Posts Tagged “família”


Figura: Adreson

Na semana passada a ANS – Agência Nacional de Saúde, publicou norma que estabelece que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a inscreverem como dependente também pessoa do mesmo sexo do titular do plano. (fonte: Terra)

Pode parecer pouco, mas foi um passo importante para a sociedade brasileira.

Conheço muita gente que “torce o nariz” para esse tipo de coisa, sem perceber que negar direitos a certas pessoas apenas por causa da opção sexual é tão absurdo quanto era negar às mulheres o direito de votar, o que aconteceu até pouco tempo atrás no Brasil.

Cada um escolhe com quem vai se relacionar ou não. É decisão pessoal que não envolve preconceito. O preconceito passa a existir quando algumas pessoas acreditam que aqueles de quem não gostam não devem ter certos direitos.

Já está mais do que na hora da sociedade brasileira deixar de lado o preconceito e passar a assegurar aos relacionamentos homoafetivos os mesmos direitos assegurados aos relacionamentos heteroafetivos.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Eu te mostrei que não.

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Depois dessa série de posts, espero ter te mostrado que nas próximas férias, seu peludo não precisa ficar no hotelzinho, você pode levá-lo com você!

Galileu e Bruno já tiveram muitas aventuras nas férias: foram à praia, passearam de barco, visitaram museu, galeria de arte e monumentos históricos, viram de perto cavalos, galinhas, patos e bois, fizeram trilha pelo mato, colocaram tererê na feirinha de artesanato, enfim tiveram experiências que não teriam no dia-a-dia.

Em dezembro vão incluir no currículo uma viagem de avião, uma visita à família canina do Bruno, e passeios pela Serra Gaúcha.

Mas se pudessem falar, diriam que a melhor coisa foi ficarem ao lado da família. Para o seu peludo, esse será sempre o melhor lugar do mundo!

P.S. 1: Todas as fotos que ilustraram essa série de posts foram tiradas durante viagens de férias.

P.S. 2: Se deixei de falar sobre alguma coisa, se ficou alguma dúvida, deixe um comentário ou entre em contato pelo formulário no blog.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

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Você e seu pet já sabem tudo que precisam para viajar pelo Brasil. Mas e se você estiver a fim de ultrapassar as fronteiras nacionais e viajar para o exterior?

Não é muito diferente, só um pouco mais burocrático.

Em primeiro lugar é preciso providenciar a GTA (Guia de Transporte Animal), emitida por veterinário credenciado.

Em segundo lugar é preciso pesquisar as exigências feitas pelo país de destino. Existem países, por exemplo, que não permitem a entrada de cães com cauda ou orelhas cortados. A vacina anti-rábica e o atestado de saúde são exigências comuns a todos, mas dependendo do país, outras vacinas podem ser necessárias.

É bom lembrar que o atestado de saúde é válido por um período determinado (para viagens nacionais, 10 dias de validade). Por isso, dependendo do tempo de permanência no destino, pode ser necessário obter outro atestado no lugar em que você e seu pet estiverem.

Informe-se não apenas sobre o que é necessário para ir, como também o que é necessário para voltar. Vi na TV há alguns meses o caso de uma brasileira que residia nos Estados Unidos e quando resolveu voltar para o Brasil trouxe o papagaio africano que tinha comprado lá. Ela foi à Embaixada e providenciou a documentação que informaram ser necessária. Quando desembarcou no Rio o animal ficou retido no aeroporto sob a alegação de que deveria passar por uma quarentena por ser silvestre. A mulher estava desesperada e foi na televisão pedir ajuda, porque o bicho estava no aeroporto e os caras do IBAMA não permitiam que ela o alimentasse. Absurdos que acontecem no Brasil.

O próximo será o último post da série. Aguardem!

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

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Só mais um tópico para encerrar a questão das viagens de avião: a caixa de transporte.

As companhias aéreas fazem exigências em relação a ela. Em primeiro lugar, deve ser feita de plástico resistente. Essa informação consta nos sites das empresas. No entanto, já vi num blog por aí a foto de uma senhora que viajou de avião com um pequeno yorkshire num transporte de tecido (muito chique, por sinal). Talvez as cias. sejam flexíveis com relação ao material se o animal for pequeno. Na dúvida, plástico.

Como já disse antes, a caixa deve permitir que o pet fique de pé e que dê uma volta completa em torno de si mesmo.

Em geral essas caixas são desmontáveis, mas na hora do embarque devem estar completamente montadas, com todas as presilhas e com porta de grade.

