Dizer o que?

Um blog sobre cotidiano, vida e direito

Cirurgia plástica

Há alguns anos era raro ver notícias como essa:

Médicos são condenados por danos em cirurgia plástica no Rio

Hoje elas estão ficando corriqueiras. Até mesmo o valor da indenização, R$ 50 mil, demonstra que o tema tem sido recorrente. O judiciário tende a reduzir os valores das condenações quando recebe com frequência o mesmo tipo de pedido. Eu mesma, embora não seja especialista na área, já fui consultada por 3 pessoas que ficaram com danos estéticos após operações.

Antigamente cirurgia plástica era para poucos que tinham condições de pagar caro por médicos especializados. Agora é uma coisa que qualquer um disposto a correr o risco, pode pagar em suaves prestações.

Antigamente eram poucos os cirurgiões plásticos. De nome a gente só conhecia o Ivo Pitangui. Agora, são tantas clínicas que fazem plásticas que chegam a colocar anúncios em jornais e revistas.

Tem até programa de TV que mostra em detalhes (sangrentos) os procedimentos cirúrgicos. Já vi gente ter o nariz quebrado a marteladas pra fazer rinoplastia; vi médicos fazendo a maior força pra empurrar pra dentro de um seio uma prótese de silicone; vi mãos enluvadas golpearem sem piedade uma coxa com uma cânula, numa lipoaspiração.

Ainda assim tem muita gente que procura clínicas desconhecidas e se submete a cirurgias sem nem mesmo pesquisar junto ao Conselho de Medicina se o médico possui registro.

Eu não faria plástica nem se tivesse dinheiro pra pagar um bom médico. E você?

66,3 milhões

O Ibope Nilsen Online informou que em 2009 no Brasil 66,3 milhões de pessoas acessaram a Internet.

Só quem nasceu num mundo sem Internet, sabe o quanto ela é importante no acesso à informação. Eu fiz escola e duas faculdades sem Internet. Pra fazer trabalhos e estudar a gente tinha que ir à biblioteca. No entanto, pelo que vejo hoje em dia, quem poderia aprender com a Internet, usa para ler fofocas, acessar Orkut e MSN. E só.

A pesquisa do Ibope afirma que a maior parte das pessoas tem acesso à Internet no trabalho.

Juntando esses fatos, não dá pra não pensar em quanto tempo os empregados estão deixando de trabalhar nas empresas para fazerem coisas inúteis na Internet.

Namorado

Eu sempre digo para as mocinhas que estão à procura de um relacionamento sério, que o melhor lugar pra arrumar namorado é a igreja. Mas parece que terei que atualizar essa informação para incluir a Internet.

Uma pesquisa da BBC realizada no mundo todo revelou que 30% dos internautas vêem a web como um bom lugar para arrumar namorado(a).

Eu, que sou do tempo do ICQ e das salas de chat, nunca arrumei namorado pela Internet, mas já consegui vários “passatempos”. Isso antes de casar, claro. Antigamente a gente passava a madrugada de bobeira no ICQ (depois de meia-noite a conexão discada só cobrava o primeiro pulso) e sempre aparecia algum desconhecido puxando papo. Às vezes o desconhecido virava conhecido um tempo depois…

Hoje em dia acho que a galera faz isso pelas redes sociais. Um amigo meu conheceu a atual namorada no Orkut, além de ter saído com várias outras meninas antes, todas através do Orkut.

E você? Já arrumou namorado(a) na Internet?

Twitter informa

Antigamente a gente precisava ouvir rádio, assistir  TV ou ler o jornal pra saber o que estava acontecendo na cidade ou no país. Agora basta ter uma conta no twitter.

Fiquei sabendo do terremoto em São Paulo bem antes que a notícia fosse veiculada na TV.

Bem no meio do apagão que aconteceu ano passado, soube onde estava ocorrendo e quais as possíveis causas sem precisar da TV, mesmo porque não tinha como ligá-la.

Atualmente a melhor fonte de informações sobre o clima, onde já está chovendo, onde alagou, onde o trânsito está parado, é o twitter. Hoje caiu um temporal no Rio de Janeiro e no twitter todo mundo comentava o assunto.

