comemorado o Dia do Livro.

Concordo com meu amigo Sérgio Vieira sobre não acreditar na significância das “datas comemorativas”. Na minha opinião Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Avó, etc, só servem para movimentar o comércio; Dia da Mulher é completamente carregado de machismo e discriminação (se homens e mulheres são iguais em direitos e deveres, deveria haver também Dia do Homem). No entanto, discordo no ilustre blogueiro com relação ao Dia do Livro. É fato incontroverso que o Brasil ainda está longe de ser um país que valoriza a cultura, no entanto, esta é uma boa data para lembrar às pessoas que o livro existe e que tem seu valor, principalmente no ambiente escolar, onde são formados os brasileiros de amanhã.

Concordâncias e discordâncias à parte, o propósito deste post é participar de um Meme que recebi hoje do Ricardo Macari. Para quem não sabe o que é meme, a Wikipédia explica.

A idéia é que eu diga quais os 3 livros mais importantes na minha opinião.

Minha primeira escolha pode parecer piegas e muito óbvia, mas fiz assim mesmo:

1 – A Bíblia

Ainda que o leitor não acredite em Deus ou na Bíblia como Palavra de Deus, a importância histórica deste documento não pode ser negada. No meu caso, além de reconhecer a Bíblia como documento histórico, reconheço também como Palavra d’Ele.

A segunda e a terceira escolhas são de cunho estritamente pessoal:

2 – Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll

3 – As Aventuras do Sr. Pickwick, Charles Dickens

O livro 2 é importante porque foi o primeiro livro de verdade que li na vida (estou excluindo os livros infantis de poucas páginas que toda criança começa a ler quando é alfabetizada). O engraçado é que levei um ano e meio para terminar (foi meu record de leitura mais demorada, no de leitura mais rápida levei 3 horas). Dêem um desconto, eu só tinha uns 7 anos quando comecei e não gostava de ler naquela época. Quem diria que anos mais tarde me tornaria uma devoradora de livros.

O livro 3 é importante porque nunca cheguei a ler. Minha avó, pouco depois que nasci, me deu um exemplar capa dura vermelha com letras douradas, com uma bonita dedicatória, dizendo que aquele era o primeiro livro para começar minha biblioteca. Claro que ela não esperava que eu lesse tão novinha. No entanto, quando cheguei na idade de le-lo, não consegui. Tentei, admito, várias vezes, mas nunca consegui passar das primeiras páginas porque achei muito chato. Vai ter gente me chamando de ignorante por achar Charles Dickens chato, mas eu achei. Fazer o que? Ainda tenho o livro, está de fato com os outros da minha pequena biblioteca particular, como minha avó esperava, só não foi lido. Quem sabe um dia…

Para terminar o Meme, eu deveria indicar mais 5 pessoas para continua-lo, mas passei o dia muito ocupada e só tive tempo de arrumar 1 pessoa para indicar:

Bruno Amaral

Agora vou para a cama, ler um pouco de 1808, de Laurentino Gomes. Recomendo a todos os brasileiros.

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