Falando em porta, algumas empresas só aceitam caixas de certos fabricantes. Não encontrei nenhuma justificativa para isso, mas acredito que o problema sejam justamente as portas. As caixas Vari Kennel, fabricadas pela Petmate, são homologadas por todas as companhias aéreas. Elas diferem das outras principalmente pelas portas e pelas travas que as fecham. Comprei caixas dessa marca para a viagem, mas tenho uma nacional da marca Clonadi, cuja porta é feita de um metal fino, com uma pequena trava horizontal. Uma semana antes da Vari Kennel chegar, Bruno descobriu como abrir a porta da Clonadi. Não, ele não é um gênio, muitos cães descobrem isso porque a porta é fraca e a trava não garante o fechamento.

Outra coisa importante é o sistema de fechamento da caixa. Como todas de plástico são desmontáveis, algumas são fechadas com parafusos, outras com presilhas plásticas. Tenho uma Gulliver que utiliza esse sistema. Ela está nova e bem firme, mas acredito que depois de um tempo de uso, o desgaste natural do material torne a presilha sujeita a abertura acidental. O mesmo não contece com parafusos.

Já imaginou a dor de cabeça para os funcionários se o cão abre a porta e começa a correr solto pelo porão da aeronave? Já imaginou se a caixa abre e o seu pet querido foge?! Por isso, não economize na compra do transporte!

Finalmente, não coloque nenhum objeto dentro da caixa, junto com o peludo. Ele poderá se machucar.

No próximo post, viagens internacionais!

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Quando fui a um enterro pela primeira vez, minha avó ensinou que eu deveria dizer aos parentes do falecido “meus pêsames”. Aquela frase soou estranha nos meus ouvidos. Alguma coisa nela era esquisita. Mesmo assim, obedeci e disse isso a todos os parentes que estavam no velório.

Hoje eu enterrei minha avó. Nos últimos dois dias essa frase me foi dita por algumas pessoas e então descobri porque ela soou estranha há anos atrás.

Minha avó estudou apenas até a 4ª série. Ainda assim, ela me ensinou muitas coisas, uma delas foi perder uma pessoa. Claro que com quase 40 anos de idade já vivenciei a morte de pessoas queridas, mas minha avó me ensinou que é diferente quando a gente ama.

Na verdade, essa lição foi a mais demorada, já que o enterro apenas oficializou uma morte que começou há alguns anos, depois que ela foi diagnosticada com alzheimer. A evolução da doença foi muito rápida. Um dia ela levou um tombo e cortou a cabeça. Fui com o carro atrás da ambulância e fiquei com ela durante o atendimento inicial, quando o médico fez uma série de perguntas, às quais ela respondeu prontamente. A alta ocorreu uma semana depois, mas a pessoa que saiu daquele hospital já não era mais a minha avó. Ela não falava, não andava, não conhecia as pessoas. Em casa ela teve uma certa melhora, no entanto, meses depois ela não sabia mais quem eu era. Em alguns momentos de certa lucidez reconhecia os filhos e algumas outras pessoas, mas nunca mais soube quem eu era.

Sempre foi muito duro pra mim visitá-la e não ser reconhecida. Aquela não era mais a minha avó, a pessoa que me conhecia melhor que meus pais simplesmente porque se interessava em conhecer. Tenho certeza que meus pais não fazem idéia de que adoro rock pesado. Minha avó sabia, embora não desconhecesse o nome daquele gênero musical. Meus pais nem desconfiam que tenho tatuagens. Ela descobriu. No entanto, nos últimos anos ela nem sabia mais meu nome.

Não fiz muitas visitas desde então e muitas vezes chorei antecipadamente a perda. Afinal, nem tudo é como a gente quer. Minha avó sempre disse que queria morrer de um dia para o outro, sem ficar doente, dando trabalho aos outros. Não aconteceu assim. Ela sempre gostou dos dias de sol. Ontem pedi a Deus que hoje desse a ela um bonito dia de sol. Também não aconteceu assim. O dia foi feio, chuvoso e triste. Hoje eu queria dar um beijo nela de despedida, queria chorar na frente de todo mundo sem ter vergonha, porque era meu direito chorar pela minha avó. Mas não pude fazer nada disso. Os filhos optaram por um enterro sem velório. O caixão chegou fechado ao cemitério e foi direto para a sepultura. Eles dispensaram qualquer espécie de homenagem ou oração. Simplesmente a colocaram no túmulo e fecharam. Eu poderia ter reclamado e exigido meu direito de chorar, mas desisti para não me indispor com a família. Ao menos isso me deu a chance de guardar na memória não um rosto abatido e sem vida, mas o rosto vivo e sempre sorridente da minha avó.

Nos últimos dois dias eu descobri que “meus pêsames” é uma frase estranha porque fala de algo que não tem volta. A pessoa que a gente ama vai embora e NUNCA MAIS vai voltar.