Twitter também é informação.

LCD LG 32LH30FR

logousb

Mais um post da coluna “Isso não é um review”.

Fazia um tempo que queria comprar uma TV LCD para colocar no quarto, em substituição à antiga (e enorme) TV de tubo 20 polegadas que ocupa metade da minha cômoda.

Eu e o maridão fomos olhar as TVs em promoção no Ponto Frio e ele sugeriu verificarmos o preço também na Casa Bahia. Os preços na segunda são sempre maiores que na primeira, mas concordei em olhar. Espantosamente, as LCDs estavam mais baratas.

Perguntamos por uma LG de 22 polegadas que tínhamos visto no Ponto Frio. O vendedor, fazendo seu trabalho direitinho, mostrou a que pedimos e uma outra mais cara um pouco, e outra, e outra, até que chegou a uma de 32 polegadas com entrada USB.

Meus olhinhos brilharam ao ouvir que a TV tinha entrada USB. “USB?!”, perguntei. “Sim, você pode plugar o pendrive e assistir os filmes que baixar da Internet, ouvir músicas, ver fotos”, respondeu o vendedor. “Eu sei pra que serve uma entrada USB”. Tá bom, não respondi isso, mas pensei. Foi amor à primeira vista, apesar do aparelho custar bem mais do que o que havíamos pensado inicialmente. Como parcelamento sem juros no cartão serve pra isso mesmo, fomos pra casa com a LCD 32′ com entrada USB.

Como a TV nova tem o mesmo tamanho da LCD da sala, resolvi deixar a nova na sala e colocar a velha do quarto, depois de tirar o trombolho de tubo. Deu o maior trabalho a dança das TVs pela casa, mas finalmente estava pronta pra plugar um pendrive na LG.

Coloquei o pendrive e… nada aconteceu. Talvez tenha que entrar no menu primeiro, pensei. Fiz isso e vi na tela a mensagem de que nenhum dispositivo estava conectado. Tirei, coloquei de novo, desliguei, religuei a TV, e nada. Fui ao manual, que dizia que o pendrive só deveria conter arquivos de imagem, vídeo ou música. Apaguei os outros arquivos e nada. Agoniada já, resolvi pedir socorro.

Entrei no site da LG e procurei pelo modelo, pensando em consultar FAQ ou coisa parecida. Como não havia nada assim, procurei o telefone do fabricante. Infelizmente uma gravação me informou que o atendimento é só de 2ª a 6ª feira. Como era domingo, teria que esperar.

Na 2ª feira cheguei do trabalho e telefonei de novo. A atendente me disse que o sistema estava fora do ar e pediu para voltar a ligar no dia seguinte. Na 3ª feira consegui. Expliquei o problema e perguntei se teria alguma dica para me dar ou se eu deveria trocar o produto. A atendente me pediu para aguardar e menos de um minuto depois deu o veredito: eu deveria trocar a TV. Desmontar e embalar aquilo tudo e voltar na Casa Bahia?! Tudo bem, faço isso por uma entrada USB.

Lá fomos nós novamente para a Casa Bahia onde havíamos feito a compra e fomos informados que a filial não tinha mais aquele aparelho, mas poderíamos fazer a troca em qualquer uma das duas filiais no Norte Shopping. Tomei o cuidado de perguntar ao vendedor se havia reservado o aparelho e ele disse que sim. Deixamos para ir no dia seguinte, feriado de São Sebastião.

Na 4ª feira colocamos a TV no carro novamente e rumamos para o Norte Shopping. Procuramos a gerente, que nos pediu para aguardar. Minutos depois um funcionário sai do estoque e avisa que não havia mais TV daquela na loja. Como assim?! Argumentei que na véspera o vendedor da loja de origem havia feito a reserva, ao que ele respondeu que havia um erro no sistema. Já me emputeci e comecei a me preparar pra rodar a baiana, mas antes pedi que verificasse se havia o produto na loja do 2º piso. Nisso, o maridão já estava falando em desistir, em ficar com a TV sem USB mesmo. Jamais! Se fosse necessário, esfregaria na cara do vendedor e da gerente meus direitos de consumidora, mas em hipótese alguma sairia de lá sem minha entrada USB. Após mais uns minutos de espera, veio a resposta afirmativa. Eu disse: “Avisa pra não venderem essa TV que eu tô indo pra lá!”

