Archive for the “PodPet” Category
Dicas, opiniões e “causos” sobre animais.
Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Já contei da minha pesquisa na Internet sobre companhias aéreas que transportam animais. Agora vou dizer qual escolhi.
Acabei optando pela Tam. Embora não fosse a passagem mais barata (para humanos), era a mais flexível nesse assunto. O limite para transporte na cabine é de 10kg (animal + caixa de transporte). Entre 10 e 40kg o pet será transportado no bagageiro. Acima desse peso, somente como carga. Na época li em algum lugar do site que o limite era de dois animais por vôo, mas me permitiram fazer a reserva para os três.
Annita viajará na cabine, mas só se estiver numa caixa com no máximo 25cm de altura, para caber sob o banco, onde deverá ficar durante todo o vôo. Galileu e Bruno irão no porão, cada um em um transporte.
Por cada animal será cobrado R$ 90,00. Além disso, é fixada uma taxa de 0,5% da tarifa do trecho a ser voado, multiplicado pelo peso total (pet + caixa). No meu caso não sairá barato, pois vou transportar três.
Algumas exigências são comuns a todas as companhias. A caixa de transporte deve ter tamanho suficiente para que o animal fique em pé e possa dar uma volta completa em torno de si mesmo. É necessária a apresentação de atestado de saúde e de vacinação anti-rábica aplicada há mais de 30 dias e há menos de 12 meses.
A Tam informa no site que o embarque do pet deverá ser solicitado através da Central de Atendimento até 48 horas antes do vôo. Preferi não correr nenhum risco e fiz a solicitação mais de 30 dias antes. A atendente disse que até 24 horas antes do vôo a cia. entrará em contato comigo para confirmar o embarque dos peludos. Caso aconteça algum problema, a atendente afirmou que poderei transportá-los como carga na mesma aeronave em que eu estiver.
Precisarei me apresentar no aeroporto com 1:30 horas de antecedência, para fazer o check in da bicharada e pagar as taxas.
Já estou até ouvindo a gritaria do Bruno quando levarem a caixa. Meu schnauzer é muito apegado a mim e também é muito escandaloso. Essas características juntas resultam numa gritaria absurda toda vez que me afasto dele kkkkkk
Mais sobre viagem de avião? No próximo post!
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Então você escolheu um destino em que não dá pra chegar de carro e vai viajar de avião.
É o que farei esse ano. Até pensei em ir de carro para o Rio Grande do Sul para que os animais não tivessem que viajar de avião, mas quando o Google me informou que seriam mais de 21 horas de estrada, desisti.
Usando a Internet, fiz uma pesquisa nas principais companhias aéreas brasileiras e descobri algumas informações importantes.
A Gol limita a dois animais por vôo, exceto se forem filhotes da mesma ninhada. Os animais são transportados como carga, através da GolLog. O site não informa se poderão viajar na cabine, apenas diz que maiores informações devem ser obtidas por telefone, junto à GolLog (meio antiquado isso na era digital, não?). Não cheguei a consultar, mas acredito que a tarifa para transporte como carga seja menor do que a das outras empresas que não transportam dessa forma.
A Azul anuncia com destaque no site que animal viaja na cabine com o dono, mas limita o peso total (animal + caixa de transporte) a 5kg e fixa as dimensões máximas do transporte. Na mesma página está escrito que o pet não viaja no porão. Logo, conclui-se que a Cia. só transporta animais de pequeno porte (pequeno meeeeesmo). O número máximo de animais por vôo é três.
A Ocean Air segue o mesmo padrão da Azul, limitando a 5kg (bicho + caixa de tranporte), e diz expressamente no site que não leva animais que não possam viajar na cabine. A diferença é que apenas um peludo será aceito por vôo.
Quer saber qual empresa escolhi? Aguarde o próximo post.
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Você já sabe quase tudo sobre viajar de carro com seu companheiro de 4 patas. Só faltou falar sobre uma coisa: a temperatura.
