Archive for the “Dizer o que” Category
Qualquer coisa que me der vontade de escrever.
Quando fui a um enterro pela primeira vez, minha avó ensinou que eu deveria dizer aos parentes do falecido “meus pêsames”. Aquela frase soou estranha nos meus ouvidos. Alguma coisa nela era esquisita. Mesmo assim, obedeci e disse isso a todos os parentes que estavam no velório.
Hoje eu enterrei minha avó. Nos últimos dois dias essa frase me foi dita por algumas pessoas e então descobri porque ela soou estranha há anos atrás.
Minha avó estudou apenas até a 4ª série. Ainda assim, ela me ensinou muitas coisas, uma delas foi perder uma pessoa. Claro que com quase 40 anos de idade já vivenciei a morte de pessoas queridas, mas minha avó me ensinou que é diferente quando a gente ama.
Na verdade, essa lição foi a mais demorada, já que o enterro apenas oficializou uma morte que começou há alguns anos, depois que ela foi diagnosticada com alzheimer. A evolução da doença foi muito rápida. Um dia ela levou um tombo e cortou a cabeça. Fui com o carro atrás da ambulância e fiquei com ela durante o atendimento inicial, quando o médico fez uma série de perguntas, às quais ela respondeu prontamente. A alta ocorreu uma semana depois, mas a pessoa que saiu daquele hospital já não era mais a minha avó. Ela não falava, não andava, não conhecia as pessoas. Em casa ela teve uma certa melhora, no entanto, meses depois ela não sabia mais quem eu era. Em alguns momentos de certa lucidez reconhecia os filhos e algumas outras pessoas, mas nunca mais soube quem eu era.
Sempre foi muito duro pra mim visitá-la e não ser reconhecida. Aquela não era mais a minha avó, a pessoa que me conhecia melhor que meus pais simplesmente porque se interessava em conhecer. Tenho certeza que meus pais não fazem idéia de que adoro rock pesado. Minha avó sabia, embora não desconhecesse o nome daquele gênero musical. Meus pais nem desconfiam que tenho tatuagens. Ela descobriu. No entanto, nos últimos anos ela nem sabia mais meu nome.
Não fiz muitas visitas desde então e muitas vezes chorei antecipadamente a perda. Afinal, nem tudo é como a gente quer. Minha avó sempre disse que queria morrer de um dia para o outro, sem ficar doente, dando trabalho aos outros. Não aconteceu assim. Ela sempre gostou dos dias de sol. Ontem pedi a Deus que hoje desse a ela um bonito dia de sol. Também não aconteceu assim. O dia foi feio, chuvoso e triste. Hoje eu queria dar um beijo nela de despedida, queria chorar na frente de todo mundo sem ter vergonha, porque era meu direito chorar pela minha avó. Mas não pude fazer nada disso. Os filhos optaram por um enterro sem velório. O caixão chegou fechado ao cemitério e foi direto para a sepultura. Eles dispensaram qualquer espécie de homenagem ou oração. Simplesmente a colocaram no túmulo e fecharam. Eu poderia ter reclamado e exigido meu direito de chorar, mas desisti para não me indispor com a família. Ao menos isso me deu a chance de guardar na memória não um rosto abatido e sem vida, mas o rosto vivo e sempre sorridente da minha avó.
Nos últimos dois dias eu descobri que “meus pêsames” é uma frase estranha porque fala de algo que não tem volta. A pessoa que a gente ama vai embora e NUNCA MAIS vai voltar.
P.S.: Ontem e hoje recebi mensagens no Twitter e comentários de apoio e solidariedade aqui no blog. Não tenho palavras para dizer como foram importantes para mim. Jamais saberei agradecer adequadamente, por isso no Twitter me limitei a dizer apenas “obrigada”, palavra que repito agora do fundo do coração.
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Minha avó sempre me mandou pentear o cabelo e levar um casaquinho. Para me convencer que era feio menina falar palavrão, me explicou o significado de cada um quando comecei a dize-los. Minha avó sempre me mandou apagar a luz e tomar banho, mas eu nunca fiz nada disso. Mentira. Banho eu tomo, desde que ela me deu uma surra por me recusar a ir para o chuveiro. Foi a única vez que ela me bateu. Ela foi uma mulher paciente, criou duas netas sem precisar bater.
Minha avó não era cozinheira de mão cheia, mas estava sempre disposta a preparar as comidinhas que as netas gostavam. A minha era pudim de leite. Ela sempre levava as netas para passear: praia, pracinha, bondinho de Santa Teresa, até Metrô, quando foi inaugurado no Rio de Janeiro. Mas acho que esse passeio foi mais pra ela do que para as netas, porque ela achava que não viveria para ver o Metrô pronto.
Como toda avó faz, ela me mimava. Trazia um copo d´água e pegava as coisas pra mim, não que eu não pudesse levantar e pegar sozinha, claro. E sempre que eu pedia, fazia cafuné até eu pegar no sono.
Depois que cresci ela achava que eu fazia muitas coisas erradas, mas mesmo assim me acolheu na casa dela, com marido, gato e tudo mais. Aí foi o tempo de retribuir tudo que tinha feito por mim. Cozinhei pra ela, servi água e levei pra passear de carro. Ela sempre ficava impressionada como eu dirijo bem.
Agora ela tem Alzheimer e não sabe mais quem eu sou. Mesmo assim, vou amá-la para sempre.
(Post originalmente publicado aqui nesse blog, em 04/12/2008.)
Minha avó faleceu essa noite, aos 92 anos.
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Outro dia vi no blog da Lu Monte um post com esse título. Achei legal a brincadeira e fiquei esperando o Dia das Crianças para brincar também. Aí vai.

