Sou ouvinte assídua do Monacast, o podcast do site Monalisa de Pijamas. O cast é feito por mulheres: Mafalda, Phoebe e Eubalena, e regularmente conta com convidadAs para debater assuntos variados.
Uma frase que é recorrente no show me levou a escrever este post. Várias vezes ouvi as meninas dizendo: “meu marido me ajuda em casa”.
Essa frase é a síntese do machismo nas mulheres. Não entendeu? Vou deixar mais claro. A mulher que reclama do marido machista hoje, é a mãe do homem machista de amanhã.
Na maioria dos casos os filhos são educados pelas mães, mesmo quando os pais vivem juntos. Logo, se o homem é machista, foi a mãe quem o educou assim. E frases como: “meu marido me ajuda em casa”, demonstram que não é fácil para a mulher fugir da educação machista que também recebeu da sua mãe. Na realidade, a maior parte das mulheres não se dá conta do próprio machismo, caso contrário, diria “meu marido divide comigo o cuidado com a casa”.
Nós somos ensinadas, ainda que de forma indireta, que é dever da mulher cuidar da casa e dos filhos. Mesmo quando nos acreditamos muito modernas, esperamos apenas que o marido ajude nesse trabalho, não que ele seja tão responsável quanto a gente.
Depois de todas essas palavras chego ao ponto culminante desse post. A verdade é que, na maioria das vezes não dá pra mudar o marido. É possível melhorá-lo um pouco, fazer com que cozinhe de vez em quando, que lave a louça, mas não dá pra pegar um homem feito e mudar completamente conceitos que foram ensinados desde a infância. O mundo só terá menos homens e mulheres machistas amanhã se as mães de hoje interromperem esse processo.
Mães, não criem para as esposas de amanhã maridos machistas!
Euba says:
Rachel,
é exatemente o que eu sempre falo: a culpa dos homens serem machistas é todo nosso.
A frase já é calo. Ninguém pensa antes de falar… mas mais difícil que mudar ajudar por dividir, infelizmente, é achar um homem que realmente ajude/divida os serviços domésticos e todo o pacote.
Já tive uma crise “sou mulherzinha” num dia que minha filha ficou doente. Mas, voltei a vida a tempo e resolvi a situação “em casal”.
Enfim, não bastou queimar os sutians. Algumas cuecas deveriam estar na fogueira tbm.
Beijos!
Rachel says:
Euba,
Conheço uns poucos casos de homens que de fato assumem o serviço doméstico. São raríssimos! Na minha casa mesmo não é assim. Meu marido foi criado sem ter obrigação nenhuma em casa e nunca tive a pretensão de muda-lo totalmente, caso contrário não estaria casada até hoje, porque o estresse entre nós dois seria insuportável. Mas preciso ser justa com ele e reconhecer que faz bastante coisa em casa, no entanto, a responsabilidade mesmo continua sendo minha. Não é falta de consciência, é a realidade. Pelo menos, como não tenho filhos, não poderei ser acusada no futuro, de ter contribuido para a perpetuação do machismo na nossa sociedade
hkirk says:
Do que as mulheres gostam?
Tudo começou quando a turma de Direito da faculdade resolveu transformar
uma célebre frase em camiseta e ela virou moda no Campus. A turma fez a seguinte frase:
“Seu namorado faz Direito? Vem cá que eu faço!”
Aí o pessoal de Medicina resolveu provocar:
“Ele pode até fazer direito, mas ninguém conhece seu corpo melhor que eu.”
O pessoal de Administração não deixou por menos:
“Não adianta conhecer o corpo, fazer Direito se não souber Administrar o que tem!”
E a Turma de Agronomia mandou esta:
“Uns conhecem bem, outros fazem direito, e alguns sabem administrar o que tem,
mas plantar a mandioca como nós ninguém consegue!”
E não termina por aí!
Depois foi o pessoal de Publicidade:
“De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar e plantar a mandioca se depois não puder contar pra todo mundo?”
Logo veio a turma da Engenharia participar também da brincadeira:
“De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, e poder contar pra todo mundo, se não tiver energia e potência para fazer varias vezes?”
Mas a frase campeã foi realmente a da Economia:
“De que adianta conhecer bem, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, poder contar pra todo mundo, ter energia e potência para fazer várias vezes se mulher gosta mesmo é de dinheiro?”
bruno says:
Bolinho de bacalhau
Bolinho de bacalhau, se você tem interesse ou está procurando bolinho de bacalhau visite
http://www.reinadodobacalhau.com.br
(Bolinho de bacalhau) nota 10 esse site
panico-na-tv says:
muito legal este post, eh a primeira vez que visito seu site.
