SafiraFaz uns dois meses que a Safira morreu. 

Ela era uma border collie maravilhosa de quem eu gostava muito, por isso resolvi homenagea-la com este post.

Lembro perfeitamente bem do dia em que a conheci. Foi no final da primeira aula de agility do Galileu. Além dele havia uma labradora fazendo aula de adestramento e no final o Carlos, adestrador e dono da Safira, a tirou do canil para nos presentear com uma demonstração. Não a achei bonita no primeiro momento, nunca achei, mas fiquei de queixo caído, assim como todos os presentes, inclusive o Galileu, com a velocidade daquele bicho! Era uma coisa impressionante. Ela corria tanto que não saltava os obstáculos, voava sobre eles. Depois da demonstração ela voltou para o canil e nós fomos embora. Só nas aulas posteriores comecei a conhece-la.

Ela não tinha um padrão de pelagem bonito e o pelo não era macio, por isso não despertava nas pessoas aquele desejo de acariciar, mas aos poucos, com a convivência, percebi que ela era um doce, um amor de cadela. O mais impressionante era o modo como, mesmo sendo muito carinhosa, ela sabia se impor entre a cachorrada que freqüentava a City Dog. Deixava claro que aquele território era dela, mas nunca a vi brigando com outro cão, bastavam rosnados ou mordiscadas para estabelecer a ordem.

Nas competições de agility ela sempre chamava atenção por ser muito rápida, embora os resultados nem sempre fossem bons em razão da difículdade para controlar tanta velocidade.

Então um dia ela teve que se aposentar. Brincando no quintal Safira teve um problema na coluna que tirou o movimento das patas traseiras. Com remédios e fisioterapia voltou a andar, mas não pôde mais fazer agility, esporte que amava. Acho que no fundo devia ficar enciumada por ver seu condutor treinando com outra cadela, mas nem isso foi suficiente para mudar seu jeitinho meigo, muito pelo contrário. Na verdade ela ficou meio carente. Se derretia mais ainda quando alguém ía lhe dizer “oi” no canil ou quando era solta para brincar. Nessas ocasiões era ela quem vinha me dizer “oi”, oferecendo a cabeça para ganhar um carinho. 

Infelizmente um dia uma outra aluna da City Dog me contou que ela havia morrido. Foi um choque. Foi como saber que uma amiga humana havia morrido. O Carlos ficou tão abalado que não fala sobre o assunto. Ela era, sem dúvida, a cadela favorita dele. Só o que me disse foi que ela teve um problema renal. Sei que não fará diferença, mas espero que um dia ele consiga me contar o que houve.

Essa foto do post foi tirada na última vez em que a vi, na festa de aniversário dos meus cães, que fiz em julho, no Canil. Deixo aqui a foto da Safira sorrindo, como despedida.

One Response to “Safira”
  1. Parabens pelo post.

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