No sol, a temperatura dentro de um automóvel pode ficar muito alta, mesmo com o veículo em movimento. Alguns animais são mais sensíveis ao calor do que outros. Galileu, por exemplo, quase tem um treco enquanto espera o ar condicionado refrescar o carro no verão. Por isso, a melhor coisa para viajar de carro em lugares quentes (ou seja, quase todo o Brasil) é ligar o ar condicionado. Quando parar, dê água gelada, que ajuda a regular a temperatura do corpo do peludo. E se notar que ele não tá legal, que tá arfando demais ou muito agitado com o calor, pare tudo e coloque uma garrafinha de água gelada na barriga dele. Esses podem ser sintomas de hipertermia. A temperatura do corpo sobe demais e o animal morre. A água ajuda a baixar a temperatura, mas tem que ser na barriguinha, onde tem menos pelo e o geladinho entra em contato direto com a pele. Não precisa abrir a garrafa, é só deixar encostada na barriga dele até que esteja bem.
Falando em hipertermia, nunca deixe o peludo no carro parado no estacionamento, a não ser que esteja na Europa, no inverno. Se bebês esquecidos no carro morrem (vemos isso toda hora nos jornais), claro que para animais o efeito será o mesmo.
Finalmente, não deixe o peludo viajar na janela, com as orelhinhas ao vento, por mais que ele goste disso. É perigoso porque pode ser atingido por outro veículo em movimento, ou por algum lixo jogado pela janela pelo motorista mal educado do carro da frente. Se nada disso acontecer, ele ainda pode desenvolver uma infecção nos ouvidos por causa do vento.
No próximo post, viajando de avião!
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Continuamos a falar sobre os meios de transporte.
Carro é o mais simples de todos. Só é preciso tomar algumas providências.
Não dê alimento nos momentos que antecederem a viagem. De estômago cheio, as chances do peludo enjoar são maiores. Se o pet estiver acostumado a andar de carro, não vai enjoar nem se sentir desconfortável. Mas lembre que a viagem não é o momento para acostumá-lo. Isso tem que ser feito antes. Se mesmo em trajetos curtos no dia-a-dia ele enjoa, peça ao veterinário para receitar um remedinho contra enjoo. Não dê remédio por conta própria, consulte o vet!
É aconselhável começar com viagens curtas de 1 ou 2 horas, para só depois pegar a estrada por 8 ou mais horas. As viagens mais longas que Bruno e Annita fizeram foram de 5 horas. Já Galileu encarou 10 horas de estrada comigo certa vez.
Quanto maior a duração do percurso, maior será o número de paradas. “Eu tenho mesmo que parar? Totó está acostumado a ficar o dia todo sem fazer xixi até que eu chegue do trabalho para levá-lo na rua!” Sim você tem que parar para que ele faça xixi e beba água. Só não vá soltar o gatinho Mimoso no estacionamento para fazer xixi. Coloque uma coleira ou peitoral e prenda uma guia longa, ou seu gato nunca mais voltará.
O Código Nacional de Trânsito estabelece que animais não podem ser transportados soltos dentro do carro, porque podem atrapalhar o motorista e causar um acidente. Aconselho a transportar gatos dentro da caixinha. Além de atender ao Código de Trânsito, isso deixa o animal mais calmo. Só não esqueça de prender a caixa com o cinto de segurança. Para transportar cães pequenos com segurança, conheço duas alternativas, além da caixinha.
Em lojas virtuais é possível encontrar essa ”cadeirinha”.
O pequeno vai ali dentro, preso por um cinto de segurança.
A outra alternativa, que também serve para os grandes, é o cinto de segurança para cães. Existem vários modelos no mercado.

O importante é que o cinto jamais seja preso no pescoço, tem que ser preso no peito. No pescoço ele pode provocar fratura e até morte, em caso de colisão.
Não deixe o patuto viajar solto, ainda que ele reclame. Se você bater com o carro, ele poderá ser projetado pelo vidro da janela ou ainda correr assustado e sumir, se não se machucar no acidente.
Até o próximo post!
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Seu roteiro de viagem já está pronto e você já está preparado para mudar os planos se algum estabelecimento não permitir a entrada do seu peludo. Então é hora de planejar o transporte.
