Dizer o que?

Um blog sobre cotidiano, vida e direito

Cirurgia plástica

Há alguns anos era raro ver notícias como essa:

Médicos são condenados por danos em cirurgia plástica no Rio

Hoje elas estão ficando corriqueiras. Até mesmo o valor da indenização, R$ 50 mil, demonstra que o tema tem sido recorrente. O judiciário tende a reduzir os valores das condenações quando recebe com frequência o mesmo tipo de pedido. Eu mesma, embora não seja especialista na área, já fui consultada por 3 pessoas que ficaram com danos estéticos após operações.

Antigamente cirurgia plástica era para poucos que tinham condições de pagar caro por médicos especializados. Agora é uma coisa que qualquer um disposto a correr o risco, pode pagar em suaves prestações.

Antigamente eram poucos os cirurgiões plásticos. De nome a gente só conhecia o Ivo Pitangui. Agora, são tantas clínicas que fazem plásticas que chegam a colocar anúncios em jornais e revistas.

Tem até programa de TV que mostra em detalhes (sangrentos) os procedimentos cirúrgicos. Já vi gente ter o nariz quebrado a marteladas pra fazer rinoplastia; vi médicos fazendo a maior força pra empurrar pra dentro de um seio uma prótese de silicone; vi mãos enluvadas golpearem sem piedade uma coxa com uma cânula, numa lipoaspiração.

Ainda assim tem muita gente que procura clínicas desconhecidas e se submete a cirurgias sem nem mesmo pesquisar junto ao Conselho de Medicina se o médico possui registro.

Eu não faria plástica nem se tivesse dinheiro pra pagar um bom médico. E você?

GPS perdidão

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Mais um post da série “Isso não é um review”

Pela segunda vez na vida utilizei o GPS da Nokia e foi #fail total.

Na primeira vez ainda tinha o N95. Utilizei para chegar a uma rua desconhecida aqui perto de casa e deu tudo certo.

Dessa vez, agora já com o 5800, pretendia que ele me guiasse até uma escola em Jardim Gramacho (localidade fora do município do Rio). Tracei a rota logo ao sair de casa, achando que assim saberia se o GPS funcionaria direitinho (tolinha…).

Até a Linha Vermelha eu sabia o caminho e a rota indicada pelo GPS era a mesma. Quando saí na Rodovia Washington Luiz os problemas começaram. As distâncias fornecidas pela orientação de voz eram diferentes das reais, por isso perdi a entrada para o viaduto que deveria atravessar.

Aí o GPS disse “recalculando a rota” e ficou maluco. Encontrei um retorno mais à frente e quando ainda estava nele, o GPS me mandou seguir pela rodovia (eu não tinha chegado à rodovia ainda!). Aquelas instruções erradas e a frase “recalculando a rota” começaram a me irritar e depois enlouquecer, até que mandei meu marido calar a boca daquela mulher (a orientação é por voz feminina). Infelizmente ele não fez isso e fui obrigada a ouvir aquele GPS idiota me dizendo para virar “acentuadamente” à esquerda quando estava no meio da Washington Luiz! Claro! Até poderia tentar, mas acho que a mureta central não deixaria meu carro virar acentuadamente…

Depois dessa, tomei o celular da mão do meu marido e desliguei a porcaria do GPS. Cheguei na tal escola seguindo um mapa do Google que havíamos levado impresso.

Nokia, que tal melhorar esse GPS pra funcionar também fora da cidade?

Confraternizações de final de ano

Já se tornaram praxe, quase obrigação, as confraternizações de final de ano. Todos os grupos que a gente freqüenta, trabalho, academia, curso de inglês, em dezembro resolvem usar o final do ano como pretexto para uma reunião social. A agenda dos finais de semana fica lotada. É difícil compatibilizar tantas reuniões.

Esses encontros podem proporcionar momentos agradáveis, mas na maioria das vezes são a maior furada, como a que eu me meti na 6ª feira.

Durante vários anos juntamos meu escritório e o da minha tia para fazer uma festinha. Escolhíamos uma noite após o expediente, eu encomendava um desses kits festas natalinos, e trocávamos presentes num amigo-oculto. Já no ano passado não aconteceu bem assim. Na última hora o amigo-oculto e o kit festa foram cancelados. Minha tia pediu ao meu pai para arrumar um lugar em que pudéssemos ir depois do expediente, missão impossível nessa época do ano. Resultado: meu pai arrumou o restaurante de um amigo, que fechava às 18h, mas concordou em nos receber após o horário. Nunca fui num lugar tão lúgubre. Só a nossa mesa estava ocupada, já que o local estava oficialmente fechado. Não tinha nem um rádio ligado com uma musiquinha de fundo. Enchemos o bucho de comida, sob os olhares ansiosos do gerente e do garçon, e fomos embora.

Desdenhei da tranqüilidade do lugar que meu pai arrumou ano passado e o castigo veio 12 meses depois.

O amigo-oculto e o kit festa acabaram indo pro espaço novamente esse ano, e um pequeno grupo, composto exclusivamente por mulheres, foi parar num daqueles bares do Centro do Rio, que ficam cheios nas 6ªs feiras, e lotados na última 6ª feira de trabalho do ano.

Só conseguimos mesa porque o garçon era baixinho e uma amiga minha grande e forte ameaçou bater nele. Não bebo chopp (que sorte), mas todas que beberam reclamaram que as tulipas chegavam na mesa quentes, quase fervendo. Um único garçon servia cerca de 30 mesas, daí vocês imaginam quanto tempo decorria entre o pedido e a entrega. Em quase todas as mesas à nossa volta havia colegas de trabalho brincando animadamente de amigo-oculto, gritando surpresos cada vez que um presente era entregue. Com o passar das horas as pessoas foram ficando bêbadas e por isso foram falando cada vez mais alto. Mas nada disso se comparou ao que aconteceu por volta das 20 horas. Até então havia um carinha com um violão tocando rock nacional. Ótimo, todo mundo estava gostando e cantando junto. Às 20 horas o carinha foi substituído por um grupo de pagode. Não gosto desse tipo de música, mas o que tornou o lugar insuportável foi o volume que colocaram no equipamento de som. Alto? Não. Ensurdecedor! Um absurdo! Coisa de enlouquecer qualquer um, aqueles caras cantando lá lá lá láááá (é só isso que se canta em pagode mesmo). Deviam achar que berrar deixava a música mais bonita, sei lá! Só sei que nessa hora eu disse categoricamente: VOU EMBORA (não que alguém tenha me ouvido com aquele som terrível sobrepujando qualquer outro).

Feliz Natal!