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O consumidor baiano Otto Teixeira comprou um notebook com Windows instalado e não quis o sistema operacional.

Durante a instalação do Windows uma mensagem da própria Microsoft diz: “Caso você não esteja de acordo (com os termos do Windows) não instale, copie ou utilize o software; você poderá devolvê-lo ao estabelecimento em que o adquiriu para obter reembolso total”. Foi sob esse fundamento que o consumidor procurou o fabricante do notebook e, depois de enfrentar muita dificuldade, conseguiu receber de volta parte do valor pago na compra.

Mas como a maioria dos consumidores não conhece seus direitos, aposto que nem sabem que ao adquirir uma máquina com SO instalado, estão pagando por ele. O que a gente ouve as pessoas dizerem é: “veio com Windows instalado!”, como se fosse uma grande vantagem totalmente grátis.

É bem verdade que a legislação brasileira prevê devolução do valor pago por qualquer produto apenas em caso de defeito. Nos Estados Unidos não funciona assim. Se você compra e não gosta, recebe de volta, sem dificuldade, o valor pago. Aqui, mesmo se tratando de defeito, a gente sofre pra conseguir trocar alguma coisa. No entanto, a Microsoft não é empresa brasileira e prevê no contrato de uso a possibilidade de extorno do valor pago.

Outra coisa importante que os brasileiros desconhecem é a proibição da venda casada. É aquele tipo de venda em que, mesmo querendo apenas um produto, você é obrigado a levar outro também. Bancos ainda fazem isso. Pra você conseguir o cheque especial, te obrigam a contratar um fundo de renda fixa ou coisa parecida.

Devolver sistema operacional nunca devolvi, mas devolvi um anti-vírus. Instalei o bicho na máquina e logo em seguida peguei um vírus. Meti o CD de instalação de volta na caixa e fui pra loja em que havia comprado, com meu marido junto, achando que eu não conseguiria receber o dinheiro de volta. O Código do Consumidor diz que o produto é defeituoso se não apresenta a segurança que dele se poderia esperar. Um anti-vírus que não barra vírus é, então, um produto defeituoso. Contei o que havia acontecido, recitei meus direitos, falei que era advogada e eles não tiveram outra opção a não ser fazer o que eu queria. Como eles haviam recebido um anti-vírus de outro fabricante no qual eu confiava, fiquei com o outro. Não fosse isso, teria saído de lá com meu dinheirinho.

E você, consumidor, quando vai começar a exigir seus direitos?

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Esta semana a Anatel determinou que os celulares deverão ser desbloqueados pelas operadoras, ainda que tenham sido comprados com subsídios.

Para quem não sabe, celular comprado com subsídio é aquele comprado num dos planos pós-pagos oferecidos pela operadora. O celular pré-pago não tem subsídio, ou seja, o cliente paga o preço cheio.

Até agora as operadoras só eram obrigadas a desbloquear celulares pré-pagos, ou pós-pagos adquiridos há mais de 12 meses. De acordo com a nova determinação da Anatel, as operadoras agora serão obrigadas a desbloquear celulares pós-pagos mesmo antes de terminarem os 12 meses da fidelidade contratual. Isso não quer dizer que acabou a fidelidade. Mesmo que tenha seu celular desbloqueado, o cliente ainda será obrigado a cumprir o contrato de prestação de serviços de telefonia móvel.

No entanto, observando as operadoras de telefonial móvel e os consumidores brasileiros, posso prever que poucas pessoas irão requerer o desbloqueio de seus aparelhos, e as que o fizerem enfrentarão sérias dificuldades com as operadoras. O consumidor brasileiro não conhece seus direitos e mesmo quando conhece, não briga por eles. As operadoras não obedecem o que o governo lhes determina através da Anatel, que também não se faz obedecer.

E você? Vai querer seu celular desbloqueado?

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Infelizmente o consumidor brasileiro ainda não adquiriu o hábito de brigar por seus direitos. Não é diferente quando se trata de operadoras de telefonia.

As operadoras fazem o que bem entendem, com ou sem aprovação da Anatel. A grande maioria dos consumidores simplesmente se conforma.

Não foi isso que fez Thiago Cortez quando descobriu que não poderia compartilhar internet no iPhone adquirido na Oi.

De acordo com o Blog do iPhone, Thiago Cortez, atraido pela propaganda veiculada pela Oi, de iPhone “totalmente desbloqueado”, adquiriu o aparelho em dezembro de 2009 para logo em seguida descobrir que não poderia compartilhar a internet do aparelho. Ele ingressou com ação no Juizado Especial Virtual do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e obteve liminar determinando o desbloqueio da função no prazo de 24 horas. Decisão liminar não é definitiva. O mérito da ação ainda será apreciado e espero que seja mantida a liminar.