Dependendo do lugar escolhido, você irá de ônibus, carro, ou avião. Bom, talvez de barco. Cada um desses transportes tem características e exigências próprias.
Para transportar um animal pelo Brasil sempre é necessário portar o atestado de vacinação contra a raiva. Antigamente era exigido um documento chamado GTA, mas essa exigência caiu para viagens nacionais. A GTA só é exigida para viagens internacionais. Se esse for seu caso, procure um veterinário credenciado para emitir a guia, que deverá ser paga.
Empresas de ônibus em geral só concordam em levar animais pequenos, acondicionados numa caixa de transporte. Jamais cogite transportar um animal, seja ele qual for, no bagageiro de um ônibus. A temperatura será alta e o estresse provocado pelo barulho também. Portanto, esqueça.
Viajar de carro é simples. Mas falaremos sobre isso no próximo post.
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Então você já escolheu um lugar adequado para ir com seu peludo, já encontrou um hotel que o aceitará e já visitou o blog da Cléo. É hora de planejar o que vocês farão em Miguel Pereira (ou qualquer outro lugar que tenha escolhido).
Mais uma vez vá ao Pai Google e procure o que há para fazer naquele lugar. Dê preferência para passeios out door, como praias, parques, monumentos históricos, onde seu turista de quatro patas não será recusado. Em Paraty meus cães visitaram um museu e uma exposição de fotografias, mas este tipo de estabelecimento não é obrigado a aceitar o peludo. Se quiser incluir lugares assim no seu roteiro, esteja preparado para mudar os planos e levar na esportiva se ao chegar no museu, o peludo for barrado. Se você fizer muita questão de visitar aquele lugar, uma alternativa é deixar o maridão com o pet na porta enquanto você entra. Depois vocês trocam.
Se o seu peludo estiver acostumado a ficar sozinho sem destruir coisas ou chorar, outra alternativa é planejar alguns passeios sem ele, que ficará na pousada. Evidentemente, fazer isso com gatos é bem mais simples, já que gatos não costumam mesmo gostar de rua. Tenho receio de deixar meus cães na pousada, não por eles, que ficam sozinhos em casa, mas pelos vizinhos. Nos primeiros minutos após a minha saída eles gritam e uivam. Em casa param cerca de 2 minutos depois, mas prefiro não arriscar a tranquilidade dos outros hóspedes.
Em uma das férias em Paraty levamos minha sogra. Alugamos uma casa. À noite em geral ela estava cansada e se oferecia para ficar com os “netos” enquanto eu e o maridão voltávamos para a rua.
Vai planejando seu roteiro e volta depois para saber mais.
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.

Hoje continuaremos a tratar a questão da hospedagem.
Quando se trata de animais, percebi que existe maior aceitação nas pousadas do que nos hotéis. Certamente isso se deve à estrutura mais informal que as pousadas adotam. Também percebi que em geral as pousadas que aceitam pets são aquelas montadas em cabanas ou bangalôs. Mas isso não é regra. A primeira pousada em que nos hospedamos em Paraty era de edificação única. No entanto, as cabanas têm a vantagem do isolamento. A possibilidade dos sons naturais do seu peludo incomodarem os vizinhos diminui à medida que a distância entre o seu quarto e o do vizinho aumenta.
Algumas pousadas aceitam animais, mas só permitem que fiquem na área reservada para eles, ou seja, no canil. Outras cobram um percentual ou taxa fixa por cada animal hospedado. Esclareça todas essas questões antes de fazer a reserva.
Mande e-mails para o maior número possível de pousadas/hotéis perguntando se aceitam animais. Quanto mais opções você tiver, mais fácil será a escolha. Algumas ferramentas podem dar uma mão nessa hora. Vagando pela web já visitei outros sites e listas, mas no momento só me recordo do Portal Turismo 4 Patas http://www.turismo4patas.com.br/. Além de promover atividades para donos e pets, a Larissa (humana) e a Cléo (golden retriever) dão dicas para viajar com peludos e mantém um cadastro de hotéis e pousadas em que estes são bem vindos. Elas também tem uma comunidade no Orkut com o mesmo nome e a Cléo tem um blog em que conta suas aventuras com a pata na estrada.