Se você achou que a história acabou aí com um final feliz, está enganado. Colocamos a TV num carrinho de mercado que estava dando sopa na loja e fomos atrás de um elevador para subir ao 2º piso. Mesmo com apenas dois andares, o Norte Shopping tem um tal elevador panorâmico mais lerdo que um bicho-preguiça. Aguardamos na fila, juntamente com vários carrinhos de bebê. Lentamente o elevador subia e descia do 1º para o 2º andar. Quando finalmente chegou nossa vez, o elevador resolveu quebrar! O segurança se ofereceu para nos levar até o elevador de carga. Logo que passamos por uma daquelas portas que escondem do público os corredores de serviço, demos de cara com uma mulher calçando suas pernas de pau. Não, você não leu errado. A mulher estava mesmo calçando pernas de pau. Ultrapassamos aquela cena bizarra e chegamos ao elevador. Depois de todo esse sofrimento, encontramos a Casa Bahia no 2º piso. Meu ânimo pra rodar a baiana ainda não havia arrefecido. Fui procurar o gerente e quase não acreditei quando ele disse que a TV estava reservada no depósito. Quando o auxiliar de estoque trouxe a caixa, havia mesmo uma etiqueta de “mercadoria reservada”! Nem todos os gerentes da Casa Bahia são incompetentes.

Voltamos pra casa com nossa entrada USB, quer dizer, com nossa LCD e acabei de assistir Fringe a partir do pendrive. Final feliz :)

P.S.: A TV não lê o formato .rmvb, o mais comum para vídeos baixados da Internet, mas é só instalar no PC um programinha free e converter o arquivo para .avi ou outro suportado antes de colocá-lo no pendrive.

GPS perdidão

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Mais um post da série “Isso não é um review”

Pela segunda vez na vida utilizei o GPS da Nokia e foi #fail total.

Na primeira vez ainda tinha o N95. Utilizei para chegar a uma rua desconhecida aqui perto de casa e deu tudo certo.

Dessa vez, agora já com o 5800, pretendia que ele me guiasse até uma escola em Jardim Gramacho (localidade fora do município do Rio). Tracei a rota logo ao sair de casa, achando que assim saberia se o GPS funcionaria direitinho (tolinha…).

Até a Linha Vermelha eu sabia o caminho e a rota indicada pelo GPS era a mesma. Quando saí na Rodovia Washington Luiz os problemas começaram. As distâncias fornecidas pela orientação de voz eram diferentes das reais, por isso perdi a entrada para o viaduto que deveria atravessar.

Aí o GPS disse “recalculando a rota” e ficou maluco. Encontrei um retorno mais à frente e quando ainda estava nele, o GPS me mandou seguir pela rodovia (eu não tinha chegado à rodovia ainda!). Aquelas instruções erradas e a frase “recalculando a rota” começaram a me irritar e depois enlouquecer, até que mandei meu marido calar a boca daquela mulher (a orientação é por voz feminina). Infelizmente ele não fez isso e fui obrigada a ouvir aquele GPS idiota me dizendo para virar “acentuadamente” à esquerda quando estava no meio da Washington Luiz! Claro! Até poderia tentar, mas acho que a mureta central não deixaria meu carro virar acentuadamente…

Depois dessa, tomei o celular da mão do meu marido e desliguei a porcaria do GPS. Cheguei na tal escola seguindo um mapa do Google que havíamos levado impresso.

Nokia, que tal melhorar esse GPS pra funcionar também fora da cidade?

Feliz Ano Novo

Tenho estado ausente do blog porque emendei a correria de final de ano com a viagem de férias.

Estou pelas bandas do Rio Grande do Sul, juntamente com maridão, Galileu, Bruno e Annita. Começamos por Porto Alegre, passamos uns dias em Gramado e nesse momento rumamos para o litoral. Passaremos a virada do ano em Imbé e voltaremos para casa dia 2.

Desejo a todos vocês um 2010 muito feliz!

Até a volta.

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