Outra “graça” recorrente das operadoras de telefonia celular é feita nos planos de dados ilimitados. Na verdade não são ilimitados, pois podem sofrer limitação da velocidade. E os atendentes não fazem questão nenhuma de informar devidamente os consumidores. Recentemente fui procurada por um consumidor que entrou na loja de uma operadora e pediu um plano ilimitado. O atendente lhe indicou um determinado plano e o consumidor perguntou se era MESMO ilimitado, ao que o atendente respondeu que sim. Antes de terminar o primeiro mês, o plano sofreu limitação. Apesar de ter sido enganado pelo atendente, meu cliente ainda sofreu cobrança de uma pesada multa rescisória. Resultado: ação no Juizado Especial do Rio e audiência marcada para julho.

E você, consumidor? Vai continuar deixando as operadoras de telefonia fazerem o que bem entendem?

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Eu sou do tempo em que ter etiqueta era dizer por favor e obrigado, e comer de boca fechada.

Nos atuais tempos de vida virtual, ter etiqueta ficou mais complicado, a ponto de valer uma notícia da Reuters, publicada na Info on line, sobre Como recusar amigos no Facebook sem ofender.

Lendo a noticia, cheguei à conclusão que sou uma mal educada virtual. Não sou do tipo de repassa correntes e pps, muito pelo contrário. Cadastro como spam quem envia esse tipo de coisa reiteradamente. E faço sem a menor dor na consciência. Do mesmo modo, ignoro pedidos de amizade no Orkut e no Facebook de gente que não conheço ou que gostaria de não conhecer. Confesso que tenho contatos no Orkut que vejo e penso “quem é essa criatura?” Mas isso é porque na euforia inicial, adicionava qualquer um que pedisse. Quando criei a conta no Facebook já havia mudado a política de pedidos de amizade e por isso sei exatamente quem são meus contatos (uma meia dúzia).

E você? É um mal educado virtual ou saca tudo de etiqueta?

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Há alguns anos era raro ver notícias como essa:

Médicos são condenados por danos em cirurgia plástica no Rio

Hoje elas estão ficando corriqueiras. Até mesmo o valor da indenização, R$ 50 mil, demonstra que o tema tem sido recorrente. O judiciário tende a reduzir os valores das condenações quando recebe com frequência o mesmo tipo de pedido. Eu mesma, embora não seja especialista na área, já fui consultada por 3 pessoas que ficaram com danos estéticos após operações.

Antigamente cirurgia plástica era para poucos que tinham condições de pagar caro por médicos especializados. Agora é uma coisa que qualquer um disposto a correr o risco, pode pagar em suaves prestações.

Antigamente eram poucos os cirurgiões plásticos. De nome a gente só conhecia o Ivo Pitangui. Agora, são tantas clínicas que fazem plásticas que chegam a colocar anúncios em jornais e revistas.

Tem até programa de TV que mostra em detalhes (sangrentos) os procedimentos cirúrgicos. Já vi gente ter o nariz quebrado a marteladas pra fazer rinoplastia; vi médicos fazendo a maior força pra empurrar pra dentro de um seio uma prótese de silicone; vi mãos enluvadas golpearem sem piedade uma coxa com uma cânula, numa lipoaspiração.

Ainda assim tem muita gente que procura clínicas desconhecidas e se submete a cirurgias sem nem mesmo pesquisar junto ao Conselho de Medicina se o médico possui registro.

Eu não faria plástica nem se tivesse dinheiro pra pagar um bom médico. E você?

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O Ibope Nilsen Online informou que em 2009 no Brasil 66,3 milhões de pessoas acessaram a Internet.

Só quem nasceu num mundo sem Internet, sabe o quanto ela é importante no acesso à informação. Eu fiz escola e duas faculdades sem Internet. Pra fazer trabalhos e estudar a gente tinha que ir à biblioteca. No entanto, pelo que vejo hoje em dia, quem poderia aprender com a Internet, usa para ler fofocas, acessar Orkut e MSN. E só.

A pesquisa do Ibope afirma que a maior parte das pessoas tem acesso à Internet no trabalho.

Juntando esses fatos, não dá pra não pensar em quanto tempo os empregados estão deixando de trabalhar nas empresas para fazerem coisas inúteis na Internet.

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Eu sempre digo para as mocinhas que estão à procura de um relacionamento sério, que o melhor lugar pra arrumar namorado é a igreja. Mas parece que terei que atualizar essa informação para incluir a Internet.

Uma pesquisa da BBC realizada no mundo todo revelou que 30% dos internautas vêem a web como um bom lugar para arrumar namorado(a).