Agora vai lá dar uma olhada no portal e volta depois para saber mais.
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Você já sabe que certos roteiros são mais indicados para viajar com acompanhantes de quatro patas. Então só falta escolher para onde quer ir. Qualquer escolha que faça agradará seu peludo, pois para ele qualquer lugar do mundo será legal, desde que esteja junto com você.
Então você resolveu que quer ir para Miguel Pereira-RJ. Hora de ir para a Internet e tomar a primeira e mais trabalhosa providência: encontrar um hotel que aceite seu peludo. Confesso que não é tarefa das mais simples, mas não é impossível.
Vá ao Pai Google e pesquise termos como “hotel miguel pereira”, “pousada miguel pereira”. Não inclua animais nos termos da busca para não limitar demais os resultados exibidos. Entre nos sites das pousadas e hotéis que encontrar e se o local te agradou, envie um e-mail perguntando se animais são aceitos. Lembre-se: perguntar não ofende.
Faço aqui um parênteses. Pelo que percebi, a maior parte das hospedagens que aceitam animais, restringem a aceitação aos de pequeno porte. Mas não desanime, porque não será impossível encontrar um lugar que aceite o seu pequeno labrador de 30 quilos. Apenas tome o cuidado de incluir no seu e-mail a raça do peludo, para evitar o transtorno de ser recusado ao chegar no local e o dono do estabelecimento descobrir que o animal em questão não é de pequeno porte.
Continuamos no próximo post!
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.
Nos posts anteriores vimos que as primeiras providências devem ser tomadas bem antes da viagem. O animal deve ser acostumado a lugares e pessoas diferentes, e deve ser educado.
Agora vamos ao planejamento da viagem.
A escolha do roteiro é um momento importante. Evidentemente, alguns roteiros são mais indicados para pets do que outros. Viagens para praias e zonas rurais proporcionarão mais oportunidades de passeios ao pet do que viagens urbanas. Além disso, pude observar que cidades pequenas, voltadas essencialmente ao turismo, recebem melhor os animais do que os grandes centros, ainda que com vocação turística. Moro no Rio de Janeiro e aqui são poucos os lugares que permitem entrada de animais. Já em Paraty, meus filhos de quatro patas não foram barrados em nenhum estabelecimento.
Fuja dos pacotes turísticos. Neles o roteiro já é pré-estabelecido e você não terá como modificá-lo. Até mesmo os hotéis incluídos nos pacotes podem recusar animais.
Monte você mesmo o roteiro da viagem. Com auxílio da Internet, qualquer um consegue. Dá mais trabalho do que simplesmente escolher o pacote na agência de viagens, mas será adequado ao seu gosto e à participação do seu peludo.
Como fazer? Aguarde o próximo post!
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Você já viajou com seu cachorro? Não? Acha que será muito complicado? Vou te mostrar que não.
No primeiro post desta série vimos o passo inicial para viajar com seus peludos. Agora vamos ao segundo.
A segunda providência, na verdade, também deve ser tomada bem antes da viagem.
Você não gosta dos filhos dos seus amigos que não têm educação e limites, não é? Com bichos é a mesma coisa. Ninguém gostará dos seus peludos se não souberem respeitar limites estabelecidos pelos humanos, se fizerem xixi pela sala toda, se não pararem de latir e de pedir comida na hora da refeição. O hotel não os aceitará de novo se forem assim. Também não serão bem vindos no sítio do seu amigo.
Portanto, para que a carreira de viajante de quatro patas do seu peludo seja bem sucedida, eduque-o. Se não der conta do recado sozinho, contrate um adestrador/educador.
Galileu e Bruno se comportaram tão bem na pousada que nos hospedamos por duas vezes em Paraty, que na vez em que alugamos uma casa, as funcionárias da pousada ficaram até chateadas conosco!
O terceiro passo é a escolha do roteiro. Mas esse fica para o próximo post.
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