1 – Manequinho
O boneco vinha com um penico e uma mamadeira. A gente dava água com a mamadeira, depois colocava o bichinho sentado no penico, apertava um tosco botão nas costas e ele fazia xixi. Até onde sei, foi esse boneco que deu nome à famosa estátua que fica em frente ao Botafogo (clube de futebol). Nos idos da década de 70, esse boneco chocou muitas das minhas tias puritanas kkkkkk

2 – Susi
No meu tempo a Barbie ainda não havia chegado ao Brasil. Eu tive foi uma Susi. Podem me chamar de velha kkkkkk A Susi nos anos 70 não era como a versão atual. E era uma boneca cara! Ganhei uma só, que guardei por muitos anos. Se bobear, ainda está em alguma caixa no armário.

3 – Fofolete
A bonequinha tinha cabeça de plástico duro e corpo macio, com enchimento. Vinha numa caixa apenas um pouco maior que uma caixa de fósforos. Hoje em dia não sei dizer qual era a graça dessa boneca, mas na época era uma febre. A idéia do fabricante era que as meninas fizesse coleção, por isso havia Fofoletes de várias cores. Ganhei uma só, com roupinha rosa bebê, se não me falha a memória.

4 – Revista Recreio
Não sei como é a versão atual, mas sei que a da minha infância era muito divertida. Trazia jogos de lógica, instruções para montar brinquedos de papel, desafios. Mas minha mãe só comprava a edição mensal se minhas notas na escola fossem boas.

5 – Bonecas de papel
Eu era simplesmente maluca por essas bonequinhas! Elas vinham numa revista. A boneca era impressa na capa, de papelão, e as roupas, nas páginas da revista. A gente cortava a boneca e cortava as roupas, que tinham abas para serem presas à boneca. Depois trocava por outra roupa, trocava por outra, trocava por outra…

6 – Desenhar
Não, Daniel Azulay não era um brinquedo, era um cara que, num programa na TV, ensinava a desenhar. Eu adorava (adoro) desenhar e comecei a aprender com ele. Desenhava complusivamente, em qualquer pedaço de papel que tivesse nas mãos, com qualquer coisa que produzisse um traço. Uma curiosidade: há alguns anos vi o Daniel Azulay pessoalmente numa livraria. O cara devia passar formol na cara, porque continuava igualzinho a quando eu era criança!

7 – Dobraduras
Havia um outro programa na TV, apresentado pelo Plim Plim, o mágico do papel. Ele ensinava a fazer dobraduras. Não perdia um episódio. Um dos melhores presentes que minha mãe me deu na vida foi esse livro dele. Eu era fanzoca do cara e na 5a série a professora levou a turma pra um passeio, nem lembro onde, e dei de cara com o Plim Plim. Saí correndo pra abraçar e beijar, bem tiete mesmo. Fui sacaneada pelos colegas por um bom tempo.

8 – Bicicleta
Antes do Dia das Crianças e do Natal sempre passava uma propaganda na TV com esse slogan: “não esqueça a minha Caloi”. Eu tive duas Calois. Eu amava minhas bicicletas. Custei um pouco pra aprender quando tiraram as rodinhas, mas depois andar de bicicleta se tornou tão fácil pra mim quanto andar a pé. Usei a primeira até não caber mais nela. Depois ganhei outra, que durou até a idade adulta. Acabou comida pela ferrugem (snif).

