Posts Tagged “Internet”

Eu sou do tempo em que ter etiqueta era dizer por favor e obrigado, e comer de boca fechada.

Nos atuais tempos de vida virtual, ter etiqueta ficou mais complicado, a ponto de valer uma notícia da Reuters, publicada na Info on line, sobre Como recusar amigos no Facebook sem ofender.

Lendo a noticia, cheguei à conclusão que sou uma mal educada virtual. Não sou do tipo de repassa correntes e pps, muito pelo contrário. Cadastro como spam quem envia esse tipo de coisa reiteradamente. E faço sem a menor dor na consciência. Do mesmo modo, ignoro pedidos de amizade no Orkut e no Facebook de gente que não conheço ou que gostaria de não conhecer. Confesso que tenho contatos no Orkut que vejo e penso “quem é essa criatura?” Mas isso é porque na euforia inicial, adicionava qualquer um que pedisse. Quando criei a conta no Facebook já havia mudado a política de pedidos de amizade e por isso sei exatamente quem são meus contatos (uma meia dúzia).

E você? É um mal educado virtual ou saca tudo de etiqueta?

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O Ibope Nilsen Online informou que em 2009 no Brasil 66,3 milhões de pessoas acessaram a Internet.

Só quem nasceu num mundo sem Internet, sabe o quanto ela é importante no acesso à informação. Eu fiz escola e duas faculdades sem Internet. Pra fazer trabalhos e estudar a gente tinha que ir à biblioteca. No entanto, pelo que vejo hoje em dia, quem poderia aprender com a Internet, usa para ler fofocas, acessar Orkut e MSN. E só.

A pesquisa do Ibope afirma que a maior parte das pessoas tem acesso à Internet no trabalho.

Juntando esses fatos, não dá pra não pensar em quanto tempo os empregados estão deixando de trabalhar nas empresas para fazerem coisas inúteis na Internet.

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Eu sempre digo para as mocinhas que estão à procura de um relacionamento sério, que o melhor lugar pra arrumar namorado é a igreja. Mas parece que terei que atualizar essa informação para incluir a Internet.

Uma pesquisa da BBC realizada no mundo todo revelou que 30% dos internautas vêem a web como um bom lugar para arrumar namorado(a).

Eu, que sou do tempo do ICQ e das salas de chat, nunca arrumei namorado pela Internet, mas já consegui vários “passatempos”. Isso antes de casar, claro. Antigamente a gente passava a madrugada de bobeira no ICQ (depois de meia-noite a conexão discada só cobrava o primeiro pulso) e sempre aparecia algum desconhecido puxando papo. Às vezes o desconhecido virava conhecido um tempo depois…

Hoje em dia acho que a galera faz isso pelas redes sociais. Um amigo meu conheceu a atual namorada no Orkut, além de ter saído com várias outras meninas antes, todas através do Orkut.

E você? Já arrumou namorado(a) na Internet?

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Antigamente a gente precisava ouvir rádio, assistir  TV ou ler o jornal pra saber o que estava acontecendo na cidade ou no país. Agora basta ter uma conta no twitter.

Fiquei sabendo do terremoto em São Paulo bem antes que a notícia fosse veiculada na TV.

Bem no meio do apagão que aconteceu ano passado, soube onde estava ocorrendo e quais as possíveis causas sem precisar da TV, mesmo porque não tinha como ligá-la.

Atualmente a melhor fonte de informações sobre o clima, onde já está chovendo, onde alagou, onde o trânsito está parado, é o twitter. Hoje caiu um temporal no Rio de Janeiro e no twitter todo mundo comentava o assunto.

Twitter também é informação.

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computador

Comecei a trabalhar formalmente com 16 anos de idade. Isso foi há bastante tempo, numa época em que não existiam celular e e-mail, e nem todo mundo tinha telefone em casa.

Enquanto morava com a minha mãe, utilizava o telefone dela. Depois fui morar com a minha avó e não tínhamos telefone. Nem assim eu me achava no direito de fornecer aos amigos e parentes o telefone do meu local de trabalho. Para mim, e para todo mundo, trabalho era lugar para trabalhar, não para resolver assuntos diversos. Assuntos pessoais eram resolvidos fora do local de trabalho e fora do horário de trabalho.

Aí vieram os celulares e os computadores ligados à Internet e as coisas se misturaram.

Como o telefone vai junto com o trabalhador, ele se acha no direito de utilizá-lo para falar com amigos e parentes, mesmo durante o horário de trabalho. Os amigos e parentes também se acham no direito de ligar, mesmo sabendo que naquele horário Fulano está trabalhando. O fenômeno se repete em relação ao computador para todos que o utilizam no trabalho. Li nesta matéria que 87% dos brasileiros utilizam a Internet no trabalho com fins pessoais.

