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Cachorro cibernético

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Você tem um bichinho de estimação que ama muito e de quem cuida com carinho. Já imaginou se um dia vocês se perderem um do outro? Ele ficaria vagando pelas ruas, sem saber encontrar comida sozinho, sem uma cama quente para dormir.

Eu ficaria simplesmente desesperada se um dos meus bichos se perdesse. Já vi histórias de animais encontrados através de cartazes espalhados na vizinhança, através do boca a boca, e de denúncias anônimas de pessoas que viram o bicho às vezes bem longe de casa. No entanto, a forma mais eficiente para encontrar um pet perdido é o uso de identificação.

Conheço três formas diferentes: as tradicionais plaquinhas penduradas na coleira, tatuagem e microchip.

As plaquinhas com nome e telefone do dono são boas, mas só funcionam se o animal estava usando a coleira no momento em que se perdeu. Além disso, a coleira pode cair ou mesmo ser retirada por uma pessoa mal intencionada.

A tatuagem, em geral feita na parte interna da orelha, não vai cair, como a coleira, mas é muito dolorosa para fazer. Nenhum animal me disse isso, claro, mas sei que dói porque as minhas doeram pra caramba. Além disso, se o dono mudar de telefone, precisará refazer a tatuagem.

O microchip é a forma mais nova de identificação. Trata-se de um transponder dentro de uma cápsula, implantada sob a pele do bichinho, no qual consta um número de registro pode levar à localização do dono. O microchip pode ser aplicado por veterinário, em qualquer tipo de animal.

Meus cães usam plaquinhas nas coleiras, mas nesse final de semana também ganharam microchips. Para fazer o registro do Galileu fui obrigada a microchipá-lo, por exigência do BKC. Aproveitei o embalo e microchipei o Bruno também, que tirou pedigree quando o chip não era obrigatório.

Você vai dizer: “ah mas isso dói também”. Foi exatamente isso que pensei quando vi a agulha enorme utilizada para fazer a inserção sob a pele. Mas segurei firme o Galileu e meu coração, pensando que era o melhor para o meu filhote. O veterinário aplicou o chip nas costas, na área entre as omoplatas e morri de pena quando ele gritou. O vet comentou que ele não deveria sentir dor naquela região, e eu pensei “porque não é nas suas costas”. Quando chegou a vez do Bruno acabei acreditando que não dói, porque o bicho não deu um pio, nem tentou escapar.

Claro que as informações contidas no registro só servem para alguma coisa se houver um leitor para ler o número do chip. Mas esse tipo de equipamento está ficando cada vez mais comum em clínicas veterinárias.

O vet que aplicou o chip nos meus dogs cobrou R$ 70,00 por cada um. Me disseram que essa é a faixa normal de preço. Procure uma clínica na sua cidade e identifique seu pet também. Quanto mais animais tiverem esse tipo de identificação, mas ela será utilizada para encontrar bichinhos perdidos. Um dia ela pode servir para encontrar o seu.

Category: PodPet
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  • Sandra Mathias says:

    Rachel,

    só esqueceram de te contar uma coisa… Conversando com o Andrei ele me disse que nem sempre o chip consegue ser lido por todos os leitores. Pois existem diferentes marcas de leitores e compatibilidades com os seus chips…. Ele me contou que quando teve que microchipar animais no zoológico, haviam alguns que já estavam microchipados e precisavam verificar em 3 leitores de marcas diferentes para ver se conseguiam ler, e na maioria das vezes somente 1 identificava.

    October 4, 2009 at 9:15 pm

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