9 – Patins
Minha irmã ganhou um patins de ferro. A gente calçava um tênis qualquer e amarrava os cadarços do patins sobre o tênis. Não consegui aprender com aquilo. Era muito instável. Aí ganhei um patins de bota. Quatro rodas e um freio de borracha sob uma bota. No começo era grande para os meus pés, mas eu calçava uma meia grossa, enchia a ponta de algodão, e usava assim mesmo. Durante um certo período da minha vida os patins se tornaram uma extensão dos meus pés. Ficava de patins o tempo todo, até dentro de casa. Depois a bota ficou pequena no meu pé e com dó abandonei os patins.

10 – Pogobol
Vi esse pula-pula da foto numa propaganda na TV e disse: EU PRECISO TER UM! Mas o danado era muito caro e minha mãe arrumou um jeito inteligente para se livrar dos meus pedidos. Me levou na extinta Sears e disse que se eu conseguisse pular, ela comprava. Eu era menina pequena ainda e, claro, não consegui. Minha frustração acabou o dia que meu irmão ganhou um Pogobol. Eu já era adolescente, mas descontei tudo que não pulei no pula-pula, pulando com o Pogobol dele.
E você? Quais brinquedos usou até cansar? (faz um post e coloca o link nos comentários)
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Ontem salvei meu cachorro de uma crise de identidade.
Levei o Galileu numa exposição de beleza realizada pelo BKC no Rio Centro, para tirar o CPR, documento que diz que o cão é de raça pura. Dois juízes examinam o cão e atestam num formulário que ele é de fato da raça que o dono alega.
A mulher que preenchia a ficha me perguntou a raça e eu disse poodle. Ela esticou a cabeça por cima do balcão onde estava e fez cara de dúvida ao olhar pra ele. Aí chamou o primeiro juiz, que pôs os olhos no Galileu e disse: “esse cachorro não é poodle, é bichon frisé”. Eu expliquei: “não é não, é só a tosa que eu gosto assim”. O cara não se convenceu e disse: “a cabeça é grande, de bichon”. Eu insisti: “não é não, é pequena, olha só”, e abaixei os pelos do topete para mostrar a formação da cabeça.
O cara continuou ressaltando características de bichon e eu rebatendo os argumentos, como se entendesse muito de bichon. Como não concordei que meu cachorro fosse o que alegavam, chamaram outra juíza.
Começamos tudo de novo, ela dizendo que era bichon e eu contra-argumentando. Até cheguei a dizer para molharem o cão para poderem ver melhor a conformação física.
Nisso, os amigos que me acompanhavam já estava agoniados com o debate. O Bruno me disse que deveria ter tosado o peludo como poodle antes de ir lá. A Maria me disse para registrar como bichon mesmo, mas aquilo já havia virado uma questão de honra. Há 5 anos fui buscar um filhote cujos pais eram dois poodles. Não poderia me conformar em passar a ter um bichon de uma hora para a outra.
Durante todo esse tempo Galileu permanecia alheio à discussão, olhando aquele monte de cães belos e bem tosados, se exibirem em pista. Ele nem percebia a seriedade do que estava sendo discutido ali. Seria o mesmo que dizer para um oriental que a partir daquele dia passaria a ser negro.
Então a segunda juíza perguntou se poderia colocá-lo numa mesa para examinar melhor e lá fomos nós para a área em que os cães estavam sendo preparados para a pista. Chegamos até uma criadora que estava finalizando uma pequena poodle pretinha. A bichinha parecia uma estátua, paradinha na mesa, enquanto era arrumada. A juíza explicou o caso à criadora e logo a crise de identidade do Galileu estava terminada. A criadora passou a mão rapidamente na cabeça e no focinho e sentenciou: “é poodle”.
Voltamos ao balcão onde tudo havia começado e Galileu foi registrado como poodle.
P.S.: Depois disso tudo, enquanto visitava a Rio Vet, feira de produtos veterinários que também acontecia no Rio Centro, uma senhora se aproximou, fez festa no Galileu e perguntou se era bichon, explicando que nunca viu um pessoalmente. Eu, já meio estressada com o assunto, respondi: “então a senhora vai continuar sem conhecer um bichon, porque ele é poodle”.
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Semana passada recebi outro livro da Ediouro. Dessa vez demorei mais para terminar a leitura por não se tratar de um livro leve, como Spike – você vai se apaixonar, ainda assim, um livro que vale a pena ser lido. Só aviso uma coisa: se você for uma manteiga derretida, que nem eu, não leia em público! rsrs
