Dizer o que?

Um blog sobre cotidiano, vida e direito

Viajando com seus bichos – parte 1

Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Galileu e Bruno em Paraty

Quando tinha apenas minha gata Annita e morava com a minha avó, a bichana não viajava comigo. Minha avó cuidava dela com muito amor e eu saía de casa tranquila.

Já na primeira vez que viajei de férias depois de não morar mais com minha avó, Annita foi junto porque não tinha com quem deixá-la. Foi o melhor Reveillon da vida dela, já que passou uma noite tranquila na pousada, sem ter que ouvir aqueles terríveis fogos estourando na noite de 31/12.

Depois vieram os cães que, naturalmente, também passaram a viajar conosco.

Confesso que viajar com animais exige uma certa logistica, mas não é nenhum bicho de sete cabeças.

A primeira providência na realidade tem que ser tomada muito tempo antes da viagem. Acostume seu bichinho a ir a lugares diferentes, a andar de carro, a ter contato com pessoas variadas. Claro que é mais fácil acostumar um filhote, mas não é impossível acostumar um animal adulto. O segredo do sucesso é você, humano, não sentir pena do peludo. Se você estiver confiante e relaxado, seu peludo verá que não há motivo para ficar com medo em lugares estranhos.

Galileu e Bruno, os cães, foram acostumados a tudo isso desde filhotes. O adestrador me mandava até levá-los à feira, lugar barulhento, cheio de gente e de coisas, para se ambientarem. Já Annita foi criada fechada dentro de casa. Quando ía ao veterinário ficava tão nervosa que fazia xixi em mim. Ainda assim, se acostumou a viajar quando já tinha mais de 10 anos de idade.

Quer saber mais? Aguarde o próximo post!

Salvando um vira-lata – resultado da promoção

Em primeiro lugar quero pedir desculpas pela demora na divulgação do resultado da promoção Salvando um vira-lata. Todo final de ano é corrido no meu trabalho e esse ano a correria começou mais cedo, deixando pouco tempo para outras coisas.

Em segundo lugar quero agradecer a todos que enviaram e-mails, contando como são seus relacionamentos com seus bichinhos e o que os faz especiais.

Agora vamos ao que interessa. O e-mail mais emocionante, que ganhou o livro escrito por Mark R. Levin, apresentou a história da Magali e foi enviado pela Sabrina Rodrigues. Essa aí na foto é a Magali:
  
Magali

“Eu nunca gostei de animais. Minha irmã sempre amou os bichos e acabava convencendo meus pais de ter um animalzinho em casa. Eles não podiam chegar perto de mim que eu tinha pavor. A vida toda foi assim, tanto na minha casa como na casa de amigos, se tinha cachorro ou qualquer outro animal, eu já me apavorava.

Casei e até então não tinha filhos. Meu marido trabalhava e eu apesar de estudar, me sentia muito sozinha. Um dia voltando da faculdade na frente de um shopping tinha uma senhora com 2 cachorrinhos dentro de uma caixa de papelão. Como estava esperando meu marido para ir pra casa, não sei porque eu parei ali. Fiquei conversando com a senhora sobre os cachorros e tinha uma coisinha preta dentro da caixinha de laço na cabeça que não parava de chamar minha atenção. Fiquei vendo aquilo e não entendia porque aquilo me emocionou. Logo um cachorro, eu? Até que a senhora me perguntou: Não vai levar um cachorrinho? Na mesma hora já dei várias desculpas, que não tinha espaço, que não tinha paciência pra cuidar de um bicho… Mas eu não conseguia parar de olhar pro bichinho de lacinho. Fiquei imaginando como seria minha vida sabendo que não poderia mais viajar, sair sem ter hora pra voltar, tendo alguém dependendo de mim e me esperando em casa. E esperando com cocô e xixi pela casa toda. Não, isso não era pra mim.
Mas comecei a imaginar também se eu tivesse alguém que dependesse de mim, que estaria me esperando em casa e ficaria feliz da vida em me ver chegando. Eu nunca havia sentido uma coisa assim.

