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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

mato

Continuamos a falar sobre os meios de transporte.

Carro é o mais simples de todos. Só é preciso tomar algumas providências.

Não dê alimento nos momentos que antecederem a viagem. De estômago cheio, as chances do peludo enjoar são maiores. Se o pet estiver acostumado a andar de carro, não vai enjoar nem se sentir desconfortável. Mas lembre que a viagem não é o momento para acostumá-lo. Isso tem que ser feito antes. Se mesmo em trajetos curtos no dia-a-dia ele enjoa, peça ao veterinário para receitar um remedinho contra enjoo. Não dê remédio por conta própria, consulte o vet!

É aconselhável começar com viagens curtas de 1 ou 2 horas, para só depois pegar a estrada por 8 ou mais horas. As viagens mais longas que Bruno e Annita fizeram foram de 5 horas. Já Galileu encarou 10 horas de estrada comigo certa vez.

Quanto maior a duração do percurso, maior será o número de paradas. “Eu tenho mesmo que parar? Totó está acostumado a ficar o dia todo sem fazer xixi até que eu chegue do trabalho para levá-lo na rua!” Sim você tem que parar para que ele faça xixi e beba água. Só não vá soltar o gatinho Mimoso no estacionamento para fazer xixi. Coloque uma coleira ou peitoral e prenda uma guia longa, ou seu gato nunca mais voltará.

O Código Nacional de Trânsito estabelece que animais não podem ser transportados soltos dentro do carro, porque podem atrapalhar o motorista e causar um acidente. Aconselho a transportar gatos dentro da caixinha. Além de atender ao Código de Trânsito, isso deixa o animal mais calmo. Só não esqueça de prender a caixa com o cinto de segurança. Para transportar cães pequenos com segurança, conheço duas alternativas, além da caixinha.

Em lojas virtuais é possível encontrar essa ”cadeirinha”.

cadeirinha 

O pequeno vai ali dentro, preso por um cinto de segurança.

A outra alternativa, que também serve para os grandes, é o cinto de segurança para cães. Existem vários modelos no mercado.

cinto

O importante é que o cinto jamais seja preso no pescoço, tem que ser preso no peito. No pescoço ele pode provocar fratura e até morte, em caso de colisão.

Não deixe o patuto viajar solto, ainda que ele reclame. Se você bater com o carro, ele poderá ser projetado pelo vidro da janela ou ainda correr assustado e sumir, se não se machucar no acidente.

Até o próximo post!

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

barco

Seu roteiro de viagem já está pronto e você já está preparado para mudar os planos se algum estabelecimento não permitir a entrada do seu peludo. Então é hora de planejar o transporte.

Dependendo do lugar escolhido, você irá de ônibus, carro, ou avião. Bom, talvez de barco. Cada um desses transportes tem características e exigências próprias.

Para transportar um animal pelo Brasil sempre é necessário portar o atestado de vacinação contra a raiva. Antigamente era exigido um documento chamado GTA, mas essa exigência caiu para viagens nacionais. A GTA só é exigida para viagens internacionais. Se esse for seu caso, procure um veterinário credenciado para emitir a guia, que deverá ser paga. 

Empresas de ônibus em geral só concordam em levar animais pequenos, acondicionados numa caixa de transporte. Jamais cogite transportar um animal, seja ele qual for, no bagageiro de um ônibus. A temperatura será alta e o estresse provocado pelo barulho também. Portanto, esqueça.

Viajar de carro é simples. Mas falaremos sobre isso no próximo post.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

cachaça

Então você já escolheu um lugar adequado para ir com seu peludo, já encontrou um hotel que o aceitará e já visitou o blog da Cléo. É hora de planejar o que vocês farão em Miguel Pereira (ou qualquer outro lugar que tenha escolhido).

Mais uma vez vá ao Pai Google e procure o que há para fazer naquele lugar. Dê preferência para passeios out door, como praias, parques, monumentos históricos, onde seu turista de quatro patas não será recusado. Em Paraty meus cães visitaram um museu e uma exposição de fotografias, mas este tipo de estabelecimento não é obrigado a aceitar o peludo. Se quiser incluir lugares assim no seu roteiro, esteja preparado para mudar os planos e levar na esportiva se ao chegar no museu, o peludo for barrado. Se você fizer muita questão de visitar aquele lugar, uma alternativa é deixar o maridão com o pet na porta enquanto você entra. Depois vocês trocam.