O autor, Mark R. Levin, é um americano envolvido em política, autor também de um outro livro nessa área. Ao perder um amigão de quatro patas, resolveu contar como adotou o peludo e como foi a experiência de viver com ele.
Mark já tinha um cachorro, comprado em um pet shop, mas a mulher e os filhos resolveram adotar outro, que encontraram pela Internet. Inicialmente ele foi contra, mas quando botou os olhos no Sprite, mudou imediatamente de idéia. Embora gostasse muito do outro cão, Pepsi, Mark desenvolveu uma relação especial com Sprite. Sei como é isso porque, mesmo amando muito todos os meus bichos, existe algo especial com o Galileu, meu poodle.
Infelizmente Sprite não era um cão jovem e começou a ter problemas de saúde. Mark e a família não o abandonaram. Pelo contrário. Fizeram todos os esforços possíveis para tratá-lo.
Ficou com vontade de saber mais? Visite o site http://www.salvandoumviralata.com.br
Quer ganhar um exemplar? Conta pra gente como é o relacionamento com o seu bichinho (cão, gato, pássaro, réptil, etc) e porque ele é especial. Vale contar sobre amigos que já não estejam mais com você. Só não esqueça de mandar uma foto dele ou dela. Sei que não é fácil transformar em palavras sentimentos especiais, mas tenho certeza que você vai conseguir.
Mande sua história e sua foto para o e-mail dizeroquepromo@gmail.com. A história que melhor transmitir os sentimentos, ganhará o livro.
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Foto: alordelo
Ontem no mercado descobri que está ficando difícil comprar porcarias pra comer e ter atitudes ecologicamente incorretas.
Há tempos não fazia compras. Meu marido desempenha essa atividade com excelência, por isso ele vai ao mercado. Às vezes vou junto, mas só para empurrar o carrinho. Agora ele está sem tempo por estar dando aulas na faculdade todas as noites, aí eu fui.
Encontrei vários produtos com versões mais saudáveis: com sal reduzido, ingredientes leves, sem conservantes. Molho para massas, almôndegas de frango, chester, peru, pratos prontos preparados sem conservantes. Legumes, verduras e ovos orgânicos. Com excessão dos orgânicos, os produtos não estão muito mais caros que as versões normais.
Com tantas opções assim, a gente fica animado pra embarcar nessa onda saudável.
Precisava comprar uma lâmpada incandescente para colocar num lustre aqui em casa, em que não cabe lâmpada eletrônica, só que não encontrei. A variedade de lâmpadas eletrônicas era enorme, mas não havia lâmpadas incandescentes de 60W. Acabei comprando uma eletrônica de modelo diferente, menor. Falta ver se vai caber no lustre.
Depois disso fiquei até sem jeito de comprar saco plástico comum para o lixo reciclável (que separo do lixo comum). Comprei sacos de plástico biodegradável.
Na hora de embalar as compras, nos caixas existem sacolas retornáveis à venda e na saída, cartazes sugerindo que os consumidores levem as compras para casa em caixas de papelão. Ecologicamente correto, mas não muito prático.
Só faltou comprar sal light, que estava em falta.
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Foto: .joao xavi.
Cursei Direito na Universidade Gama Filho, na Piedade, subúrbio do Rio de Janeiro. Comecei estudando pela manhã, depois passei para o turno da noite.
Foi nessa época que aprendi a andar de trem, o transporte mais rápido para fazer o trajeto trabalho/faculdade. Naquela época, o trem era uma das coisas mais divertidas do subúrbio.
Era simplesmente inacreditável a variedade de coisas vendidas dentro dos trens: biscoitos, refrigerantes, cervejas, agulhas, linhas, tesouras, cortadores de unhas, canetas e lapiseiras, descascadores de legumes, tabuadas, fones de ouvido, pilhas, bandeirinhas na época das Festas Juninas, blocos de papel, artesanato, e mais uma infinidade de coisas que não lembro.
O mais impressionante eram os vendedores de refrigerantes e cervejas no trem cheio, no horário de volta para casa. O trem ficava cheio, mas cheio mesmo. Tipo: se tirasse o pé do chão, não dava pra colocar de volta porque o lugar já tinha sido ocupado por outro pé. Ainda assim os caras conseguiam passar de vagão em vagão, carregando um isopor na cabeça! E quando alguém queria comprar, eles conseguiam baixar o isopor pra tirar a latinha!