Quando meu marido chegou ficou espantado em ver que eu estava vendo e brincando com… cachorros? Eu? Então ele disse: Vamos embora. Na mesma hora me deu um aperto no coração, pensando que alguém levaria aquele ser tão pequeno pra sua casa. Eles tratariam bem o animalzinho? Apesar de eu nunca ter gostado, não admitia que alguém pudesse fazer alguma maldade com eles. Até que me vi perguntando pro meu marido: Vamos levar a de lacinho? Na mesma hora ele me olhou espantado e disse que não levaria porque eu não gostava de animais e que eu não cuidaria. Fora que não tínhamos espaço algum. Mas eu queria levar ela de qualquer jeito. Falei então que a gente daria um jeito, que eu cuidaria dela sim. Não sei de onde tirei isso, mas saiu naturalmente. Ele me olhou desconfiado, eu já chorando imaginando que iria me separar daquela coisinha linda. Logo eu. Meu marido se admirou e comprou a cachorrinha do lacinho. Ela cabia na minha mão. Fui então feliz da vida pra casa.

Logo arrumei uma cama pra ela e no dia seguinte fomos ao pet shop fazer compras para a nova integrante da casa. Foi uma festa.
Colocamos o nome de Magali, pois ela comia muito apesar do tamanho (poodle toy).

Magali aprendeu a subir na cama e de lá nunca mais saiu. Dorme conosco todas as noites. Nos mudamos para uma casa com bastante espaço para minha pequena. Além disso, levo ela pra cima e pra baixo em todos os lugares. Não consigo ficar longe dela. Hoje ela é a “pessoa” que mais amo, é minha filha de verdade. Pretendemos ter filhos, mas a Magali vai ser sempre a filha mais velha, a nossa princesa.

Amo tanto a minha coisinha preta que fiz uma tatuagem com as patinhas dela no seu tamanho original, pra ela ficar pra sempre comigo.

Ela tem 2 anos e 8 meses e foi a responsável por mudar a minha vida. Já temos mais 2 cachorros em casa.

Obrigada Magali, a mãe te ama!”

Sabrina Rodrigues

Quem não ganhou o livro, pode conhecer um pouco sobre ele no site http://www.salvandoumviralata.com.br.

Prometo que antes do final do ano haverá mais um livro e mais uma promoção. Fiquem preparados!

RioVet 2009

Este final de semana estive, acompanhada de alguns amigos cachorreiros e da minha pequena matilha, Galileu e Bruno, na RioVet 2009, feira de produtos veterinários realizada no Riocentro.

Assim como a Pet South America, que acontece em São Paulo, o evento, voltado para comerciantes do segmento pet, pretende apresentar novidades que em breve chegarão ao comércio. Mas na prática, poucas novidades chegaram ao Rio. A feira do Rio é pequena, se comparada com a de São Paulo, um reflexo do que acontece nesses dois mercados. Em São Paulo o ramo pet é grande e variado. Lá são comercializados produtos e serviços que simplesmente não existem aqui. As feiras também são assim. Todos os fabricantes do Brasil que têm condição, compram stands em SP (o metro quadrado custa uma pequena fortuna), mas apenas uma pequena parte dessas empresas têm interesse em montar stands aqui. De qualquer modo, o evento do Rio vale a pena ser visto.

Novidades mesmo vi poucas, algumas coisas muito legais. Sou apaixonada por camas para cachorro. Há 2 anos fui à feira de SP e acabei saindo com duas camas enormes e lindas. Como são de muita qualidade, ainda estão em uso lá em casa e em ótimo estado. Mesmo assim, fiquei morrendo de vontade de comprar camas novas no stand da Ridelf, de Santa Catarina. A empresa tem aquelas tradicionais camas europa e colchões simples, mas também umas camas super diferentes. Fiquei apaixonada por uma em forma de abelha! Linda! Só não comprei porque não tinha R$ 65,00 em dinheiro, o stand não aceitava cartão e não havia caixa eletrônico do meu banco no Riocentro. Mas comprei do mesmo fabricante duas toalhas brancas bordadas em azul com as raças dos meus dogs. Um pequeno luxo pra eles.

No stand ao lado do das camas, estavam à venda uns produtos artesanais com o slogan “Pet para pet”. Havia umas camas e sofás com estruturas montadas com garrafas pet. Muito legal a proposta. O stand também tinha à venda roupas para bichos e humano com o mesmo slogan estampado.