P.S.: Ontem e hoje recebi mensagens no Twitter e comentários de apoio e solidariedade aqui no blog. Não tenho palavras para dizer como foram importantes para mim. Jamais saberei agradecer adequadamente, por isso no Twitter me limitei a dizer apenas “obrigada”, palavra que repito agora do fundo do coração.

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Minha avó sempre me mandou pentear o cabelo e levar um casaquinho. Para me convencer que era feio menina falar palavrão, me explicou o significado de cada um quando comecei a dize-los. Minha avó sempre me mandou apagar a luz e tomar banho, mas eu nunca fiz nada disso. Mentira. Banho eu tomo, desde que ela me deu uma surra por me recusar a ir para o chuveiro. Foi a única vez que ela me bateu. Ela foi uma mulher paciente, criou duas netas sem precisar bater.

Minha avó não era cozinheira de mão cheia, mas estava sempre disposta a preparar as comidinhas que as netas gostavam. A minha era pudim de leite. Ela sempre levava as netas para passear: praia, pracinha, bondinho de Santa Teresa, até Metrô, quando foi inaugurado no Rio de Janeiro. Mas acho que esse passeio foi mais pra ela do que para as netas, porque ela achava que não viveria para ver o Metrô pronto.

Como toda avó faz, ela me mimava. Trazia um copo d´água e pegava as coisas pra mim, não que eu não pudesse levantar e pegar sozinha, claro. E sempre que eu pedia, fazia cafuné até eu pegar no sono.

Depois que cresci ela achava que eu fazia muitas coisas erradas, mas mesmo assim me acolheu na casa dela, com marido, gato e tudo mais. Aí foi o tempo de retribuir tudo que tinha feito por mim. Cozinhei pra ela, servi água e levei pra passear de carro. Ela sempre ficava impressionada como eu dirijo bem.

Agora ela tem Alzheimer e não sabe mais quem eu sou. Mesmo assim, vou amá-la para sempre.

(Post originalmente publicado aqui nesse blog, em 04/12/2008.)

Minha avó faleceu essa noite, aos 92 anos.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

p 145

No post anterior contei que escolhi a Tam para levar meus filhotes para o Rio Grande do Sul nas próximas férias.

Confesso que estou com um certo receio de embarcar Galileu e Bruno no porão de um avião. Bruno veio do canil de avião, mas era muito pequeno, com certeza não lembra mais. Galileu nunca viajou assim. Que eles ficarão assustados é certo, só espero que sejam bem cuidados.

Quando estava fazendo pesquisas na Internet para a viagem, li um tópico no Orkut sobre um bulldog que morreu ao ser transportado num avião. Infelizmente, os donos não informaram a causa da morte. Prefiro acreditar que o transporte foi feito adequadamente e que o cão faleceu por algum problema de saúde, ou mesmo por ser braquicéfalo e por isso não ter suportado as condições normais da viagem. Ao ler isso, comecei a procurar outros relatos semelhantes, mas não encontrei. Por isso acredito que tenha sido um fato extraordinário e espero que meus cães cheguem bem em Porto Alegre.

Minha maior preocupação era com Annita, em razão da idade avançada. Antes de comprar as passagens levei-a ao veterinário e perguntei se poderia fazer a viagem. Considerando que ela vai na cabine comigo e que, apesar dos 16 anos, a saúde dela é boa, ele liberou. Se você tem um animal idoso ou com alguma condição especial de saúde, faça o mesmo. Se o vet não liberar, não viaje. É melhor não arriscar a vida do seu peludo amado.

No mais, valem os conselhos anteriores. Alimentação leve e água antes da viagem. Ao desembarcar, logo ofereça água e permita que o cãozinho saia da caixa de transporte para fazer xixi.

Conselhos para o dono: controle sua ansiedade para não deixar o peludo nervoso rsrs

Até o próximo post.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

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Já contei da minha pesquisa na Internet sobre companhias aéreas que transportam animais. Agora vou dizer qual escolhi. 

Acabei optando pela Tam. Embora não fosse a passagem mais barata (para humanos), era a mais flexível nesse assunto. O limite para transporte na cabine é de 10kg (animal + caixa de transporte). Entre 10 e 40kg o pet será transportado no bagageiro. Acima desse peso, somente como carga. Na época li em algum lugar do site que o limite era de dois animais por vôo, mas me permitiram fazer a reserva para os três.

Annita viajará na cabine, mas só se estiver numa caixa com no máximo 25cm de altura, para caber sob o banco, onde deverá ficar durante todo o vôo. Galileu e Bruno irão no porão, cada um em um transporte.