Se o seu peludo estiver acostumado a ficar sozinho sem destruir coisas ou chorar, outra alternativa é planejar alguns passeios sem ele, que ficará na pousada. Evidentemente, fazer isso com gatos é bem mais simples, já que gatos não costumam mesmo gostar de rua. Tenho receio de deixar meus cães na pousada, não por eles, que ficam sozinhos em casa, mas pelos vizinhos. Nos primeiros minutos após a minha saída eles gritam e uivam. Em casa param cerca de 2 minutos depois, mas prefiro não arriscar a tranquilidade dos outros hóspedes.

Em uma das férias em Paraty levamos minha sogra. Alugamos uma casa. À noite em geral ela estava cansada e se oferecia para ficar com os “netos” enquanto eu e o maridão voltávamos para a rua.

Vai planejando seu roteiro e volta depois para saber mais.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

ponei

Hoje continuaremos a tratar a questão da hospedagem.

Quando se trata de animais, percebi que existe maior aceitação nas pousadas do que nos hotéis. Certamente isso se deve à estrutura mais informal que as pousadas adotam. Também percebi que em geral as pousadas que aceitam pets são aquelas montadas em cabanas ou bangalôs. Mas isso não é regra. A primeira pousada em que nos hospedamos em Paraty era de edificação única. No entanto, as cabanas têm a vantagem do isolamento. A possibilidade dos sons naturais do seu peludo incomodarem os vizinhos diminui à medida que a distância entre o seu quarto e o do vizinho aumenta.

Algumas pousadas aceitam animais, mas só permitem que fiquem na área reservada para eles, ou seja, no canil. Outras cobram um percentual ou taxa fixa por cada animal hospedado. Esclareça todas essas questões antes de fazer a reserva.

Mande e-mails para o maior número possível de pousadas/hotéis perguntando se aceitam animais. Quanto mais opções você tiver, mais fácil será a escolha. Algumas ferramentas podem dar uma mão nessa hora. Vagando pela web já visitei outros sites e listas, mas no momento só me recordo do Portal Turismo 4 Patas http://www.turismo4patas.com.br/. Além de promover atividades para donos e pets, a Larissa (humana) e a Cléo (golden retriever) dão dicas para viajar com peludos e mantém um cadastro de hotéis e pousadas em que estes são bem vindos. Elas também tem uma comunidade no Orkut com o mesmo nome e a Cléo tem um blog em que conta suas aventuras com a pata na estrada.

Agora vai lá dar uma olhada no portal e volta depois para saber mais.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

murycana

Você já sabe que certos roteiros são mais indicados para viajar com acompanhantes de quatro patas. Então só falta escolher para onde quer ir. Qualquer escolha que faça agradará seu peludo, pois para ele qualquer lugar do mundo será legal, desde que esteja junto com você.

Então você resolveu que quer ir para Miguel Pereira-RJ. Hora de ir para a Internet e tomar a primeira e mais trabalhosa providência: encontrar um hotel que aceite seu peludo. Confesso que não é tarefa das mais simples, mas não é impossível.

Vá ao Pai Google e pesquise termos como “hotel miguel pereira”, “pousada miguel pereira”. Não inclua animais nos termos da busca para não limitar demais os resultados exibidos. Entre nos sites das pousadas e hotéis que encontrar e se o local te agradou, envie um e-mail perguntando se animais são aceitos. Lembre-se: perguntar não ofende.

Faço aqui um parênteses. Pelo que percebi, a maior parte das hospedagens que aceitam animais, restringem a aceitação aos de pequeno porte. Mas não desanime, porque não será impossível encontrar um lugar que aceite o seu pequeno labrador de 30 quilos. Apenas tome o cuidado de incluir no seu e-mail a raça do peludo, para evitar o transtorno de ser recusado ao chegar no local e o dono do estabelecimento descobrir que o animal em questão não é de pequeno porte.

Continuamos no próximo post!

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Galileu na praia 

Nos posts anteriores vimos que as primeiras providências devem ser tomadas bem antes da viagem. O animal deve ser acostumado a lugares e pessoas diferentes, e deve ser educado.

Agora vamos ao planejamento da viagem.

A escolha do roteiro é um momento importante. Evidentemente, alguns roteiros são mais indicados para pets do que outros. Viagens para praias e zonas rurais proporcionarão mais oportunidades de passeios ao pet do que viagens urbanas. Além disso, pude observar que cidades pequenas, voltadas essencialmente ao turismo, recebem melhor os animais do que os grandes centros, ainda que com vocação turística. Moro no Rio de Janeiro e aqui são poucos os lugares que permitem entrada de animais. Já em Paraty, meus filhos de quatro patas não foram barrados em nenhum estabelecimento.

Fuja dos pacotes turísticos. Neles o roteiro já é pré-estabelecido e você não terá como modificá-lo. Até mesmo os hotéis incluídos nos pacotes podem recusar animais.