Uma empresa de Minas Gerais, a Pets (34 9677-4621), estava vendendo produtos muito fofos: chinelos, jogos americanos, bolsas e malas com estampas de várias raças. Umas fotos lindas! Comprei um jogo americano com estampa de maltês (mais parecido com o Galileu que a estampa de poodle) e um chinelo com schnauzer.

Alguns fabricantes fazem a distribuição eles mesmos. Outros firmam contratos com distribuidoras. Por isso não dá para saber ao certo quanto tempo esses produtos levarão para chegar aos pet shops cariocas. Se você gostou, fique atento e sempre dê uma passadinha nos pets do seu bairro para conferir. Também vale dizer ao lojista que você tem interesse em determinado produto. Sabendo que haverá quem compre, é mais seguro para o comerciante encomendar um produto novo.

E se você não mora em São Paulo, mas adora frescuras para bichos, faça um passeio por lá e se delicie fazendo compras em pet shops.

Observação: peço desculpas pela péssima qualidade das fotos. Meu N95 quebrou e fui obrigada a voltar a usar o 6120, que tem câmera fraquinha.

Cachorro cibernético

procura

Você tem um bichinho de estimação que ama muito e de quem cuida com carinho. Já imaginou se um dia vocês se perderem um do outro? Ele ficaria vagando pelas ruas, sem saber encontrar comida sozinho, sem uma cama quente para dormir.

Eu ficaria simplesmente desesperada se um dos meus bichos se perdesse. Já vi histórias de animais encontrados através de cartazes espalhados na vizinhança, através do boca a boca, e de denúncias anônimas de pessoas que viram o bicho às vezes bem longe de casa. No entanto, a forma mais eficiente para encontrar um pet perdido é o uso de identificação.

Conheço três formas diferentes: as tradicionais plaquinhas penduradas na coleira, tatuagem e microchip.

As plaquinhas com nome e telefone do dono são boas, mas só funcionam se o animal estava usando a coleira no momento em que se perdeu. Além disso, a coleira pode cair ou mesmo ser retirada por uma pessoa mal intencionada.

A tatuagem, em geral feita na parte interna da orelha, não vai cair, como a coleira, mas é muito dolorosa para fazer. Nenhum animal me disse isso, claro, mas sei que dói porque as minhas doeram pra caramba. Além disso, se o dono mudar de telefone, precisará refazer a tatuagem.

O microchip é a forma mais nova de identificação. Trata-se de um transponder dentro de uma cápsula, implantada sob a pele do bichinho, no qual consta um número de registro pode levar à localização do dono. O microchip pode ser aplicado por veterinário, em qualquer tipo de animal.

Meus cães usam plaquinhas nas coleiras, mas nesse final de semana também ganharam microchips. Para fazer o registro do Galileu fui obrigada a microchipá-lo, por exigência do BKC. Aproveitei o embalo e microchipei o Bruno também, que tirou pedigree quando o chip não era obrigatório.

Você vai dizer: “ah mas isso dói também”. Foi exatamente isso que pensei quando vi a agulha enorme utilizada para fazer a inserção sob a pele. Mas segurei firme o Galileu e meu coração, pensando que era o melhor para o meu filhote. O veterinário aplicou o chip nas costas, na área entre as omoplatas e morri de pena quando ele gritou. O vet comentou que ele não deveria sentir dor naquela região, e eu pensei “porque não é nas suas costas”. Quando chegou a vez do Bruno acabei acreditando que não dói, porque o bicho não deu um pio, nem tentou escapar.

Claro que as informações contidas no registro só servem para alguma coisa se houver um leitor para ler o número do chip. Mas esse tipo de equipamento está ficando cada vez mais comum em clínicas veterinárias.

O vet que aplicou o chip nos meus dogs cobrou R$ 70,00 por cada um. Me disseram que essa é a faixa normal de preço. Procure uma clínica na sua cidade e identifique seu pet também. Quanto mais animais tiverem esse tipo de identificação, mas ela será utilizada para encontrar bichinhos perdidos. Um dia ela pode servir para encontrar o seu.

Cão guia no táxi


Foto: Al Fred

Esta semana um taxista carioca foi levado a uma delegacia por se recusar a transportar um cão guia de uma deficiente visual.

