Se você vê na rua um casal (hetero) dando um “selinho” ou andando de mãos dadas, não acha nada demais, certo? Se do “selinho” o casal passa para um beijão de língua daqueles, você pode se sentir meio incomodado, afinal, se querem se comer, vão para casa!
As reações deveriam ser as mesmas se o casal em questão fosse homossexual, dois homens ou duas mulheres, certo? Para muitas pessoas é errado. Por isso recentemente o Rio promulgou lei municipal que reprime a discriminação a casais gays.
Antes que perguntem, sou hetero. Apenas resolvi escrever este post porque sou a favor da liberdade de expressão.Por que o casal hetero pode expressar seus sentimentos publicamente, mas o casal gay não?
As pessoas entrevistadas sobre o assunto pelo Jornal O Dia, alegaram que crianças não devem ver esse tipo de cena porque poderão ser influenciadas. No entanto, não se aprende a ser gay, a pessoa já nasce gay. Tive um aluno que aos 3 anos de idade era gay. Como ele foi aprender isso tão novinho?! Não aprendeu, nasceu assim.
A mesma matéria transcreve o que foi dito por um dos entrevistados: “Abre-se uma exceção para uma minoria. Isso não é normal. O normal é a família”. Para falar em minoria, ele nunca deve ter visto nem pela TV o tanto de gente que vai nas paradas do orgulho gay pelo Brasil. Ainda afirma que não é preconceituoso, então por que não pode ver como família um casal homossexual que passa anos, às vezes uma vida inteira junto, criando até filhos?
Ah, me poupem (e aos homossexuais também) desse preconceito. E viva a liberdade de expressão!






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