Monte você mesmo o roteiro da viagem. Com auxílio da Internet, qualquer um consegue. Dá mais trabalho do que simplesmente escolher o pacote na agência de viagens, mas será adequado ao seu gosto e à participação do seu peludo.

Como fazer? Aguarde o próximo post!

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Galileu e Bruno em Paraty 

No primeiro post desta série vimos o passo inicial para viajar com seus peludos. Agora vamos ao segundo.

A segunda providência, na verdade, também deve ser tomada bem antes da viagem.

Você não gosta dos filhos dos seus amigos que não têm educação e limites, não é? Com bichos é a mesma coisa. Ninguém gostará dos seus peludos se não souberem respeitar limites estabelecidos pelos humanos, se fizerem xixi pela sala toda, se não pararem de latir e de pedir comida na hora da refeição. O hotel não os aceitará de novo se forem assim. Também não serão bem vindos no sítio do seu amigo.

Portanto, para que a carreira de viajante de quatro patas do seu peludo seja bem sucedida, eduque-o. Se não der conta do recado sozinho, contrate um adestrador/educador.

Galileu e Bruno se comportaram tão bem na pousada que nos hospedamos por duas vezes em Paraty, que na vez em que alugamos uma casa, as funcionárias da pousada ficaram até chateadas conosco!

O terceiro passo é a escolha do roteiro. Mas esse fica para o próximo post.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Galileu e Bruno em Paraty

Quando tinha apenas minha gata Annita e morava com a minha avó, a bichana não viajava comigo. Minha avó cuidava dela com muito amor e eu saía de casa tranquila.

Já na primeira vez que viajei de férias depois de não morar mais com minha avó, Annita foi junto porque não tinha com quem deixá-la. Foi o melhor Reveillon da vida dela, já que passou uma noite tranquila na pousada, sem ter que ouvir aqueles terríveis fogos estourando na noite de 31/12.

Depois vieram os cães que, naturalmente, também passaram a viajar conosco.

Confesso que viajar com animais exige uma certa logistica, mas não é nenhum bicho de sete cabeças.

A primeira providência na realidade tem que ser tomada muito tempo antes da viagem. Acostume seu bichinho a ir a lugares diferentes, a andar de carro, a ter contato com pessoas variadas. Claro que é mais fácil acostumar um filhote, mas não é impossível acostumar um animal adulto. O segredo do sucesso é você, humano, não sentir pena do peludo. Se você estiver confiante e relaxado, seu peludo verá que não há motivo para ficar com medo em lugares estranhos.

Galileu e Bruno, os cães, foram acostumados a tudo isso desde filhotes. O adestrador me mandava até levá-los à feira, lugar barulhento, cheio de gente e de coisas, para se ambientarem. Já Annita foi criada fechada dentro de casa. Quando ía ao veterinário ficava tão nervosa que fazia xixi em mim. Ainda assim, se acostumou a viajar quando já tinha mais de 10 anos de idade.

Quer saber mais? Aguarde o próximo post!

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Minha avó sempre me mandou pentear o cabelo e levar um casaquinho. Para me convencer que era feio menina falar palavrão, me explicou o significado de cada um quando comecei a dize-los. Minha avó sempre me mandou apagar a luz e tomar banho, mas eu nunca fiz nada disso. Mentira. Banho eu tomo, desde que ela me deu uma surra por me recusar a ir para o chuveiro. Foi a única vez que ela me bateu. Ela foi uma mulher paciente, criou duas netas sem precisar bater.

Minha avó não era cozinheira de mão cheia, mas estava sempre disposta a preparar as comidinhas que as netas gostavam. A minha era pudim de leite. Ela sempre levava as netas para passear: praia, pracinha, bondinho de Santa Teresa, até Metrô, quando foi inaugurado no Rio de Janeiro. Mas acho que esse passeio foi mais pra ela do que para as netas, porque ela achava que não viveria para ver o Metrô pronto.

Como toda avó faz, ela me mimava. Trazia um copo d´água e pegava as coisas pra mim, não que eu não pudesse levantar e pegar sozinha, claro. E sempre que eu pedia, fazia cafuné até eu pegar no sono.

Depois que cresci ela achava que eu fazia muitas coisas erradas, mas mesmo assim me acolheu na casa dela, com marido, gato e tudo mais. Aí foi o tempo de retribuir tudo que tinha feito por mim. Cozinhei pra ela, servi água e levei pra passear de carro. Ela sempre ficava impressionada como eu dirijo bem.

Agora ela tem Alzheimer e não sabe mais quem eu sou. Mesmo assim, vou amá-la para sempre.

Vovó Helena e Rachel

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