Eu tenho carro, por isso foram poucas as vezes em que precisei pegar táxi com com meus cães. Mas quando precisei, não foi fácil encontrar taxistas dispostos. Não importa que o cão seja pequeno, seja educado, que viaje no colo. Os motoristas simplesmente não gostam.

O taxista em questão alegou para a passageira que não poderia fazer o transporte em razão de uma lei municipal. Pesquisei, mas não encontrei nenhuma lei no Município do Rio que proíba aos taxistas levarem animais no carro. Eles simplesmente não levam porque não querem.

No caso desse cão, que era um cão guia a trabalho, existe lei que garante que o transporte, acompanhado do dono, em ônibus, metrôs e também táxis. O cara resolveu criar caso com o cão errado.

Macacos gostam de Metallica


Foto: Ricardo Castro

Eu dizia, na época que os Mamonas Assassinas estouraram na mídia, que a minha gata Annita não gostava deles. Era começar uma música no rádio ou na TV e ela se retirava do ambiente. Ninguém acreditava em mim. Achavam que estava de onda.

Agora pesquisadores descobrem que macacos gostam do Metallica. Se eles podem gostar de Heavy Metal, porque a minha gata não pode não gostar de Mamonas? Viram? Eu não estava inventando!

Salvando um vira-lata

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Semana passada recebi outro livro da Ediouro. Dessa vez demorei mais para terminar a leitura por não se tratar de um livro leve, como Spike – você vai se apaixonar, ainda assim, um livro que vale a pena ser lido. Só aviso uma coisa: se você for uma manteiga derretida, que nem eu, não leia em público! rsrs

O autor, Mark R. Levin, é um americano envolvido em política, autor também de um outro livro nessa área. Ao perder um amigão de quatro patas, resolveu contar como adotou o peludo e como foi a experiência de viver com ele.

Mark já tinha um cachorro, comprado em um pet shop, mas a mulher e os filhos resolveram adotar outro, que encontraram pela Internet. Inicialmente ele foi contra, mas quando botou os olhos no Sprite, mudou imediatamente de idéia. Embora gostasse muito do outro cão, Pepsi, Mark desenvolveu uma relação especial com Sprite. Sei como é isso porque, mesmo amando muito todos os meus bichos, existe algo especial com o Galileu, meu poodle. 

Infelizmente Sprite não era um cão jovem e começou a ter problemas de saúde. Mark e a família não o abandonaram. Pelo contrário. Fizeram todos os esforços possíveis para tratá-lo.

Ficou com vontade de saber mais? Visite o site http://www.salvandoumviralata.com.br

Quer ganhar um exemplar? Conta pra gente como é o relacionamento com o seu bichinho (cão, gato, pássaro, réptil, etc) e porque ele é especial. Vale contar sobre amigos que já não estejam mais com você. Só não esqueça de mandar uma foto dele ou dela. Sei que não é fácil transformar em palavras sentimentos especiais, mas tenho certeza que você vai conseguir.

Mande sua história e sua foto para o e-mail dizeroquepromo@gmail.com. A história que melhor transmitir os sentimentos, ganhará o livro.

Resultado da promoção Spike

É com grande satisfação que vou divulgar agora o resultado da primeira promoção do Dizer o que?

Como contei antes, recebi o livro Spike – você vai se apaixonar, e resolvi entregá-lo a quem enviasse uma história engraçada do seu bichinho de estimação, acompanhada de uma foto legal. Me diverti muito com todas as histórias que recebi e confesso que foi difícil escolher a mais divertida.

No fim, a história que me provocou mais risadas foi enviada pelo Anderson, dono da Bianca, essa da foto

labradora Bianca.

Aí vai:

“Eu me chamo Anderson José, tenho 25 anos e sou de São Paulo.

Até o ano passado eu era casado e eu e minha esposa tivemos uma labradora chamada Bianca.

Ela era brincalhona e toda alegre.

Como nós dois morávamos sozinhos não tinha com quem deixar a cadelinha, certa vez pintou uma chance de nós viajarmos para o litoral, mas ai estava o nosso dilema, o que fazer com a Bianca? Na época ela tinha 03 meses e só tinha uma coisa para fazer, levar ela com a gente, só que ai é que entra o detalhe, não tínhamos carro e o nosso dinheiro era limitado, e ai que começa a atrapalhada.