Hoje em dia não ando mais de trem, mas me disseram que a Super Via proibiu o comércio nos vagões. Acabou a diversão.
Segundo a Wikipédia, subúrbio é “um termo para designar as áreas circunscritas às áreas centrais de um dado aglomerado urbano”.
No Rio de Janeiro, subúrbio designa qualquer bairro que não fique no Centro ou na Zona Sul.
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Foto: claudiopan2007
Segundo a Wikipédia, subúrbio é “um termo para designar as áreas circunscritas às áreas centrais de um dado aglomerado urbano”.
No Rio de Janeiro, subúrbio designa qualquer bairro que não fique no Centro ou na Zona Sul. Isso de modo pejorativo, claro.
Bairrismos à parte, nos subúrbios cariocas a gente vê coisas (pitorescas) que não se vê em nenhum outro lugar da cidade, como a “lojinha” que vi hoje.
Fui ao Fórum Regional de Madureira que, não me perguntem porque, fica em Cascadura. Na volta para casa, o ônibus parou em frente a uma parede bem pintadinha, na qual se lia “SALGADOS, REFRIGERANTE, BISCOITOS”. Distraidamente, fui virando a cabeça, procurando o local onde estavam à venda tais mercadorias. Meus olhos enquadraram uma porta de garagem aberta e lá dentro uma loja arrumadinha: piso de cerâmica novo, balcões de vidro, bem iluminada. Fiquei olhando as mercadorias e vi sob o balcão envelopes de carta, envelopes pardos, corretivos, lápis, canetas… Pensei que estava olhando a loja errada, já que não via os produtos anunciados na fachada, mas não. Ao lado da parede pintada ficava a entrada da residência. O comércio era aquele mesmo.
Comecei a olhar com mais atenção e percebi que naquela “lojinha” montada na garagem de uma casa, o dono fazia de tudo um pouco: vendia material de papelaria, tirava xerox, fazia chaves, vendia cartões para celular, tirava foto 3×4. Finalmente encontrei uma geladeira, daquelas com porta de vidro. Em algum canto lá dentro certamente estavam os anunciados salgados e biscoitos.
Sinceramente, você já viu uma variedade dessas em alguma loja na Zona Sul? Tenho certeza que não.
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Andar de carro pelas ruas do Rio é uma experiência indescritível. Mas não no bom sentido.
A quantidade de buracos no asfalto é uma coisa absurda! E eles aumentam em número e tamanho à medida que se distanciam dos bairros frequentados pelos turistas. O que não quer dizer que na Zona Sul (a parte da cidade onde se concentram os turistas) não tem buracos também.
A cada 15 dias vou com meu marido buscar a filha dele num bairro da Zona Norte. Eu praticamente “conheço” os buracos no caminho e assim consigo evitá-los. Mas às vezes aparece uma cratera nova e nem sempre consigo desviar. Lá vai o carro pra dentro do buraco!
Quando fiquei sabendo do movimento “Operação asfalto liso” fiquei super entusiasmada! Finalmente os motoristas que sofrem com as crateras cariocas se uniram pra reclamar. O movimento é recente e ainda não está muito estruturado, mas já está ganhando destaque na mídia. Eu estou aqui ajudando a divulgar.
Quem puder, visite o site para adquirir um adesivo ou um banner. Ajudem a divulgar!
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Hoje um rapaz que conheço me fez uma consulta jurídica. Infelizmente, não pude dizer o que ele gostaria de ouvir.
Embora seja casado, ele saiu com uma mulher apresentada por um amigo, que já tinha saído com ela antes. Agora ela está dizendo que ele é o pai da criança e ameaça entrar com ação de investigação de paternidade.
Ele jura de pés junto que não é o pai. Eu até acredito, mas precisei explicar o que pode acontecer. Disse a ele que o juiz pode fixar pensão logo no primeiro momento, se ficar convencido que ele tem possibilidade de ser o pai. Aí ele perguntou: “mas e quando o exame de DNA mostrar que não sou o pai?” Eu disse que ele pode entrar com ação cobrando da tal a restituição dos valores pagos, mas que duvido que ela tenha condição de pagar (lembram quando falei sobre isso?)
Ele ficou muito pu** e avisou que vai dizer ao juiz que não concorda, que isso é um absurdo. Expliquei que se desacatar o juiz, será preso na hora; se não pagar a pensão fixada, será preso depois. De qualquer forma, preso.
Vai sobrar pra mim tirá-lo da cadeia.
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