Por cada animal será cobrado R$ 90,00. Além disso, é fixada uma taxa de 0,5% da tarifa do trecho a ser voado, multiplicado pelo peso total (pet + caixa). No meu caso não sairá barato, pois vou transportar três.

Algumas exigências são comuns a todas as companhias. A caixa de transporte deve ter tamanho suficiente para que o animal fique em pé e possa dar uma volta completa em torno de si mesmo. É necessária a apresentação de atestado de saúde e de vacinação anti-rábica aplicada há mais de 30 dias e há menos de 12 meses.

A Tam informa no site que o embarque do pet deverá ser solicitado através da Central de Atendimento até 48 horas antes do vôo. Preferi não correr nenhum risco e fiz a solicitação mais de 30 dias antes. A atendente disse que até 24 horas antes do vôo a cia. entrará em contato comigo para confirmar o embarque dos peludos. Caso aconteça algum problema, a atendente afirmou que poderei transportá-los como carga na mesma aeronave em que eu estiver.

Precisarei me apresentar no aeroporto com 1:30 horas de antecedência, para fazer o check in da bicharada e pagar as taxas.

Já estou até ouvindo a gritaria do Bruno quando levarem a caixa. Meu schnauzer é muito apegado a mim e também é muito escandaloso. Essas características juntas resultam numa gritaria absurda toda vez que me afasto dele kkkkkk

Mais sobre viagem de avião? No próximo post!

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

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Então você escolheu um destino em que não dá pra chegar de carro e vai viajar de avião.

É o que farei esse ano. Até pensei em ir de carro para o Rio Grande do Sul para que os animais não tivessem que viajar de avião, mas quando o Google me informou que seriam mais de 21 horas de estrada, desisti.

Usando a Internet, fiz uma pesquisa nas principais companhias aéreas brasileiras e descobri algumas informações importantes.

A Gol limita a dois animais por vôo, exceto se forem filhotes da mesma ninhada. Os animais são transportados como carga, através da GolLog. O site não informa se poderão viajar na cabine, apenas diz que maiores informações devem ser obtidas por telefone, junto à GolLog (meio antiquado isso na era digital, não?). Não cheguei a consultar, mas acredito que a tarifa para transporte como carga seja menor do que a das outras empresas que não transportam dessa forma.

A Azul anuncia com destaque no site que animal viaja na cabine com o dono, mas limita o peso total (animal + caixa de transporte) a 5kg e fixa as dimensões máximas do transporte. Na mesma página está escrito que o pet não viaja no porão. Logo, conclui-se que a Cia. só transporta animais de pequeno porte (pequeno meeeeesmo). O número máximo de animais por vôo é três.

A Ocean Air segue o mesmo padrão da Azul, limitando a 5kg (bicho + caixa de tranporte), e diz expressamente no site que não leva animais que não possam viajar na cabine. A diferença é que apenas um peludo será aceito por vôo.

Quer saber qual empresa escolhi? Aguarde o próximo post.

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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

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Você já sabe quase tudo sobre viajar de carro com seu companheiro de 4 patas. Só faltou falar sobre uma coisa: a temperatura.

No sol, a temperatura dentro de um automóvel pode ficar muito alta, mesmo com o veículo em movimento. Alguns animais são mais sensíveis ao calor do que outros. Galileu, por exemplo, quase tem um treco enquanto espera o ar condicionado refrescar o carro no verão. Por isso, a melhor coisa para viajar de carro em lugares quentes (ou seja, quase todo o Brasil) é ligar o ar condicionado. Quando parar, dê água gelada, que ajuda a regular a temperatura do corpo do peludo. E se notar que ele não tá legal, que tá arfando demais ou muito agitado com o calor, pare tudo e coloque uma garrafinha de água gelada na barriga dele. Esses podem ser sintomas de hipertermia. A temperatura do corpo sobe demais e o animal morre. A água ajuda a baixar a temperatura, mas tem que ser na barriguinha, onde tem menos pelo e o geladinho entra em contato direto com a pele. Não precisa abrir a garrafa, é só deixar encostada na barriga dele até que esteja bem.

Falando em hipertermia, nunca deixe o peludo no carro parado no estacionamento, a não ser que esteja na Europa, no inverno. Se bebês esquecidos no carro morrem (vemos isso toda hora nos jornais), claro que para animais o efeito será o mesmo.

Finalmente, não deixe o peludo viajar na janela, com as orelhinhas ao vento, por mais que ele goste disso. É perigoso porque pode ser atingido por outro veículo em movimento, ou por algum lixo jogado pela janela pelo motorista mal educado do carro da frente. Se nada disso acontecer, ele ainda pode desenvolver uma infecção nos ouvidos por causa do vento.

No próximo post, viajando de avião!

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