Mais a partir de hoje esta nos meus favoritos!
Marcelo says:
Isso está totalmente errado, não é culpa das mulheres e nem dos homens. É a própria tendência humana, caracteristicas inatas de cada sexo, acabam determinando essa posição divergente.
Cabe a mulher cuidar dos serviços domésticos, essa tarefa é designada para as mulheres pela própria natureza, não é questão de escolha ou moral. Desde os primórdios, no tempo das cavernas, enquanto as mulheres ficavam cuidando das cavernas e da cria, os homens se ocupavam em desenvolver estratégias para caça e sobrevivência. É designado pela própria natureza, não que as mulheres sejam inferiores, é errado dizer isso. Só possuem carateristicas diferentes no que se refere a inteligência, a mulher só possui naturalmente uma maior inteligência emocional. Enquanto os homens possuem maior inteligência espacial e abstrata, mais úteis para sobrevivência e adaptação ao ambiente.
Isso demonstra claramente que é na espécie humana, os homens ficaram com a inteligência, enquanto as mulheres outro papel, mais ligado a continuidade da espécie. A natureza não fez as duas partes iguais.
Rachel says:
Marcelo, não sou bióloga, mas será que a mulher assumiu o papel de dona de casa porque sua natureza a favoreceu, ou a necessidade criada pela imposição social fez com que a evolução modificasse a mulher para ter as habilidades necessárias? Aqui em casa, por exemplo, a natureza não seguiu a regra: meu marido perde o carro no estacionamento do shopping e eu tenho ótima capacidade de localização espacial.
Obrigada por comentar e expressar sua opinião. Abraços, Rachel
Yume says:
Rachel,o que este individuo escreveu está longe de ser “opinião”,é puro machismo científico.Existem diversos trabalhos mundo á fora,etnocentricos( ou seja,baseados na cultura européia) que tentam “provar” as diferenças sexuais.Este individuo já leu sobre nossas indias? Já leu os recentes estudos que comprovam a existência de mulheres caçadoras no Neolítico? Este papo tosco de “inteligência emocional x inteligência abstrata” dita de modo elegante é a coisa mais hedionda que legitima e garante nosso status quo de inferioridade,inclusive me admiro de ainda hoje uns sujeitos virem com um papo desses,estas teorias evolucionistas,positivistas,ou sei lá mais que nome dão..pra mim é nazismo machista, alegar que genes determimam as mulheres “diferentes”.Fora isso,muito bom o texto ^_^.
A julgar pela piada sem graça e por este indivíduo,temos muito o que fazer ainda,e o principal é tirar da questão feminina esta áurea de piada.Dominação masculina é crueldade e não está sendo levada á serio no Brasil.Daqui a pouco vão estar rindo de estupros de leilão de meninas de 11 anos em bordeís.Isso tem me preocupado bastante….porque além da mulher machista,tem a mulher omissa.
Giovanni says:
Marcelo, na minha opiniao, o machismo nao é uma tendencia humana, ele é um produto dos sistemas de dominaçao que foram sendo implementados ao longo da Historia. Por que uma mulher frágil que cuida da casa (caverna) tem que ser considerada fraca e um homem musculoso que sai pra caçar tem que ser considerado forte? Qual seria a referencia para tal medida? A referencia é o sistema onde estamos inseridos. Talvez na epoca das cavernas nao existisse nem fortes nem fracos, somente seres humanos, homens e mulheres, lutando pela sobrevivencia e se organizando da maneira que lhes fosse possível. Porém, num sistema de opressao, como é o capitalismo, tem que existir tal diferença. Alguns tem que ser considerados superiores, dominadores e outros inferiores! Os homens mais pobres tem que se sentir inseridos e motivados a atenderem uma ideologia que contempla os interesses dos mais ricos, e a mulher “fraca”, entra nesse jogo como um premio para os bem sucedidos! Nada impede que este conceito se reverta, como eu acho que já está acontecendo, mas é apenas uma necessidade do sistema (minoria podre de rica) que atualmente precisa da mulher para continuar enchendo seus bolsos. A propaganda ideologica agora tem também a mulher como alvo, incentivando nelas o consumo e também o machismo, com um agravante: sao mais exploradas do que os homens, graças a uma sacada de mestre, pois sao mulheres, “fracas”, inferiores”, nao precisam ganhar como os homens! E assim, continuamos alimentando todo um sistema de opressao.