Não sou a favor do radicalismo sobre qualquer assunto, mas já sofri na pele o problema de ter um funcionário que deixava de trabalhar para cuidar de assuntos pessoais. No meu escritório todos os computadores têm acesso à Internet e jamais estabeleci qualquer norma sobre utilização. Muito pelo contrário. Pedi às pessoas que instalassem MSN para que pudéssemos utiliza-lo para nos comunicar internamente. Aí há uns 3 anos contratei uma menina para auxiliar de serviços gerais. Quase 100% das tarefas que a encarreguei de fazer necessitavam do computador. No começo tudo correu muito bem, até que comecei a perceber falhas e queda na produção. Quando procurei o motivo, descobri que no início do expediente ela passava quase uma hora abrindo e-mails com aqueles (irritantes) pps. No resto do dia ficava batendo papo com amigos no MSN enquanto trabalhava. A atenção dividida em duas atividades diferentes ocasionava os erros. Como se isso já não fosse suficiente, recebia inúmeras ligações de amigos e parentes no celular e no telefone do escritório durante todo o dia. Como nunca havia necessitado chamar a atenção de um funcionário por esses motivos, fiquei constrangida, afinal, pra mim é muito natural separar trabalho e vida pessoal. Comecei pedindo a ela que deixasse para utilizar o computador para e-mails e bate papo quando não estivesse ocupada. Não adiantou. Pedi que deixasse para fazê-lo no final do expediente. Também não deu certo. Quando já estava procurando para comprar um software que bloqueasse acesso ao MSN, ela pediu demissão. Ufa!

Até hoje não voltei a enfrentar esse problema e espero que nunca mais aconteça. As pessoas que trabalham comigo sabem que assuntos pessoais no PC são resolvidos quando não existe mais nenhum serviço a ser feito. A mesma noção não se repete com relação ao telefone e ainda vejo funcionários tratando de assuntos pessoais durante o expediente. Ninguém é perfeito.

Todos os dias vejo pessoas reclamando de bloqueios e restrições impostos pelas empresas em que trabalham. Convido-as a se colocarem na posição do empregador, cujo empregado passa pelo menos uma hora do dia falando no celular e fazendo coisas pessoais na Internet, como pagar contas, ver e-mails, ler feeds, checar os scraps no Orkut. O empregador paga por 8 horas diárias de trabalho. Por que deveria aceitar apenas 7 horas de decicação do funcionário? Como empregador você aceitaria? Pense nisso antes de reclamar do patrão.

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A gente sempre ouve falar que a Internet é um lugar perigoso pra conhecer pessoas novas. Pensando de forma racional, é mesmo. A gente não tem como saber quem é realmente a pessoa que está do outro lado. Mas a minha experiência me diz o contrário. Ao longo dos anos na Internet venho conhecendo pessoas incríveis.

Depois de terminar a faculdade conheci na Internet um cara que, vim a descobrir, estudou comigo. Nunca reparei nele na turma (afinal eram muitas pessoas), nem ele em mim.

Fiz amigas muito queridas graças ao fotolog do Galileu. Organizamos um feriadão em Tietê uma vez e elas já vieram ao Rio.

Comprei o Bruno, meu schnauzer, graças à amizade que fiz com um casal proprietário de um canil em Porto Alegre. Eles são padrinhos do Bruno e até já vieram ao Rio visitá-lo. Por sinal, estou devendo uma visita a eles.

Ultimamente venho conhecendo gente interessantíssima através dos podcasts e do Twitter. Poderia citar muitos nomes aqui, mas citarei apenas dois dessa vez, como forma de homenagear a todos: Pedro Menezes (@pedromenezes) e Alexandre Sena (@alexandresena).

Eles são autores dos blogs http://www.pedromenezes.com e http://www.alexandresena.jor.br.

O Pedro, se não me falha a memória, conheci no chat durante a gravação de um podcast Código Livre e depois adicionei no Twitter. Ouvi falar do Alexandre Sena também no Código Livre e adicionei no Twitter.

Resolvi escrever sobre esses dois porque tive a chance de conhece-los pessoalmente no BlogCampRJ. No evento falei pouco com eles, acho que falo mais pelo Twitter, mas pude confirmar pessoalmente que são uns amores. O Pedro é super tímido, fala pouco e ouve mais. É um fofo! (a frase parece coisa de miguxo mas é verdadeira rsrs) O Alexandre é muito simpático e articulado, além de gentil. Depois do BlogCampRJ veio ao meu site deixar uma mensagem.

Poderia falar de muitas outras pessoas, como as meninas do Monalisa de Pijamas, o Sérgio Vieira do Impressões Digitais, o Macari e a Adriana do Código Livre, etc, etc, mas o post ficaria muito longo. Então, amigos, virtuais, sintam-se todos homenageados.

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