Para ela ir com a gente, colocamos a nossa labradora dentro de uma mala grande que tínhamos, deixando uma frestinha aperta para ela respirar, foi hilário. Ela ficou toda animada e serelepe, o rabinho dela parecia uma metralhadora dentro da mala e lá fomos nos dentro do metro para ir até o Jabaquara, a mala não parava de se mexer e todo mundo olhando e algumas vezes aparecia um focinho pra fora tentando por a cabeça para fora, foi muito engraçado, a Bianca estava adorando tudo isso.

Chegando no Jabaquara fomos ate um área cheia de vans e peruas clandestinas que levam até o litoral, pois se fossemos de ônibus seriamos impedidos de prosseguir, no dia fazia um calor forte e antes de entrar na van estávamos na fila aguardando a perua, ate que de tanto ela se mexer na mala, a mala caiu no chão e o zíper abriu um pedaço e ficou metade pra fora dela, todo mundo olhando aquilo, que cena.

Dentro da van ela não parava de se mexer e o rabo ficou para fora, e aquele calor e cheio de gente na van, fomos até ameaçados pelo motorista que se não espremesse mais lá no fundo para caber mais gente teríamos que sair da perua.

Por fim deu tudo certo e teve uma hora que deixamos até a cabeça dela pra fora com ela tomando ventinho na cara já que estávamos na janela, ela adorou tudo, não parava de sorrir a Bianca.

Felizmente tudo deu certo, tanto para ir como para voltar, lógico que foi difícil mas quando nos lembramos deste fato até hoje damos muita risada e uma certeza de nunca mais fazer isso hehehehehe.”

Espero que tenham gostado da história e da promoção. Na próxima semana devo receber outro livro, o que significa mais promoção a caminho!

Escolhendo o pet shop – parte 1

Bruno

Quando ganhei o Galileu, eu não tinha meu pet shop. Quando ele fez 5 meses precisou fazer a primeira tosa. Até então eu dava banho em casa. Marquei a tosa numa veterinária aqui perto e detestei o resultado. Então a amiga que me deu o Galileu recomendou uma tosadora, que ela garantiu ser ótima. Comecei a levar meu filhote no pet que ela trabalha (até hoje). No entanto, como EU tinha ficado traumatizada pela primeira tosa, não tive coragem de deixar o Galileu lá e ir embora, como todo mundo faz. Levava e ficava por lá, com a desculpa de que morava meio longe pra caminhar até em casa e caminhar de volta meia hora depois. Acabei ficando amiga da Josi, que ainda me ensinou muitas coisas sobre grooming (cuidado com a pelagem). Depois de um tempo já confiava nela plenamente, mas ficava no pet pra bater papo. Aí veio o Bruno, que era (ainda é) muito difícil de controlar. O banho ela conseguia fazer sozinha, mas para tosar eu precisava estar junto para botar moral com o meu barbudo. Acabei aprendendo a tosar schnauzer.

Quando a Josi saiu de licença para ganhar neném, não gostei da técnica do tosador que ficou no lugar dela. Nessa altura eu já estava até entendendo de tosa! Aí procurei outro pet para frequentar. Encontrei um tosador excelente aqui perto, mas voltei a ter medo de deixar os cães e ir embora. A sala de tosa era toda envidraçada, mesmo assim eu ficava de olho do lado de fora. E até “ajudava”, de certa forma rsrs. O Bruno, esse barbudo aí na foto, ficava o tempo todinho olhando pra mim. Enquanto eu estava dentro da loja, o tosador conseguia secar e pentear um lado do cachorro, que me olhava pelo vidro. Pra conseguir secar o outro lado, eu ía para fora da loja e o Bruno virava pra me olhar do outro lado rsrs

Antes que terminasse a licença da Josi, veio o meu pet shop e, naturalmente, passei a levar meus cães lá. Se o meu pet acabasse, voltaria para a Josi, primeiro porque me tornei muito exigente com a técnica de tosa, segundo porque teria receio de confiar meus cães a um desconhecido.

(continua …)