Eu, que sou do tempo do ICQ e das salas de chat, nunca arrumei namorado pela Internet, mas já consegui vários “passatempos”. Isso antes de casar, claro. Antigamente a gente passava a madrugada de bobeira no ICQ (depois de meia-noite a conexão discada só cobrava o primeiro pulso) e sempre aparecia algum desconhecido puxando papo. Às vezes o desconhecido virava conhecido um tempo depois…

Hoje em dia acho que a galera faz isso pelas redes sociais. Um amigo meu conheceu a atual namorada no Orkut, além de ter saído com várias outras meninas antes, todas através do Orkut.

E você? Já arrumou namorado(a) na Internet?

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Bem que eu avisei no twitter que a Prefeitura do Rio iria prender os mijões pela cidade:

MAIS DE 50 SÃO PRESOS POR URINAR EM PÚBLICO NO RIO

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Galileu e Bruno em Imbé

Vocês devem lembrar da série de posts em que falei sobre viajar com animais.

Preparei os posts enquanto estava organizando a viagem de férias, dessa vez para o Rio Grande do Sul. Em vários momentos cheguei a citar essa viagem. Por isso achei que seria interessante fazer essa atualização para contar os pontos positivos e negativos.

Passamos os primeiros dias em Porto Alegre, na casa de uns amigos queridos, que têm uma criação de schnauzers (estar numa casa cheia de barbudos foi o céu!). Depois passamos 4 dias em uma pousada em Gramado. Finalmente fomos para Imbé, para a casa de praia dos mesmos amigos, passar o Reveillon.

Nosso roteiro foi essencialmente urbano, portanto, como disse aqui, não muito favorável aos turistas de 4 patas. Eu tinha a sensação que as cidades turísticas eram mais flexíveis com os cães, mas em Gramado, que é uma cidade totalmente turística, não foi assim. Não fizemos pacote, eu mesma planejei tudo.

Como disse aqui, deu trabalho encontrar uma pousada em Gramado que aceitasse os animais, mas não foi impossível. Enviei muitos e-mails e no final tinha umas 4 para escolher. Optei pelo Sítio Quero Quero, não muito longe do Centro. Havia vários cães de pequeno porte hospedados, embora o local também aceite os grandes. Recomendo. Instalações ótimas, funcionários super simpáticos e prestativos, café da manhã show de bola, sem cobrança de taxa pelos pets.

Em Porto Alegre existem muitos parques. Acabamos não levando os cães conosco nesses passeios, mas eles poderiam ter ido sem problemas. Em Gramado eles não puderam entrar em atrações ao ar livre, como o Mini Mundo e a Aldeia do Papai Noel. Não fomos aos parques de Canela, portanto não sei se lá haveria alguma restrição. Quando saímos sem eles, em Porto Alegre os deixamos no canil; em Gramado, ficaram na pousada dentro das caixas de transporte para evitar que latissem muito (eles ficam bem mais calmos dentro das caixas).

Como disse aqui, viajamos pela Tam. Antes da viagem tive receio que fosse ter problemas. Quando informei que levaria os peludos, me disseram que até 24 horas antes do embarque receberia a confirmação. Telefonei uns dias antes e me disseram que Galileu e Annita estavam confirmados, Bruno ainda não. Telefonei 24 horas antes, e ainda não havia confirmação. 12 horas antes também não. Aí desisti de ligar e fui com os 3 para o aeroporto, preparada para armar um barraco se quisessem impedir o embarque do Bruno. Não houve qualquer problema. Um funcionário nos colocou numa fila preferencial para fazer o check in, que foi meio demorado, mas tranquilo. Annita viajou conosco na cabine, Galileu e Bruno no bagageiro. Eles foram as últimas “bagagens” a serem embarcadas, tanto no Rio quanto em Porto Alegre. Ficaram no ar condicionado do terminal até o último momento. No desembarque, foram as primeiras “bagagens” a serem retiradas e me foram entregues por um funcionário antes mesmo que as malas começassem a chegar. Recomendo a Tam para viajar com animais.

Falei que estava com receio de embarcar os cães no bagageiro de uma aeronave, mas eles definitivamente não sofreram. Talvez tenham sentido um pouco de frio na viagem de volta depois que anoiteceu, pois mesmo dentro da cabine, senti que a fuselagem do avião ficou bastante fria. Ao desembarcarem eles estavam calmos, passando bem, perfeitamente normais. Annita, que não viajou em jejum, vomitou um pouco dentro da caixa de transporte.

Foram bons momentos em família, que espero poder repetir no final desse ano.

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Encontrei esse vídeo no blog Mãe de Cachorro Também é Mãe e amei! Tudo a ver com esse blog aqui também e com o calor infernal que anda fazendo.

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